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Avaliação de clientes

4,5 de 5 estrelas
11
Laços de Família
Formato: eBook Kindle|Alterar
Preço:R$15,10


500 PRINCIPAIS AVALIADORESem 24 de novembro de 2016
Leitura que mistura fluxo de consciência e poesia. Não é uma leitura muito fácil e nem todos os contos, na minha opinião, agradam. Mas sem dúvida eu recomendaria a leitura de três deles: "Amor"; "A imitação da rosa" e "Feliz aniversário. Esses são muito interessantes.
Sobre a edicão, optei pela leitura na versão eletrônica da Rocco e fiquei satisfeita.
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em 19 de maio de 2016
O livro Laços de Família, de Clarice Lispector, pode causar inicialmente um certo desconforto no leitor, uma vez que o ponto principal da narração tangencia o Eu dos personagens principais. Devido à forma escolhida pela autora, abordando um romance de introspecção, a narrativa é voltada aos temais psicológicos individuais de todos os protagonistas apresentados em seu livro.

Por certo, o esmero em demonstrar o psicológico dos personagens fica em evidência durante toda a narrativa, proporcionando uma autonomia impar nas ações de cada conto. A capacidade que Clarice possui em fazer e desfazer laços é o ponto alto dessa coletânea de histórias, o que possibilita o leitor de se desvencilhar de vários sentimentos, como a náusea, no conto "Amor".

O Eu e o Outro tomam lugar de destaque no livro, bem como o papel da mulher e, claro, os próprios laços familiares. Características como tédio e autoagressão também são nítidas e muito bem exploradas. Logo, as histórias são muito mais do que contos de pessoas em situações normais, pois se desdobram em um conjunto de atividades corriqueiras, porém intrigantes.

Lispector deve ser lida como uma autora atemporal, e não como um mero eco da literatura brasileira, muito menos como uma escritora mítica e de difícil compreensão. O fluxo de consciência empregado no livro pode causar estranhamento no leitor, mas, caso o mesmo esteja disposto a escutar o que Clarice tem a dizer, ficará maravilhado com a profundidade e com a possibilidade de explorar várias camadas dos personagens.
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em 29 de maio de 2018
5 estrelas são pouco para classificar este livro! Incrível a forma como Clarice escreve em redor de um acontecimento simples, banal. Mas que passa despercebido aos nossos olhares, hoje em dia. Desmancha e remonta ao fato, num piscar de olhos. Agrada dos paladares mais finos aos menos acostumados com este tipo de fluxo (da narrativa). Não é táctil como os outros, sendo necessário recorrer à percepção.
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em 27 de janeiro de 2018
Sobre a obra não tenho o que avaliar, pois quem conhece já sabe e eu não tive tempo de ler ainda. Vou avaliar a entrega que foi super rápida!!! Pedi num dia e chegou dois dias depois, provavelmente porque foi feriado no dia posterior a compra; senão teria chegado no dia seguinte como na minha compra anterior.
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em 13 de junho de 2018
Os contos, bem diferentes entre si, são narrados com uma maestria de fazer querer ler todos em seguida. Li em uma sentada!
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100 PRINCIPAIS AVALIADORESem 3 de maio de 2017
Laços de família é uma coletânea de contos, publicada em 1960, da escritora Clarice Lispector e eles se interligam através de uma temática comum a quase todos: o desentendimento familiar. As personagens criadas pela autora são pessoas comuns, massacradas pela banalidade comum a existência, mas que buscam a libertação.

É nesse processo de libertação que se encontra a epifania máxima que surge exatamente na fusão do eu e do mundo, representada por meio da ruptura da monotonia cotidiana por um instante de iluminação repentina na consciência da personagem. A família, no entanto, parece escravizar o indivíduo, impossibilitando-o de vivenciar ao máximo esse estado de êxtase. Fato evidente no conto “Amor”.

Sabe-se que a rotina é responsável por enfraquecer os laços de família, mas também prende o indivíduo, impossibilitando-o de encontrar a libertação do seu eu.

ESTILO DE ÉPOCA
Laços de família enquadra-se na terceira geração do Modernismo brasileiro, mais especificadamente no Neomodernismo, ou geração de 1945. Conheça as características mais importantes para essa classificação: emprego do fluxo de consciência (o narrador deixa o pensamento fluir livremente); sondagem psicológica (análise profunda dos estados de alma das personagens); emprego de monólogo interior (o narrador conversa consigo mesmo); pesquisa da linguagem (abolição de construções sintáticas e pontuações tradicionais); uso da metalinguagem; anulação dos limites espaciotemporais; postura anticonvencional.

Livro Laços de Família ESTRUTURA DA OBRA
Laços de família reúne treze contos, sendo que doze deles são narrados em terceira pessoa e apenas “O jantar” é narrado em primeira pessoa. Em todos eles a figura da família está presente nos contos da obra e através deles percebem-se os impasses do relacionamento familiar.

Há outra forma de organizar os contos de Laços de família, segundo Benedito Nunes, tendo como eixo central a tensão de conflito de transe nauseante (Amor), de cólera (Feliz aniversário), de ira (O jantar), de ódio (O búfalo), de loucura (A imitação da rosa), de medo (Preciosidade), de culpa (O crime professor de matemática); situação de confronto, não somente de pessoa a pessoa (O jantar, Amor, Feliz aniversário), porém também de pessoa a coisa (Amor, O crime do professor de matemática, A imitação da rosa).

RESUMO DOS PRINCIPAIS ENREDOS:
AMOR
A personagem Ana é uma mulher casada, mãe de dois filhos, levava uma vida doméstica pacata e cuidava dos seus com muito zelo e amor. A sua paz desapareceu quando certa vez ao ir às compras deparou-se com um cego que teve os ovos que carregava quebrados devido à freada brusca do bonde. Ana terminou por descer no Jardim Botânico, onde pela paisagem começou a temer o inferno.

Nesse instante é possível relacionar a beleza possível aos olhos e o cego que está privado disto. Portanto, esse é o fato que tanto impressiona e incomoda a personagem.

Quando Ana retornou ao seu lar sentiu que algo havia mudado em si, então abraçou fortemente o filho, foi ajudar o marido quando ele derrubou o café que carinhosamente pegou-lhe pela mão e a levou para o quarto para dormirem.

UMA GALINHA
“Era uma galinha de domingo. Ainda viva porque não passava de nove horas da manhã.” (p.30) Era uma galinha pronta para o abate, contudo, pega pelo pai da garota passa a ser a narradora do texto que acabou pondo um ovo, então rapidamente a menina avisa aos familiares sobre o fato e a nova condição de “mãe” da galinha e implora para que não matem a galinha, pois agora ela pusera um ovo e queria o bem deles.

Sentindo-se culpado por ter feito a galinha correr para o abate, o pai da garota nomeia a ave como de estimação e alerta sobre a pena de que se o animal fosse sacrificado nunca mais se alimentaria de galinha.

Porém, um dia “mataram-na, comeram-na e passaram-se anos”. O conto evidencia que a rotina leva ao esquecimento e à banalidade.

FELIZ ANIVERSÁRIO
Era aniversário de 89 anos de uma senhora, mãe de sete filhos, que morava com uma das filhas, Zilda, que preparou toda a festa. Após o almoço a filha preparou a mãe e a colocou no lugar de destaque da mesa, a cabeceira, para aguardar os convidados do aniversário que viriam no fim da tarde.

Porém a chegada deles foi um desastre, de modo que a aniversariante permanecia imóvel em seu lugar sem participar de sua festa. Após os parabéns a neta pediu a avó que cortasse o bolo, ela o fez com brutalidade e causou espanto em todos os presentes.

Com a continuação da festa, a senhora passou a observar com desprezo sua festa e cuspiu no chão. Zilda se envergonhou pelo ato da mãe, pois todos achavam que ela responsável pela mãe. Um dos filhos discursou para tentar amenizar a situação desagradável.

Ao anoitecer todos se despediram e foram embora. A idosa permaneceu na cadeira à espera do jantar que a filha serviria.

Esse conto narrado em terceira pessoa evidencia a hipocrisia da família. Ao tentarem manter os hábitos educados durante a festa mostram quão falsas são as relações familiares e a ausência de sentimentos sinceros entre parentes. Por isso, essa hipocrisia desperta a ira de Dona Anita, que não suporta essa característica nos seus.
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100 PRINCIPAIS AVALIADORESem 29 de agosto de 2015
Laços de Família é a coleção de contos mais famosos de Clarice Lispector, considerada a maior escritora brasileira. Ela tem um jeito muito especial de mostrar o lado oculto de cada experiência do dia, ou a experiência incomum que uma situação aparentemente banal pode trazer. A maioria de seus personagens são dona de casas, e no seu conto vemos traços rotineiros de tais personagens, cada um abordando algo sombrio, tudo envolvo com animais e crianças, muito citados por ela. São treze contos de tirar o fôlego, nos fazendo identificar pelo menos com cada um deles, ou no geral quase todos mesmo. Qualquer obra de CL merece estar na sua estante.
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em 26 de abril de 2017
"Uma escritora decidida a desvendar as profundezas da alma."
Certamente nenhuma definição recai tão bem sobre Clarice Lispector quanto essa. As angústias e o turbilhão de sentimentos espaçados da mente humana, encontraram seu perfeito alicerce na forma como Clarice retrata as cenas mais banais do cotidiano. A vida não é simples, nem de longe, e nossa autora (pois quando leio alguém que agora só existe nisso, naquele momento, de quem é esse alguém senão meu?) faz questão de enfatizar isso. Ah, Clarice.
Achei todos os contos bons, mas enquanto uns alcançam a excelência, outros ficam nisso mesmo, e por isso dei 4 estrelas. Gostei especialmente de "Amor", "Feliz Aniversário", "A Menor Mulher do Mundo" e "Preciosidade".
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em 24 de dezembro de 2015
Li esse livro pela primeira vez aos 16 anos, vésperas de Natal. Como já conhecia e amava Clarice na época, achei que as histórias iriam casar direito com o que pensava sobre reuniões de famílias em "ocasiões especiais". Não deu em outra. Era isso e pronto, Clarice já sentira o mesmo e traduziu para aqueles que ainda não sabiam descrever o que se passava por dentro e por entre "as relações", pequenos encontros, etc. Assim como os demais livros da minha amada, vez ou outra volto a vivenciá-lo, não mais pelos contos em si, mas pelas experiências/vivências afetivas que senti ao ler e perceber que tais sentimentos são corriqueiros. Que a vida se repete, mesmo que com um novo colorido. Obrigado, Clarice, por ter sido tão marcante e ter me inspirado, incentivado-me a continuar a viver escrevendo.
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em 23 de dezembro de 2015
Um livro completamento introspectivo, levando às reflexões das fracas teias tecidas na aparente estabilidade familiar. Com este livro, percebi o como tudo que parece normal, por simples coisas, por alguns atos, notamos o quanto as estruturas, familiares e individuais devem ser notadas. Recomendo àqueles que desejam uma leitura e reflexão de mundo mais ampla sobre o ser humano, sua existência e condições de ser e existir.
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