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em 2 de junho de 2015
Só um gênio para transmitir tanta emoção, alegria, tristeza, medo, amor, angústia, esperança, paixão, sofrimento e penetrar na alma de um ser humano tão profundamente. Este livro é uma grande poesia, sensível e emocionante!!
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500 PRINCIPAIS AVALIADORESem 13 de setembro de 2017
Um dos meus escritores prediletos, em fase inicial de carreira, propõe nesta novela algo diferente do que acostumamos a encontrar em sua fase pós-exílio. Digo isto pois, normalmente, começa-se a ler Dostoiévski através de alguma obra-prima realista (ex. Crime e Castigo ou Os Irmãos Karamazov). São, de fato, obras de maior apelo. Daí o "impacto" ao deparar-nos com este viés romântico.

Contudo, para entendermos Noites Brancas, além de situá-la na cronologia do autor, devemos perceber (pelo menos eu consegui) que há uma certa paródia em relação ao tema e aos personagens; não a paródia "como simples modo de ridicularização de algo sério, e sim como meio de revitalização de velhas formas" (Nivaldo dos Santos). Não estou, aqui, querendo apenas citar uma das muitas observações de posfácio. Não! Simplesmente percebi, depois de muito ler livros e autores da fase romântica, que não se trata de personagens "puros". Mesmo fazendo uso de recursos utilizados no Romantismo, há um realismo incipiente e insidioso que traz os sonhos e as quimeras para o plano prático da vida; e sem muitas delongas. A leitura é fluida e gera expectativas que são, inclusive, desfeitas de forma irrevogável.

Poderia tentar rechaçar algum comentário que li por aqui, desabonando o autor ou a forma como escreveu a novela... Mas, aí, eu revelaria partes cruciais ou, até mesmo, o final da história!

A editora 34 sempre proporcionando o melhor! Ótima tradução! Posfácio curto de Nivaldo dos Santos com excelentes observações acerca do contexto em que foi publicada, posicionamento da crítica à época, etc. A edição possui algumas notas de rodapé e ilustrações.
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500 PRINCIPAIS AVALIADORESem 11 de junho de 2017
“Sou um homem doente... Um homem mau. Um homem desagradável. Creio que sofro do fígado (...). Não me trato e nunca me tratei, embora respeite a medicina e os médicos (...). Mas, apesar de tudo, não me trato por uma questão de raiva. Se me dói o fígado, que doa ainda mais. ”
“Era uma noite maravilhosa, uma noite tal como só é possível quando somos jovens, caro leitor. O céu estava tão estrelado, um céu tão luminoso, que ao olhá-lo seríamos obrigados a nos perguntar infalivelmente: como pode viver sob um céu assim toda sorte de gente irritadiça e caprichosa? ”
Os dois trechos acima são de Dostoiévski. O primeiro é o início de “Memórias do subsolo”, (1864). O segundo é o início de “Noites Brancas”, de 1848, ou seja, anterior à sua prisão e condenação ao degredo na Sibéria. Ambas são novelas curtas – a segunda é mais breve ainda – mas quanta diferença! O narrador (ou melhor dizendo, o seu espírito) é o mesmo: o sujeito angustiado, desesperado, agoniado pela existência. Mas enquanto o primeiro é desesperança, o segundo é um personagem fundamentalmente romântico, esperançoso de encontrar algo. Arrebatado, se lança loucamente na paixão pela moça que conhece na rua. Não apenas se declara, mas faz mais, se mostra, expondo a sua alma por inteiro. A moça também se mostra para ele, mas ela está apaixonada por outra. É o clássico garoto encontra garota, mas em São Petersburgo, durante as longas noites de verão, em que tudo acaba por ter um ar meio fantástico, quase sobrenatural. O narrador, convenientemente, não tem nome, é simplesmente ‘o sonhador’. Ao contrário do narrador de “Memórias do Subsolo”, um ressentido, o sonhador é inquieto atormentado, em busca dessa coisa que é o amor. Consegue? Sim, consegue, mas não é tão simples assim. Leitura interessante para conhecer o jovem Dostoiévski, antes da traumática experiência da prisão e dos dez anos na Sibéria. Interessante, ainda, porque é o autor antes dos grandes romances, que são a parte mais conhecida da sua obra.
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500 PRINCIPAIS AVALIADORESem 9 de dezembro de 2015
Escolhi Noites Brancas como ponto de partida para o nosso roteiro por três razões. Primeiro: trata-se de um romance breve (muitos o classificam como novela ou conto longo), que pode ser lido facilmente em um único dia. Segundo: o protagonista e narrador da história, cujo nome não é mencionado em nenhum momento, tem características que reaparecerão em personagens importantes dos grandes romances, como o príncipe Michkin (O Idiota) e Dmítri Karamazov (Os Irmãos Karamazov), servindo, dessa maneira, como uma pequena amostra do herói dostoievskiano. Terceiro: logo nas primeiras páginas do livro, enquanto faz observações angustiantes sobre a sua vida, o narrador caminha sem rumo pelas ruas de São Petersburgo. Podemos ver o Rio Nievá, a Avenida Nievski, e não existe melhor maneira de se entrar no universo de Dostoievski do que vagando por essa cidade tão recorrente em sua obra. Noites Brancas é uma história de amor. O enredo é simples e repleto de suspense. Depois de perambular durante três dias, o protagonista conhece uma jovem e imediatamente se apaixona. Ela aceita se encontrar outras vezes com a condição de que ele lhe permita contar a sua trágica história.
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em 11 de setembro de 2017
Só quem já se viu entrevado numa redoma de asfixia amorosa e plena de ansiedade tóxica e cheio de paixão por outro alguém alheiamente ingrato e volúvel, pode absorver o teor sufocante desta tragicomédia - platônica em sua inteireza dilacerante e absurdamente real.
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10 PRINCIPAIS AVALIADORESem 10 de outubro de 2013
Novela publicada em 1848, Noites Brancas é considerada a maior aproximação de Dostoievski com o romantismo. Escrito em primeira pessoa por um personagem sem nome que sofre de uma solidão profunda, esse livro é tão singelo que passamos as páginas com delicadeza para não machucá-las.

A estória se passa em São Petersburgo, em noites brancas - no verão, durante alguns dias, o sol não chega a se pôr completamente, deixando as noites quase tão claras quanto o dia, as noites brancas. O narrador é um solitário sonhador que, vagando pela rua, se depara com uma moça chorando, a segue e por ela se encanta. Nástienka é uma ingênua menina que vive atada à saia da avó, que é cega, por um alfinete para que não fuja de casa e espera, apaixonada, pelo retorno prometido de seu amor.

Na primeira noite, Nástienka pede ao narrador que por ela não se apaixone. Na segunda, ele lhe conta sua história de isolamento, em um discurso tão elevado que Nástienka se maravilha, mas pede que fale de modo mais simples, pois não saberá falar à altura. Em outra noite, ela é quem lhe conta de sua vida, de sua espera e de seu amor que já deveria ter retornado. Sobre a última noite não lhes digo nada, para não tirar a surpresa, mas conto que entre esses dias, o narrador vai ajudar a moça por quem se apaixonou a reencontrar seu prometido, mesmo que aquilo lhe doa no peito, mesmo que não vá ter nunca o amor de Nástienka para ele.

É uma singela, pura e bonita história de amor, de desprendimento, de amar sem ser amado, de ser amado sem amar. É um amor genuíno, delicado, puro e, eu poderia dizer, sutil, mas não, não é sutil. É forte e extrapola, mesmo que apenas dentro do coração do solitário sonhador, que guarda para si o sentimento por temer que sua libertação afaste sua amada.

Leitura mais que recomendada, rápida e, vou ter que repetir, singela. Um deleite!
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em 5 de maio de 2017
Um ótimo livro pra ser introduzido à linguagem de Dostoiévski! Vi numa lista que indicava a ordem de facilidade pra leitura e acho que concordo! Indico!
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em 30 de novembro de 2014
Seu texto é magnífico, como sempre. A história é envolvente e o drama nos captura de tal modo que fica impossível abandoná-lo antes do final.
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10 PRINCIPAIS AVALIADORESem 10 de outubro de 2013
Novela publicada em 1848, Noites Brancas é considerada a maior aproximação de Dostoievski com o romantismo. Escrito em primeira pessoa por um personagem sem nome que sofre de uma solidão profunda, esse livro é tão singelo que passamos as páginas com delicadeza para não machucá-las.

A estória se passa em São Petersburgo, em noites brancas - no verão, durante alguns dias, o sol não chega a se pôr completamente, deixando as noites quase tão claras quanto o dia, as noites brancas. O narrador é um solitário sonhador que, vagando pela rua, se depara com uma moça chorando, a segue e por ela se encanta. Nástienka é uma ingênua menina que vive atada à saia da avó, que é cega, por um alfinete para que não fuja de casa e espera, apaixonada, pelo retorno prometido de seu amor.

Na primeira noite, Nástienka pede ao narrador que por ela não se apaixone. Na segunda, ele lhe conta sua história de isolamento, em um discurso tão elevado que Nástienka se maravilha, mas pede que fale de modo mais simples, pois não saberá falar à altura. Em outra noite, ela é quem lhe conta de sua vida, de sua espera e de seu amor que já deveria ter retornado. Sobre a última noite não lhes digo nada, para não tirar a surpresa, mas conto que entre esses dias, o narrador vai ajudar a moça por quem se apaixonou a reencontrar seu prometido, mesmo que aquilo lhe doa no peito, mesmo que não vá ter nunca o amor de Nástienka para ele.

É uma singela, pura e bonita história de amor, de desprendimento, de amar sem ser amado, de ser amado sem amar. É um amor genuíno, delicado, puro e, eu poderia dizer, sutil, mas não, não é sutil. É forte e extrapola, mesmo que apenas dentro do coração do solitário sonhador, que guarda para si o sentimento por temer que sua libertação afaste sua amada.

Leitura mais que recomendada, rápida e, vou ter que repetir, singela. Um deleite!
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AVALIADOR Nº 1em 24 de julho de 2013
"Noites Brancas" é um conto escrito pelo russo Fiódor Dostoievski em 1848. Trata-se da obra que mais aproxima o autor do Romantismo, isto é, repleta de sensibilidade, possui um caráter fantasioso e um quê de melancolia que contrariam seus outros textos cuja preocupação sociopolítico é o foco narrativo.

Traçando uma bela imagem de São Petersburgo, a história divide-se em cinco capítulos: Primeira Noite, Segunda Noite, Terceira Noite, Quarta Noite e Manhã. O narrador e protagonista se autodenomina "Sonhador" e seu relato soa contundente, ao revelar sua solidão.

O conto aborda amor incondicional que, eternizado na na memória, dá sentido à vida. Trata da felicidade com descrença e ela é apresentada "como nem eterna ou distante, porém, resumida a breves momentos" e cabe a nós, resignarmos ao fato. Sua última frase sintetiza esses aspectos: "Meu Deus! Um momento inteiro de júbilo! Não será isto o bastante para uma vida inteira?..."

Divergindo frontalmente do pragmatismo e do hedonismo que reinam atuamente, recomendo.
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