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Avaliação de clientes

4,6 de 5 estrelas
5
A Tempestade
Formato: eBook Kindle|Alterar
Preço:R$11,30

AVALIADOR Nº 1em 12 de maio de 2016
Escrita entre 1610 e 1611 e publicada pela primeira vez no "First Folio", a peça teatral "A Tempestade" ou "The Tempest" é a despedida de William Shakespeare dos palcos, apesar dele continuar colaborando com outros autores até a morte.

Apontada como uma parábola sobre a expansão colonial em direção à América, seu enredo foi baseado em diferentes relatos de viagens e explorações além das obras "Dos Canibais", de Montaigne, e "Metamorfoses", de Ovídio.

De acordo com os críticos, também é um pastiche de outras obras do bardo inglês, explorando antigos temas, por exemplo, a usurpação do poder ("Ricardo III") e a rivalidade entre irmãos ("Como Gostais"). Contudo, sua comparação mais frequente é com "Sonhos de uma Noite de Verão", isto é, dando asas à imaginação, Shakespeare apresenta um texto em que a fantasia contribui para enriquecer o enredo, transformando acontecimentos corriqueiros em extraordinários..

Em síntese, tendo como cenário uma ilha paradisíaca, essa história é protagonizada por um mago poderoso, Próspero, a procura de vingança, pois há muitos anos, seus inimigos baniram ele e a filha Miranda de sua terra natal. Para tanto, ele cria uma colossal tempestade que traz para a costa um navio onde viajavam Afonso, Rei de Nápoles; Ferdinando, seu filho; e Antônio, irmão, rival e atual Duque de Milão.

Dentre as personagens, merecem destaque os dois servos de Próspero:
- Ariel: um espírito assexuado que pode se transformar em água, fogo ou ar.
- Caliban: um escravo disforme que é filho de uma bruxa, Sicorax, com o Diabo. Trapalhão e rebelde, sonha derrotar seu patrão e trata-se de uma das figuras mais conhecidas da galeria shakespeariana.

Finalmente, o reconhecimento da obra foi tardio, só passando a despertar maior atenção no século XIX. Hoje em dia, ela está adaptada para os mais diversos formatos e estilos, como óperas, romances, poemas e filmes.

"Nós somos feitos da matéria de que são feitos os sonhos." (Próspero, Ato IV - Cena I) ^
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em 29 de novembro de 2013
Recentemente comecei a me interessar por Shakespeare e comecei por ler O Rei Lear. Confesso que no início, apesar de achar a história realmente boa e prender minha atenção, a leitura não fluía tão bem. Por sorte, descobri as traduções da L&PM e, desde então, comecei a ler uma peça atrás da outra. No caso a tradução foi feita pela professora Beatriz Viégas-Faria, que felizmente traduziu outras peças também para a L&PM. Recomendo para qualquer um que tenha interesse na boa leitura e que talvez nunca tenha lido Shakespeare por "medo" ou por achar que deve ser chato. Sem dúvidas a tradução faz toda a diferença e para os tempos de hoje nada melhor do que traduções atuais, que tentem causar o mesmo impacto da peça em seus tempos originais, em linguagem totalmente compreensível e evitando erudições desnecessárias, também fugindo das suavizações de expressões mais pesadas, que ocorrem em outras traduções. A Tempestade é a última peça de Shakespeare, mas pode também ser um bom começo para quem queira conhecer um pouco mais do grande Bardo.
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AVALIADOR Nº 1em 3 de dezembro de 2013
Escrita entre 1610 e 1611 e publicada pela primeira vez no "First Folio", a peça teatral "A Tempestade" ou "The Tempest" é a despedida de William Shakespeare dos palcos, apesar dele continuar colaborando com outros autores até a morte.

Apontada como uma parábola sobre a expansão colonial em direção à América, seu enredo foi baseado em diferentes relatos de viagens e explorações além das obras "Dos Canibais", de Montaigne, e "Metamorfoses", de Ovídio.

De acordo com os críticos, também é um pastiche de outras obras do bardo inglês, explorando antigos temas, por exemplo, a usurpação do poder ("Ricardo III") e a rivalidade entre irmãos ("Como Gostais"). Contudo, sua comparação mais frequente é com "Sonhos de uma Noite de Verão", isto é, dando asas à imaginação, Shakespeare apresenta um texto em que a fantasia contribui para enriquecer o enredo, transformando acontecimentos corriqueiros em extraordinários..

Em síntese, tendo como cenário uma ilha paradisíaca, essa história é protagonizada por um mago poderoso, Próspero, a procura de vingança, pois há muitos anos, seus inimigos baniram ele e a filha Miranda de sua terra natal. Para tanto, ele cria uma colossal tempestade que traz para a costa um navio onde viajavam Afonso, Rei de Nápoles; Ferdinando, seu filho; e Antônio, irmão, rival e atual Duque de Milão.

Dentre as personagens, merecem destaque os dois servos de Próspero:
- Ariel: um espírito assexuado que pode se transformar em água, fogo ou ar.
- Caliban: um escravo disforme que é filho de uma bruxa, Sicorax, com o Diabo. Trapalhão e rebelde, sonha derrotar seu patrão e trata-se de uma das figuras mais conhecidas da galeria shakespeariana.

Finalmente, o reconhecimento da obra foi tardio, só passando a despertar maior atenção no século XIX. Hoje em dia, ela está adaptada para os mais diversos formatos e estilos, como óperas, romances, poemas e filmes.

"Nós somos feitos da matéria de que são feitos os sonhos." (Próspero, Ato IV - Cena I) ^
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10 PRINCIPAIS AVALIADORESem 5 de abril de 2015
A tempestade é uma teia de aranha em cujo centro Próspero/Shakespeare observa o processo de sua própria criação. Reconhecemos no mágico onipotente que parte seu condão ao final da peça o próprio Shakespeare que anuncia sua decisão de deixar o teatro. A Tempestade é uma história dinâmica das obras de Shakespeare, que se divide em dois períodos, um significado por Calibã, e outro, por Ariel. A dureza de Próspero com Calibã durante a peça contrasta com a sua doçura anterior. Houve um período de colaboração mútua entre os dois personagens. O que poderia o ignorante Calibã ter feito por um homem erudito como Próspero? Ele ‘iniciou’ seu senhor nas belezas da ilha. Apesar de toda a sua feiura física e moral, Calibã é um poeta de verdade; os críticos nunca deixam de observar que alguns dos mais belos versos da peça vêm dele. O monstro Calibã representa um modo literário que Shakespeare viria a desaprovar, mas sem deixar de reconhecer o papel crucial que desempenhou em sua carreira. Calibã simboliza a parte das obras do próprio Shakespeare que, por estar cheias de monstros, pode ser ela mesma considerada monstruosa. Em contraste, Ariel representa o modo literário mais refinado, ético e nobre que o Shakespeare tardio quer colocar no lugar de Calibã. Próspero libertou Ariel de seu pinheiro para explorar seu talento literário, mas o trabalho forçado é abominável para esse espírito independente. Com isso, Shakespeare sinaliza, creio, que ele acha os constrangimentos de sua carreira literária cada vez mais insuportáveis, conforme mostrado na cena em que Prospero pede a Miranda para ficar atenta as explicações dadas por ele – Miranda cochila bem no meio da explanação. Aqui Shakespeare está sendo irônico consigo mesmo: “esse negócio de rixa entre irmãos e amigos já ficou tão repetitivo, pensa, que os jovens morrem de tédio. Os tempos mudaram; todos querem novidades, não essa crônica de paixão senil. Eis aí uma moça linda, logo na primeira fila, dormindo antes que o fim da primeira cena do primeiro ato me fizesse pensar nisso. Por que é que eu fui escrever mais uma peça?
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em 1 de maio de 2014
Simplesmente uma beleza que ilumina a alma ao crescimento para o belo que todo homem tem que almejar como um desejo ético profundo!
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