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Avaliado no Brasil em 26 de dezembro de 2018
Sou do tipo que de tão atrasada chego na janta quando o negócio era no almoço, mas não tem muito o que fazer, consegui mesmo concluir as leituras de três contos de natal ontem e não quero deixar o ano passar sem antes falar sobre eles.
A Vovó Chamou o Diabo para a Ceia é um conto que não se espera, mas que contêm o espírito natalino de muitas famílias espalhadas pelo mundo. Lugares que o Chester é repassado para alguém que nem sequer consegue tolerar, onde as pessoas adoram manifestar seu conhecimento e fazer o outro engolir uma verdade que é só sua. Momentos em que o sorriso só é dado após os presentes distribuídos e quando a bebida subiu a cabeça. O que também é definitivamente perigoso, visto que a intolerância é marca característica de famílias assim.
No conto da Ju Daglio acompanhamos os Vieira reunidos para uma ceia de natal onde ninguém queria estar, existem os de sorte que conseguiram uma desculpa para não ir, mas em geral, quem de fato importava estava presente. É ali, nas primeiras páginas que conhecemos pouco da personalidade deles, muitos assumindo forma defensiva para justificar seus atos, outros apontando defeitos no próximo e também existe a versão minha da zona toda, aquele que fica na sala vendo o especial de natal do Roberto Carlos.
A questão aqui é que essa reunião tem um propósito, diferente do que os presentes tinham em mente, mas de fato um propósito. A vovó da família, não contente com os vários diabos presentes em sua casa na forma de filhos e netos, chamou o próprio diabo para dar início a espetacular e macabra ceia.
O vídeo, deixado pela idosa após morrer, é uma passagem rápida, mas que deixa claro o modo como a idosa cansada, via todas as pessoas da sua família. Com ódio, rancor, desprezo. Sentimentos guardados por ela, enjaulados até a hora certa, o lugar para se cobrar essa dívida de tolerância.
A leitura foi rápida, pois desejei o tempo todo encontrar qual corpo estava possuído e já tinha batido as botas fazia tempo, o final me deixou com uma grata surpresa. Me fez concluir que nem sempre é o que se espera. É um conto que apesar de natalino, pode ser lido em qualquer momento da vida, pois encontros familiares tem de sobra aos domingos e é certo que você vai encontrar exemplares bem parecidos dos Vieira em sua família.
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