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em 29 de junho de 2017
Mostra de maneira direta como a Literatura pode influenciar a vida das pessoas, possui um estrutura diferente de outros clássicos que li.
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500 PRINCIPAIS AVALIADORESem 11 de julho de 2017
Nesses tempos tão cínicos, em que não acreditamos em nada, em que tudo é destinado ao sarcasmo ou ironia, é até um pouco difícil compreender completamente um livro como Werther, tão possuído pelo espírito do romantismo europeu de fins do século 18. Werther é um jovem rapaz, em parte alter-ego do próprio Goethe, que se apaixona por uma garota, Carlota, que, tchan-tchan-tchan, já está noiva de outro rapaz – Alberto. A maior parte do livro é exatamente essa angústia de Werther diante desse amor impossível. Ele até simpatiza com Alberto, que é um bom sujeito.
O final do próprio Werther já é conhecido. Incapaz de suportar a insatisfação do seu próprio desejo, não lhe resta outra coisa a ser se matar com as pistolas de Alberto. Isso, é claro, não é um spoiler. Todo mundo já sabe o final do livro.
Narrado em forma de carta para um amigo – exceto pelo final, narrado em terceira pessoa e que informa qual o destino de Werther – mostra como os desejos e anseios do próprio são inalcançáveis.
Mas todas essas angústias de Werther nos parecem – ou pelo menos para mim -pareceu – um tanto passada, um tanto cansativa, um tanto, enfim, fora de moda.
Vale a pena para se conhecer o, por assim, dizer, Romantismo raiz e de como se comportava esse sujeito insatisfeito com o mundo porque seus desejos não são realizados ou realizáveis. De certo modo, pensando agora, esse sujeito romântico continua presente até hoje, inclusive em termos políticos.
Por fim, excelente edição, com comentários muito bons do Marcelo Backes.
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10 PRINCIPAIS AVALIADORESem 2 de abril de 2016
“A literatura alemã divide-se em antes e depois de Werther”, como diz Marcelo Backes no prefácio.

Johann Wolfang von Goethe (1749 – 1832), poeta, romancista, dramaturgo, crítico, estadista, é um dos maiores nomes da literatura alemã. Sua obra inclui "Ifigênia", "Elegias romanas", "Afinidades Eletivas" e "Fausto".

O "Werther", de 1774 (no original, "Die Leiden des jungen Werthers"), que marca o início da prosa moderna na Alemanha e foi o primeiro sucesso de Goethe, é a história de uma paixão avassaladora. Não é revelar a trama dizer que ao fim o personagem se suicida, porque isto é amplamente sabido, tanto quanto o fato de uma onda de suicídios à época ter sido atribuída ao livro. O interessante é que o conjunto básico dos personagens e acontecimentos foi retirado com bastante semelhança de experiências do próprio Goethe e de outros fatos reais. Ficcionalizar experiências vividas é um dos grandes veios da literatura.

Em seu lançamento, teve grande repercussão. Quase 250 anos depois, o texto continua excepcional, atraente e de elevadíssima qualidade. Uma leitura absorvente, que transparece a genialidade do autor.

Esta edição tem tradução, organização, prefácio, comentários e notas de Marcelo Backes. E ainda, ao final:

1. Adendo: "Cartas, fontes e datas para melhor compreender Werther"
2. Cronologia biobibliográfica de J. W. Goethe
3. Comentário final: "Os filhos de Werther"

É um livro de bolso, aproximadamente de 11 x 18 cm, na Coleção L&PM Pocket, que confirma que o formato de bolso pode ser uma excelente alternativa de acesso, fonte, ou introdução à grande literatura.

A edição, de março de 2001, é excelente. Marcelo Backes também foi uma excelente descoberta a partir desta leitura. Não sei alemão o suficiente para avaliar uma tradução, mas o texto em português é muito bom, agradável e adequado à época. Portanto, Backes ou é um excelente tradutor ou um excelente escritor, ou, é claro, ambos! Ainda mais se lembrarmos que se trata de uma tradução do alemão do século 18. Mas não apenas o texto é muito bom, deve-se destacar as notas, comentários e os demais textos de apoio, que apresentam muito bem a obra, inserindo-a em seu contexto, orientando o leitor e aumentando o prazer da leitura.

Obras anotadas são muito interessantes. As notas de rodapé esclarecem algo que, sem elas, poderia ser de difícil entendimento. Citações a obras e autores contemporâneos, por exemplo, ou a costumes da região. Uma das notas (a de nº 76), inclusive, esclarece um costume alemão de árvore de Natal com velas. Esta nota não menciona isto, mas sabe-se que está no “Werther” o primeiro registro, na literatura, da tradição da árvore de Natal!

REFERÊNCIAS

1. Página do livro no site da editora
Com informações mais detalhadas sobre a obra e o autor
A Amazon não permite links externos. Procure o site "lpm" e faça lá uma busca pelo título.

ALGUMAS TRADUÇÕES de Marcelo Backes

Na L&PM

1. Os Sofrimentos Do Jovem Werther - Coleção L&PM Pocket, de J. W. Goethe *** [K]
2. Os Bandoleiros - Coleção L&PM Pocket, de Friedrich von Schiller
3. Escombros E Caprichos. O Melhor Do Conto Alemão

Na Civilização Brasileira

4. A Senhorita de Scuderi, de E. T. A. Hoffmann *** [K]
5. Michael Kohlhaas, de Heinrich von Kleist *** [K]

Na Cosac Naify

6. Tempestades de Aço, de Ernst Jünger *** [K]
7. Vidas Novas, de Ingo Schulze
8. Celular. 13 Historias A Maneira Antiga, de Ingo Schulze

>>> ***[K] Disponível também em e-book Kindle (em 3/4/2016))
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10 PRINCIPAIS AVALIADORESem 22 de junho de 2014
(Essa resenha foi feita a partir da leitura da edição física da Martins Fontes de ISBN 978-85-3362-357-6)

O que dizer de Os Sofrimentos do Jovem Werther? Por que eu não o li antes?! Por que estudamos o romantismo europeu nas aulas de literatura e esse livro não nos é passado como leitura obrigatória para entender o movimento?! Esse livro é fantástico, um clássico escrito há cerca de dois séculos e meio, e que continua atual.

Comecei a leitura e, depois de poucas páginas, parei. Para continuar eu precisava entender o contexto histórico em que ele havia sido escrito, afinal não podemos analisar os clássicos como se fossem estórias escritas por um qualquer no presente. Pensando nisso, pergunto-me se quem o classifica com uma ou duas estrelas tem consciência do que está fazendo. Certamente, não! Comentários como "queria que acabasse logo" ou "Werther é muito chato, queria que morresse" são tão tolos, insipientes e rasos que me faz pensar se essas criaturas sabiam a preciosidade que tinham em mãos ou, ao menos, o século em que fora escrito. Creio que não. Mas, bem, voltemos ao contexto.

À época em que Goethe escreveu Os Sofrimentos... a Europa estava tomada pelo Iluminismo e pelo Racionalismo, que viam na ciência e na razão a resposta para tudo. Goethe vai de encontro a esses ideais ao escrever uma história em que o sentimentalismo, a emoção e o culto ao amor ocupam completamente o lugar da razão. Critica fortemente a aristocracia e, assim, associa-se a movimentos como a Revolução Industrial e a Revolução Francesa, que consolidariam a burguesia na sociedade europeia.

Goethe foi pioneiro e Os Sofrimentos do Jovem Werther é considerado o marco inicial do Romantismo na literatura europeia, rompendo com os padrões clássicos. É considerado o primeiro best-seller europeu e influenciou toda uma geração, que passou a vestir-se e a comportar-se como Werther. Foi tão importante que Napoleão confessou a Goethe que o havia lido sete vezes. Até hoje está na lista dos cem livros mais lidos da história. Precisa de mais algum incentivo para lê-lo?

Os Sofrimentos do Jovem Werther é um romance epistolar e tem caráter autobiográfico, porém com final, nomes e locais alterados. No livro, o jovem Werther envia cartas para o amigo Wilhelm, o narrador criado por Goethe, e conta-lhe tudo o que sente.

A princípio vemos um Werther encantado com o ar bucólico do lugar e com as pessoas que o cercam. Vemos um Werther extasiado conhecer Carlota e apaixonar-se perdidamente por ela, que já estava prometida a Alberto, seu noivo. Dá-se início, então, a uma paixão desmedida, desenfreada, tempestuosa, mas proibida, inalcançável. A emoção, a supervalorização do amor, a idealização da mulher e o sentimentalismo exacerbado são expressos em cada linha desse triângulo amoroso. E, pouco a pouco, vemos Werther destruir-se, sangrar de amor, sofrer por sua pura e inatingível Carlota.

"Às vezes não compreendo como outro possa amá-la, tenha o direito de amá-la, quando eu, somente eu a amo, com tanta ternura, tão profundamente, não pensando em outra coisa, querendo apenas esse amor, e não possuindo nada além dela."

A vontade que eu tinha era de marcar cada parágrafo desse livro. São tantas citações que merecem destaque, tantas verdades, tantas percepções acerca do ser humano e da sociedade que, mesmo escritas em 1774, continuam atuais.

"Tudo no mundo acaba por dar nas mesmas ninharias; e aquele que, para agradar aos outros, e não por paixão ou necessidade íntima, esfalfar-se para ganhar dinheiro, honrarias ou algo semelhante, este sempre será tolo."

Completamente atemporal, esse livro me encantou e me fez lembrar-me da minha adolescência. É fácil identificar-se com o jovem Werther, pois todos nós já fomos, um dia, um pouco dele. Ou seremos! E que triste aquele que nunca o foi, que nunca amou sem medida, que nunca sofreu, que nunca exagerou um sentimento ou verteu uma lágrima de paixão.

"Por que é que aquilo que faz a felicidade do homem acaba sendo, igualmente, a fonte de suas desgraças?"

Quero reler esse livro outras tantas vezes, muito mais que Napoleão! Quero recomendá-lo sempre que puder! Leitura deliciosa, apesar de seu tom melancólico em demasia, e uma escrita de encher os olhos, de fazer parar para suspirar! Atentem-se ao contexto histórico e leiam-no!!!

*****

"Ah, como estremeço quando o meu dedo toca por acaso no seu, quando nossos pés se encontram embaixo da mesa! Recolho-me como que tocado pelo fogo, e uma força secreta impele-me de novo para frente - uma vertigem apodera-se de todos os meus sentidos. E sua inocência, sua alma pura não pressente o quanto essas pequenas familiaridades me afligem. E quando então, durante a conversa, ela pousa a mão sobre a minha, e, em meio a uma discussão animada, aproxima-se tanto de mim que seu hálito celestial roça os meus lábios: nestes momentos sinto-me desfalecer, como que atingido por um raio. E, Wilhelm, este céu, esta confiança, jamais eu ousaria...! - compreendes o que quero dizer. Não, meu coração não é assim tão devasso! Fraco, sim, muito fraco! E isto não é ser devasso!"

"Queria que alguém ousasse repetir-me tudo isso para atravessar-lhe a minha espada de lado a lado, - porque só o sangue poderá acalmar-me. Oh! Cem vezes já peguei do punhal para livrar meu coração do peso que o esmaga"

"E esta miséria enorme, o tédio entre essa gente torpe que aqui se reúne! Essa concorrência e o modo como ficam atentos, um procurando obter vantagem sobre o outro; vejo as paixões mais mesquinhas, mais miseráveis, sem nenhum pejo. Assim, por exemplo, há por aqui uma senhora que tanto fala da sua nobreza e das suas terras que pessoas de fora necessariamente haverão de pensar: eis aí uma tola que se vangloria de sua origem nobre e da fama de suas propriedades. A verdade, porém, é outra: a mulher é aqui da vizinhança, filha do tabelião. Vês, não posso compreender a raça humana, tão inconsciente, a ponto de prostituir-se de maneira tão baixa."
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10 PRINCIPAIS AVALIADORESem 3 de outubro de 2013
A despeito da onda de suicídios provocada pelo livro na Alemanha à época em que foi publicado (no ano de 1774), podem ler sem medo. Ainda estou vivo!
O livro é bem carregado de romantismo e a loucura gradual do protagonista é comovente. Já vi casos reais semelhantes ao do romance que, a propósito, espelha o que aconteceu realmente na vida do autor: Tendo falecido seu primeiro amor, logo após apaixonou-se por uma mulher já prometida a outro homem. Chegou mesmo a pensar em suicídio. Mas, ao invés de cometê-lo, escreveu o livro.
As frases finais do livro proferidas por Werther (que, obviamente, não citarei) são fantásticas.
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em 12 de junho de 2017
Li Os Sofrimentos do Jovem Werther com meus 16 anos e na época este livro me deixou atônito durante uns 3 dias, tamanha a carga de emoção que este livro possui.
Examinei todas as edições que a Amazon tem a oferecer deste livro em português e de longe esta é a melhor.
Fujam de edições que chamam a personagem Carlota apenas de Lotte, estas edições são fraquíssimas quanto a tradução.
Não recomendo este livro para quem sofre de depressão ou está passando por momentos difíceis na vida.
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em 29 de setembro de 2017
Livro de leveza absurda. Leitura divertida e imersiva. Cheguei a achar que era uma história inteiramente real e só fui descobrir nas notas do editor que se tratava um conto baseado em histórias reais! Indico fortemente pra quem gosta de romances trágicos .
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em 23 de outubro de 2017
Ótima tradução do Marcelo backes, livro recomendadíssimo para quem quer entender o período romântico na Europa. Os comentários ajudam a entender melhor a conexão entre Goethe e a obra.
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AVALIADOR Nº 1em 7 de novembro de 2013
Publicado originalmente em 1774, "Os Sofrimentos do Jovem Werther" foi escrito em apenas quatro semanas por Johann Wolfgang von Goethe e, desafiando a passagem do tempo, é considerado como o mais famoso romance alemão em virtude de sua importância cultural.

Sua história remete a banalização da vida e glamourização da morte e foi inspirada em dois fatos reais. O primeiro, refere-se ao envolvimento do escritor com uma mulher casada e o segundo, ao relato sobre um homem que tirou a própria vida movido por uma profunda depressão, desencadeada por uma desilusão amorosa.

Apontado como marco fundamental do Romantismo, sua leitura é uma excelente sugestão para compreender esse movimento. Seu texto apresenta com subjetividade e emoção uma paixão platônica de tal forma idealizada, que o desejo de escapismo conduz à tragédia. Em linhas gerais, trata-se da obsessão de Werther por Charlotte, uma jovem comprometida com outro homem.

O livro é narrado através de cartas do protagonista para um amigo chamado Wilhelm, e oferece uma perspectiva unilateral da história, apontada como responsável por uma onda de suicídios na Europa, em virtude do seu forte impacto nos "corações despedaçados" da época.

Nesse caso, a vida imitou a arte, no entanto, hoje em dia, raramente, alguém faz o mesmo. Aliás, o amor romântico, único e imensurável anda meio desacreditado, estando a violência voltada para a pessoa amada e essa dicotomia aponta para uma interessante mudança comportamental.

Finalmente, uma boa recomendação é o filme alemão "Goethe!" (2010), dirigida por Philip Stölz, que relata a vida do escritor enquanto escrevia esse romance.

Fotos:
À Esquerda: Johann Wolfgang von Goethe
Centro: "Os Sofrimentos do Jovem Werther", quadro de Baude.
À Direita: Cartaz do filme "Goethe"

Nota: Excelente edição de bolso com tradução, organização, prefácio, comentários e notas de Marcelo Backes.
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10 PRINCIPAIS AVALIADORESem 15 de novembro de 2016
Werther – uma novela epistolar ultrapassada? O fato de ter sido escrita em forma de carta de maneira alguma exclui suas qualidades, reveladas por meio de temas como amor, natureza, desespero e morte. Ao contrário do estilo polifônico em que várias vozes são ouvidas, Goethe aqui praticamente só dá chão ao protagonista Werther, reforçando o valor da privacidade. Em uma narrativa epistolar não há descrição de eventos externos ou aventuras extravagantes, mas apenas os efeitos das ações sobre o autor e seu humor. Portanto, o leitor só vai conhecer os outros personagens por meio de Werther. As reviravoltas dramáticas e os desenvolvimentos inesperados são mais psicológicos do que factual – “as cartas são o retrato de uma alma; por turno revelam todas nossas ações.” Assim Werther calorosamente descreve o encontro com Carlota – “Eu conheci alguém que ganhou o meu coração”; insistindo que ele é um mortal feliz e contente, mas um historiador pobre que destaca o aspecto puramente subjetivo de sua narração dos eventos. Nos temas românticos a individualidade é sempre destacada: o herói romântico não se percebe como um membro ordinário da sociedade; em vez disso, ele se inclina para o isolamento e solidão, como é o caso de Werther. Esse efeito é enfatizado na novela de Goethe pelo fato do leitor não ter conhecimento das respostas do destinatário, Wilhelm. Outra característica do herói romântico é o exagero dos sentimentos: as emoções são concentradas em si mesmos; ocorre a sublimação da interioridade do homem, que liricamente expressa tanto suas emoções quanto suas mágoas, frequentemente causadas por insatisfação. Por levar uma vida solitária, ele é essencialmente frustrado quando tem contato com a realidade, cujos obstáculos não sabe gerir. Assim, Werther confronta-se com Albert, noivo e depois marido de sua amada; ele é influenciado por marginais que encontra na zona rural, sendo tentado pelos mesmos vícios. Incapaz de se integrar na sociedade, ele passa por uma fase de rebeldia e cai vítima de excessos que desenvolve de forma violenta e exagerada. Estamos longe do que o amigo leitor espera de um protagonista romântico. Werther, excitado, beira a loucura por sofrer com a frustração de ter seu desejo insatisfeito: “como meu coração bate quando por acidente eu toco o seu dedo, ou meu pé encontra o dela debaixo da mesa!”, escreve o jovem inconformado com o amor de uma mulher que pertence a outro. Pasmem leitores, que o nosso herói sonha com a morte do rival, ficando nervoso por reconhecer nele muitas qualidades. Em suma, Goethe mostra sua genialidade ao explorar a grande sensibilidade do protagonista. Essa sensibilidade é vista como um atributo positivo que chama a atenção para o mundo exterior e para a natureza. Detalhe: o romance começa na primavera e termina no outono/inverno, simbolizando o inferno do protagonista. O “gran finale” é um pequeno trecho do poema de Ossian, o qual eu recomendo a todos que leiam com atenção pela beleza.
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