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em 22 de setembro de 2017
Ainda não tive a oportunidade de ler, porém estou com muita vontade de começar. O livro veio em perfeitas condições e também é muito lindo.
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em 15 de agosto de 2017
Excelente livro, um começo calmo mas com picos que prendem a atenção para o que está por vir.
Às vezes parece um romance, mas logo nota-se que não o é.
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em 18 de maio de 2017
O livro chegou corretamente, mas sem plastico bolha ou outra proteção do gênero, e a transportadora não se importa com as suas recomendações para a entrega. Foi OK.
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As influências de Stephen King são muito claras ao longo do livro. Começando com o lugar onde se passa a história, uma cidade litorânea do Estado do Maine, Estados Unidos. A escrita também mostra muitos traços desta influência. A trama lembra em alguns momentos a obra "Duma Key" de King. Claro que sem o mesmo brilho e a genialidade, mas ainda assim, uma bela obra de horror. Não é tão empolgante, porém a leitura é bem agradável e o autor consegue prender o leitor com muito suspense e mistério. Quando chegamos ao final, temos uma final muito bom e que marca definitivamente um final digno do gênero horror.
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Tenho visto muitas resenhas criticando o livro mas ao meu ver, ele é muito bom. Uma delícia de se ler. Desde que você não vá com muita sede ao pote achando que vai encontrar um livro do King ou algo assim. Ele é bem delicado e nos presenteia com um suspense e cenas do dia a dia que nos embalam e nos transportam para aquela região costeira do Maine.

Assim como na Criança Roubada, o forte da escrita do Keith Donohue não são cenas de ação, sangue e tripas. Ele vai pincelando a história e o cotidiano da família que está agora as voltas com fenômenos desconhecidos pela sua casa. Você pega logo qual é o X das questão na história e o final é muito bom. Ele consegue dar uma boa reviravolta nos últimos capítulos.

Jack, o protagonista, portador da Síndrome de Asperger, é adorável. Você fica intrigada para conhecer melhor desse mundo que só ele entende e suas habilidades. Nick, o melhor amigo dele, por vezes chegou a me irritar com seus pensamentos e desejos mas, se você for analisar pelo ponto de vista de uma criança de dez anos, eles são totalmente cabíveis. E os pais de Jack também por hora me irritaram com essa mania de querer consertar o menino, como se ele fosse um objeto quebrado ou não dar atenção para o que ele dizia. Como se fosse um demente. Coisa que Jack Peter não é. Ele é extremamente inteligente e perceptivo e podemos acompanhar suas frustrações e mágoas em relação ao tratamento dos pais, certas horas.

A atmosfera e a ambientação são muito boas e não acredito que a história seja arrastada. Ela só foca no cotidiano entre as semanas antes e depois do Natal. Acredito que algumas outras coisas e personagens poderiam ter sido mais exploradas, como as lendas do naufrágio do Porthleven e a senhora que trabalha na casa paroquial. Mas no geral, é um bom livro, que te transporta para uma história gostosa e creepy e que te coloca para pensar nas relações sobre as pessoas e uma criança especial além de claro, te deixar com a pulga atrás da orelha com o final!

Recomendo a todos mas aviso, não vá achando que vai encontrar um terror puro e assustador nele. É mais um suspenzinho meio sinistro! Mas é ótimo, não deixem de ler! Fora que o acabamento e o capricho da Dark Side é de encher os olhos! Tudo muito perfeito e cuidadoso, principalmente as páginas em branco no final, onde nos mandam desenhar monstros!
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1000 PRINCIPAIS AVALIADORESem 23 de janeiro de 2017
O livro é muito bem escrito. O autor consegue imprimir ritmo, ação, suspense à sua trama. Achei o livro muito bom... Até que começaram a vir os últimos capítulos e me bateu uma pressa, uma insegurança. Me deu a impressão de que ficaram faltando alguns capítulos, alguns esclarecimentos, algumas respostas. Se eu soubesse que teria um Volume 2, eu teria dado 5 estrelas. Eu acho.
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em 13 de agosto de 2016
Confesso que li mais devagar do que de costume, porque sua cadência de fatos e desenrolar do enredo é mais lenta mesmo, o que não o faz menos interessante. Definitivamente é sobrenatural mas não terror. E curiosamente possui delicadeza surpreendente na forma como as personagens são construídas. Gostei muito mais do livro ao terminar e compreender a história como um todo. Terminei com aquele misto de felicidade pelo final não tão óbvio, pelas doses de sobrenatural dando nuances a uma história de pessoas que poderiam ser seus vizinhos, sua família. Grata satisfação pela beleza dos conflitos, das limitações e de tudo que denota e confirma nossa humanidade, que ali foi tão sutilmente retratada. Não é eletrizante, mas você que ver onde aquilo tudo vai dar. Recomendo aos que gostam de ler e variar no estilo.
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em 10 de agosto de 2017
Jack Peter é um garoto de dez anos que mora com seus pais em uma casa litorânea. Desde muito pequeno ele era diferente dos outros meninos. Quieto e sem muitas demonstrações de afeto, foi diagnosticado com Autismo. Seus pais se adaptaram as suas crises. Jack não saía de casa nunca, ou quase nunca. Desde um incidente, aos sete anos, onde ele quase se afogara, adquiriu fobia a qualquer outro ambiente que não o seu e também passou a ter aversão ao toque. Jack Peter ou Jip, como chamava o seu pai, não estudava no colégio há anos e o único amigo que tinha era seu vizinho Nicholas, que tinha a mesma idade dele e que sempre ia à casa de Jip para brincar com o menino.
"Sem alternativa, sua família permaneceu leal aos amigos mais antigos, os Keenan, e ele a Jack Peter. Há muito tempo, eles haviam sido iguais, ou assim lhe parecia agora, ao pensar naquela época em que Jack Peter não tinha medo do mundo exterior. Brincavam de esconde-esconde nas árvores que cercavam a casa dos Keenan e empinavam pipa nos meses de maio e junho. Eles eram apenas amigos, mas tudo mudou depois do acidente. Jack Peter saiu do oceano uma criança completamente diferente, mais exigente e controladora".
Na verdade os Keenan, pais de Nick, eram os únicos contatos sociais que restara aos pais de Jip. Eram amigos desde antes dos filhos nascerem. Compreendiam-se, pois cada família tinha sua peculiaridade. Os Keenan tinham um pequeno problema com excesso de bebida que não passava despercebida da pequena cidade, então, as dificuldades os uniram ainda mais.
"Ele parecia em profunda inconsciência, uma criança como qualquer outra, um filho normal, um garoto comum que dormia. Ela manteve aquele instante em suspenso, de modo a permitir que a ilusão se prolongasse."
Um dia, Holly vai acordar o filho e ele a agride. Assustada perante a raiva que o filho exibia, ela questiona Tim sobre o que fariam com o menino que piorava a cada dia. Agora Jip tinha pesadelos constantes e vivia desenhando monstros compulsivamente, além de mostrar-se um tanto obsessivo em relação a sua amizade com Nick.
"Há alguns anos, quando diagnosticaram Jack, Holly mal conseguia pronunciar o nome do distúrbio; ela foi inundada por um oceano de orações, cujo nível só baixou com o tempo, quando o garoto ficou pior, não melhor."
Os conflitos de opiniões sobre o menino faz com que Holly busque ajuda de um padre, pois coisas estranhas e absurdas começam a acontecer com a família de Jip: barulhos de passos, visões de coisas que seriam impossíveis de serem vistas. O medo começa a tomar conta de todos.
"Seus corpos macios estavam nus, seus rostos eram frios e inumanos, os olhos como buracos negros. Um deles abriu a boca banguela e dela saiu um estridente berro mecânico, e, ao ouvi-lo, Nick gritou de volta. A coisa rastejou diretamente para ele, e o garoto pulou para dentro, batendo a janela com força. A criatura pálida e doentia passou como um raio pelo vidro. Jack Peter estava sentado na cama, os olhos esbugalhados, extasiado com o que via (...)"
Os pais de Nick saem de férias, em segunda lua de mel e o menino é deixado na casa da família de Jip.. Nesse momento, tudo começa a ficar desesperador para todos, mas uma grande revelação é feita no final dessa trama para provar que as coisas não são exatamente o que demonstram ser.

Minha Opinião

Tentei resumir a história, mas foi difícil. Eu esperava tanto desse livro, fazia um tempinho que tava namorando a capa e queria ler, mas, infelizmente, não corresponderam as minhas expectativas que estavam altas demais.

O livro me soou um tanto quanto infanto juvenil. O conflito familiar e as dificuldades de lidar com os transtornos de se ter uma criança diferente, o desejo profundo da mãe de ter o filho "normal", sem crises, somente seu filho, sem estigmas, foi emocionante. Algumas vezes ela se mostrava dura demais e seu esgotamento, impaciência, insatisfação e estresse eram nítidos​. A fé do pai, que a todo custo queria dar uma vida normal pra Jip, seu amor e até seu jeito de tentar amenizar os problemas para poder lidar com o filho da melhor maneira possível, fizeram com que o livro valesse a pena.

A história principal, que foi a parte do suspense, das coisas estranhas que cercavam a trama, desvendei rapidamente, antes da metade do livro. Era tão previsível e ao mesmo tempo tão bobo que você pensava: não acredito que seja isso, mas era! Isso fez o livro perder a graça, pois eu esperava uma explicação mais lógica ou plausível, e foi surreal de uma maneira infantil.

A escrita do autor é gostosa, fluída, mas senti falta de me apegar aos personagens. A capa, a sinopse e a diagramação prometem muito mais do que estão dispostos a cumprir com a história.

Pelo​ conjunto da obra e pelo trabalho editorial considero uma boa obra, mas nada de excepcional. Para quem, realmente, estiver com vontade de ler suspense/mistério não vai curtir muito, mas se tiver atrás de uma​ fantasia infanto juvenil eu recomendo!
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Quando lemos uma história de terror, sempre esperamos que aquele homem sinistro ou aquela mulher que foi maltratada revelem o seu lado obscuro. Raramente desconfiamos de uma criança inocente. Mas, às vezes, a inocência pode esconder um lado sombrio desconhecido até mesmo pelos adultos. Keith Donohue vai explorar esse lado obscuro em uma família que luta para cuidar de um filho

Jack Peter é um menino solitário que sofre de síndrome de Asperger. Ou seja, ele não consegue se relacionar de maneira normal com as pessoas. Após um momento de sua vida em que ele quase se afogou, J.P. desenvolveu ainda agorafobia, ou seja, o medo de espaços abertos. Ele agora só consegue viver dentro de casa. Para sair é preciso muito esforço dos pais mesmo para fazer as coisas mais bobas como ir ao médico. Para cuidar de seu filho, Tim abandona o emprego (já que sua esposa Holly ganha mais do que ele) e passa a se dedicar integralmente a ele. Isso vai começar a criar uma série de problemas na relação entre seus pais. O único amigo que resta na vida de J.P. é Nick que vai visitá-lo e fazer companhia a ele quase todos os dias. Nos últimos tempos, o menino começa a desenvolver um estranho gosto por desenhos. Mas, estranhos acontecimentos despertam a curiosidade de Nick que parece ser o único que percebe nos desenhos de J.P. uma relação com os ossos encontrados na praia, um estranho homem de branco que parece vagar pela costa. Será que J.P. está desenhando monstros que ganham vida? Ou a explicação é algo muito mais assustador?

De cara eu gostaria de aplaudir o esforço do autor em criar um protagonista tão interessante e multifacetado. Donohue poderia ter caído no estereótipo de criar um garoto retardado. E não foi isso o que ele fez. J.P. tem Asperger e o autor representa de uma maneira respeitosa as dificuldades que o menino vive. Os capítulos narrados pelo menino são muito interessantes porque acabamos enxergando o mundo pelos olhos de um autista. Todas as nuances de sua visão de mundo estão presentes na descrição das cenas, na interação com as pessoas e na interpretação dos acontecimentos. Uma das frases mais interessantes do livro é J.P. escutando a conversa dos pais sobre mandá-lo para longe. "Eles pensam que eu não estou ouvindo". Essa frase foi um soco no estômago. Muitas vezes, aqueles que cuidam de jovens com algum tipo de deficiência mental acreditam que eles não compreendem aquilo que está acontecendo ao seu redor. E sim, eles entendem perfeitamente. Tudo o que vai acontecer a seguir se resume a esse momento de fraqueza dos pais. Toda a confusão e as situações a seguir são originadas pela falta de compreensão dos pais em relação à situação dos filhos.

E aí eu passo para o segundo ponto. A maneira como o autor apresenta a relação dos pais é perfeita. O ambiente familiar não é propício para o desenvolvimento de J.P. Criar uma criança com Asperger não é algo fácil e exige muita dedicação dos pais. Somado à questão da agorafobia tudo se complica ainda mais. Os pais são apresentados como jovens que curtiam a vida até terem J.P. Eles se casaram, mas não amadureceram o suficiente. Holly tem questões religiosas não resolvidas e Tim esconde um segredo que ele pensa que a esposa não sabe. Quando a condição de J.P. se agrava o ambiente familiar fica insuportável. O filho se torna um fardo que os pais não sabem como cuidar. Infelizmente os pais acabam encontrando no desenho uma válvula de escape. Deixar o menino desenhando é uma forma de os pais poderem ter alguns momentos para si. Mas, isto não é uma solução; é fugir do problema. As situações só vão se resolver quando os pais percebem que precisam atacar o problema de frente. E quando eles entenderem que era necessário mudar de abordagem.

O elemento sobrenatural da trama é muito interessante. Aliás, o autor me deu uma boa rasteira. Ele conduz o enredo de uma maneira que você acredita que a situação X é a responsável pelos acontecimentos da história quando não é. Muitas vezes a explicação mais correta é aquela que é a mais simples. E o autor nos conduz pelo caminho errado até os dois últimos capítulos da história. Adorei!! Se formos perceber em retrospecto os acontecimentos até aqueles capítulos finais, vamos perceber que realmente faz sentido. O que complica um pouco a conclusão é o fato de que existe um espaço de tempo entre o acontecimento e os desenhos de J.P. Essa parte não ficou bem explicada de como aquilo sobreviveu até o início do processo. Foi o único furo de enredo que eu achei.

Porém, eu não consegui me engajar totalmente na história. Por essa razão eu não dei três corujas. Senti que faltou alguma coisa. Compreendo que a ambientação precisava ser claustrofóbico para trabalhar toda a questão do isolamento, mas não sei explicar o que faltou. Talvez seja apenas implicância da minha parte, mas, por exemplo, O Cemitério de Stephen King, foi mais visceral para mim. O momento "há-há" do final não teve o mesmo impacto que o bebê maligno de King em O Cemitério.

A explicação para isso possa estar na maneira como o autor usa o fator do medo. Donohue emprega um medo sensorial, algo que afeta os nossos sentidos. Percebam que as descrições dele estão repletas de elementos visuais, auditivos ou de tato. O autor explora ao máximo o leitor trazendo-o para o seu mundo. Nós olhamos pelos olhos de Tim, ouvimos através dos ouvidos de Holly e sentimos junto com J.P. O tato é explorado através dos desenhos, ou seja, a maneira como o menino enxerga o mundo é manejada através de seus desenhos. Os monstros são os demônios e os medos que existem no coração da criança: o medo de perder seu amigo Nick, o medo de ser abandonado pelos pais, o medo de ser obrigado a sair. À medida em que os desenhos vão se materializando mais e mais, as formas e contornos vão se tornando cada vez mais reais e o autor acaba abandonando a exploração dos sentidos para nos apresentar elementos mais palpáveis.

A narração é feita em primeira pessoa e é interessante como o elemento do gelo interage diretamente com a estrutura narrativa. Mais de 70% da história se passa com os personagens enxergando o mundo de maneira isolada. Tirando J.P. que está sempre ao lado de Nick, Tim e Holly são sempre apresentados durante uma caminhada, uma ida à Igreja ou um momento próximo à praia. A neve e o gelo servem para isolá-los ainda mais um do outro. Esta é a perfeita imagem de como se encontra a relação entre os dois. Tim prefere pensar mais nos momentos junto com Nell do que com Holly. O sol só se abre quando os dois finalmente chegam a uma compreensão de que são importantes um para o outro.

O livro é muito bom e produz alguns momentos realmente assustadores. A edição da DarkSide está lindíssima com uma capa melhor que o da edição americana e a folha de guarda apresentando desenhos relacionados aos que J.P. faz. Outro destaque vão para as páginas em branco no final do livro para os leitores desenharem seus monstros. Ótima sacada da editora e reforça mais uma vez o cuidado destinado às edições dos livros. A história contribui bastante também para agradar ao leitor e eu espero que a editora traga mais coisas do Donohue que possui somente mais um outro livro publicado no Brasil (A Criança Roubada, que também será resenhado por nós).
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em 13 de abril de 2017
Este é um livro muito interessante que, além de contar uma história de terror, também trata sobre as dificuldades de criar e conviver com uma criança com autismo.
Apenas não dou 5 estrelas porque acho que as parte de terror poderiam ser melhor desenvolvidas.
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