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Avaliado no Brasil em 4 de abril de 2017
A proposta básica do livro, sem dúvida nenhuma, é interessante: reunir mitos cosmogônicos dos índios brasileiros. Se a autora limitasse-se a isso, estaria perfeito; todavia, a autora tem preocupações políticas abstrusas, que modificam bastante o valor da obra.

De modo mais específico, a autora confunde o relativismo metodológico próprio à Antropologia com um relativismo moral, afirmando que o conceito de "civilização" é preconceituoso e que não existem sociedades "melhores" ou "piores" que outras.

Não se trata, é claro, de desmerecer os índios brasileiros - que, como se sabe, têm sido humilhados e dizimados há séculos. Todavia, em nome do respeito moral e metodológico necessário ao estudo de outras culturas, a autora rejeita os valores da própria cultura. Uma forma simples de entender o problema que ela cria - para si própria e para os incautos leitores - é perguntar o seguinte: se não há sociedades melhores ou piores que outras, por que a autora não tenta publicar o seu livro em sociedades patriarcais, ditatoriais e repressivas? Certamente as liberdades de que desfruta no Ocidente não são "ruins" nem são "preconceituosas".
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