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Avaliações dos clientes

10 PRINCIPAIS AVALIADORES
3 de setembro de 2018
O livro retoma assuntos já abordados pelo autor nos dois livros anteriores, de modo que para quem leu Sapiens; Homo Deus e assistiu suas palestras no TED-Talks ou em Davos não irá ler muita novidade nesta obra. São as mesmas ideias sendo que escritas com novas palavras e exemplos diferentes dos que foram usados nos livros anteriores.

Neste livro ele aprofunda o que disse em Homo Deus sobre terrorismo; e espero que os políticos sigam a estratégia por ele exposta. Particularmente gostei do que ele falou sobre identidades nacionais e o problema da imigração. Na parte sobre Deus pude compreender melhor a utilização que certos grupos políticos no Brasil fazem da imagem de Jesus. Muitos até usam a Bíblia como fonte de autoridade, mas a inspiração é buscada em Foucault; Marx ou algum filósofo da Escola de Frankfurt caso a pessoa seja progressista. Ainda sobre Deus ele mostrou que durante muito tempo a fertilidade tanto sexual quanto agrícola era um atributo da divindade, mas que agora com a ciência e tecnologia não é mais.

A obra é mais pessoal que as anteriores, pois o autor utiliza características de sua própria vida para exemplificar o que ele diz como o fato dele ser homossexual; morar em Israel e ser historiador. Este aspecto é um dos pontos fortes da obra, apesar de que destoa do que o leitor leu nos dois livros anteriores. Uma das maiores contribuições de Harari é ter demonstrado a distinção entre inteligência e consciência; algo muito importante de ser entendido num século em que a emergência de uma inteligência artificial (IA) superior ao ser humano será o maior evento deste planeta desde o surgimento da vida há alguns bilhões de anos.

Por falar em inteligência artificial ele cometeu um erro ao tratar deste tema. Harari disse que o filme Ex_Machina: Instinto Artificial trata não do desenvolvimento de IA, mas sim do suposto medo que homens sentem de mulheres inteligentes e independentes pelo fato da protagonista, uma IA num corpo robótico, possuir orientação sexual e gênero; o que seria inconcebível para um ser inorgânico. Ele está certo em tudo que diz, exceto em estabelecer a conclusão de que o filme não é sobre IA a partir da premissa de que a protagonista apresenta uma sexualidade. Ora, desde 1950 quando da publicação do artigo de Alan Turing intitulado Computing and Machinery Intelligence se sabe que uma IA quando superar a inteligência humana pode não possuir as características próprias do ser humano, mas será capaz de imitá-las tão bem que acreditaremos que ela é autoconsciente mesmo não tendo um pingo de consciência.

O livro está dividido em cinco partes e você pode ler na ordem que desejar, pois ler a última parte antes da primeira não prejudicará sua compreensão da obra. A parte final que fala de meditação é tão interessante que dá vontade de começar a praticar para ver quais serão os resultados. É uma boa obra, mas se trata mais de uma versão simplificada dos livros anteriores do que um livro único. Então, leia mas não crie tanta expectativa.
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