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Avaliação de clientes

4,5 de 5 estrelas
4

10 PRINCIPAIS AVALIADORESem 18 de setembro de 2015
# A tradução em português de Odorico é a minha favorita.

Eneida é um poema épico cujo conteúdo não é somente sobre a queima de Tróia e a subsequente viagem de Enéias como um exilado à procura de uma nova terra com seu pai no dorso, e com o filho Ascânio ao seu lado. Em vez disso, o poema tem uma profundidade filosófica séria, a qual os exegetas chamavam-na de mensagem neoplatônica, porque era muito parecida como o que os neoplatônicos consideraram em Odisseia (Ulisses – Homero) naquela época: uma metáfora para a viagem e a experiência da alma. É a história da alma que vai para longe do ponto de origem, fora de casa, para um lugar onde o indivíduo pode se (re)encontrar de alguma forma. Assim, na primeira parte do épico – 6 livros – o poema descreve a errância de Eneias no mar, e a educação que isto traz. O objetivo maior é chegar a Itália. Lá, o herói terá a chance de mover-se para outro papel na segunda metade – se confrontar com um novo Aquiles – parte Ilíada do poema. Só que aqui vamos encontrar uma grande diferença em relação a Ulisses de Homero. Enquanto este último faz do retorno ao lar seu maior desejo, Eneias segue apenas os desígnios dos deuses (“Eu não estou buscando a Itália por minha própria vontade”, livro 4, 361 – linha mais importante do poema). Em síntese, Eneida é vista como épico ilustrando um padrão e movimento de vida. Virgílio diz que todos nós, como Enéias, nascemos aqui, mas com cuidado e prudência, podemos alcançar à terra prometida.
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AVALIADOR Nº 1em 22 de dezembro de 2015
"Eneida" é uma epopeia escrita por Virgílio em 19 a.C. Dividida em 12 livros ou cantos, seus versos relatam a saga de Eneias, um bravo troiano que conseguiu escapar ileso da derrota de sua cidade para os gregos e, cumprindo a profecia dos Deuses, viajou sem rumo pelo Mediterrâneo até chegar a região do Lácio, onde atualmente é a Itália, para torna-se o ancestral de uma raça que iria dominar o mundo: os romanos.

Inspirado em Homero, na verdade, Virgílio pretendia superá-lo, fazendo de "Eneida" uma obra-prima sem rivais. Seus primeiros seis livros foram baseados na "Ilíada", enquanto que os restantes, na "Odisseia", portanto, a primeira metade trata-se de um poema bélico, enquanto que a segunda, de aventuras.

Virgílio levou onze anos para escreve-la, mas não a considerava acabada, quando adoeceu. Temendo pela morte, pediu que, se isso acontecesse, o manuscrito fosse queimado, pois ainda não atendia suas exigências. Por sorte, suas páginas foram salvas pela pronta intervenção do Imperador Otaviano Augustus, sobrinho de Júlio César, aliás, foi ele quem encomendou a obra com o intuito de glorificar a Dinastia Juliana, fundadora do Império Romano da qual fazia parte. Em síntese, "Eneida" é uma propaganda política, fato que me surpreendeu, mas que não empana seu brilhantismo.

Aliás, trata-se de um poema imprescindível para o desenvolvimento da literatura ocidental. Sem ele, não haveria "Os Lusíadas", "O Paraíso Perdido" nem "Orlando, o Furioso". Só no século XX, Virgílio influenciou Fernando Pessoa, T. S. Eliot e Ezra Pond. Além disso, por sua relevância, foi escolhido por Dante Alighieri para acompanhá-lo no Purgatório e no Inferno da "Divina Comédia".

Para encerrar, no original, "Eneida" utiliza um esquema rítmico chamada "hexâmetro datílico". Sem rimas (seu aparecimento data do advento do Cristianismo), ela é indicada para ser lida e estudada em voz alta por conta da sonoridade que acaba facilitando até mesmo a transmissão oral. Aceite o desafio e boa sorte!
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em 18 de agosto de 2014
Ruim de ver notas de rodape. Eh preciso ir na pagina ao inves de so "clicar" na nota. O livro em si eh excelente e bela tradução.
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em 1 de dezembro de 2013
Nos anos 200 depois de Cristo, um poeta Romano decide compor também ele uma poesia Épica para exaltar o Imperador Romano e a história de Roma. Virgílio, que tinha lido a Ilíada e a Odisseia, decide pegar um personagem da Ilíada, Enéias, que tinha sido salvo da morte por Posêidon e o transformar em herói da sua Epopeia, e o fundador da disnatia dos antecessedentes de Roma. Na minha modesta opinião, eu ousaria afirmar que Virigilio alcançaria maior gloria se tivesse ousado mais. Digo isso porque na maior parte da Eneida é quase um plagio das obras de Homero; existem passagens que são copias quase fiéis tanto da Ilíada quanto da Odisseia. Mas não obstante, vemos o talento de Virigilio quando ele se lança na narração própria sua. Não deixa nada a desejar a Homero. É só uma pena que ele tenha gasto tanto tempo a adaptar cenas completas de Homero, em vez de ter se lançado completamente na originalidade.
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