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em 1 de setembro de 2017
A autora consegue mantém o nível até mesmo nas partes mais explicativas de apresentação dos personagens, ao meu ver uma leitura que me levou a comprar a sequência ainda na metade deste primeiro volume. O diferencial "mágico" dos personagens é explorado de forma leve e empolgante.
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1000 PRINCIPAIS AVALIADORESem 21 de março de 2015
Observação: Li a versão em inglês, pelo Kindle. Logo, não posso comentar sobre as peculiaridades da edição brasileira. Me atenho a obra.

Este não é um livro fácil de ser analisado. O enredo é simples, o cenário também. O personagem principal não é inovador, nem o sistema de mágica. No entanto, é um dos melhores livros do gênero. Principalmente porque ele acerta no mais essencial quesito: execução. A prosa é ótima. A narração em primeira pessoa permite uma visão única do personagem; seus medos, desejos, fracassos e acertos. Sem contar que é uma leitura bastante prazerosa e fluida. Vale ressaltar também que os outros personagens são igualmente complexos, mesmo sendo vistos pela ótica do protagonista. Além disso, essa trilogia se mostra cada vez mais realista, cruel, sombria; isso tudo sem precisar levar o leitor a um banho de sangue, com mutilações e tudo mas. Para os amantes da fantasia sombria, essa trilogia é sombria por ser simplesmente realista nas figuras humanas.
Recomendo.
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em 11 de novembro de 2017
A história relata o crescimento de Fitz, filho bastardo de um dos príncipes do Reino da Torre de Cedro. Rejeitado por uns, ignorado por outros, segue sua vida aprendendo técnicas de serviços (cuidar animais e matar pessoas) que desempenhará para o Rei. Tenta ainda desenvolver uma habilidade chamada "talento", restrita a poucos, passando por várias dificuldades. Próximo do final você já não consegue parar de ler. Muito boa a narrativa e o trama em questão.
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em 27 de outubro de 2017
O livro prende a atenção pela sua forma de pontuar as relações pessoais de cada ator na ação colocada no livro.
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em 8 de novembro de 2017
Recomendo a todos que tenham gosto por um bom livro dr fantasia!!! Vao se apaixonar pela escrita de Hobb e sofrer por Fitz!!
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1000 PRINCIPAIS AVALIADORESem 17 de dezembro de 2015
O livro é muito bom.
O Aprendiz de Assasino é um livro aparentemente escrito pelo personagem principal. São suas memórias.
Assim como Guerra dos tronos a historia se passa em uma terra onde reinos menores se juntaram pelo poder do mais forte e juntos formam um reino. A corte esta passando por problemas seja devido a inveja e mesquinhez de membros da própria corte seja por ataques de inimigos que sao capazes de fazer coisas inimagináveis
É nesse contexto que Fitz, nosso personagem, principal é deixado no portão do castelo do rei como filho bastardo do Principe Cavalaria, o próximo rei dos seis ducados.
Mas ao inves de ser criado como um lorde, filho de um principe a vida nao será facil para ele.
O livro é bom. A leitura prende porque você fica ligado no que vai acontecendo com o reino e no desenvolvimento sofrido, mas batalhador da vida de Fritz. Com um pouco de ficção estilo poderes sobrenaturais como o Talento e a Manha o livro tem sua parte de misticidade.
Para quem gosta de A Guerra dos Tronos, A Cronica do Matador de Reis e A Roda do Tempo vale a pena. Na minha opinião as outras sagas sao bem melhores, mas esta nao perde seu valor e diferente daquelas esta foi concluida.
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em 11 de setembro de 2017
Terminei de ler "A sombra do Corvo" e comecei esse, acho que por isso achei este tao mediano, mas não é ruim, mas é bem parado mesmo.
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em 22 de novembro de 2016
A trama é fraca e fica a impressão que a história poderia ser melhor trabalhada se fosse explorada em vários livros.
Final fraco.
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500 PRINCIPAIS AVALIADORESem 9 de setembro de 2017
O Aprendiz de Assassino, livro escrito pela Robin Hobb, traduzido pelo Orlando Moreira e lançado aqui pela Editora LeYa!

Acompanhamos aqui a história de Fitz, um bastardo do príncipe. O rei vê nele uma possível ameaça se for largado a própria sorte, então decide fazer dele um homen do rei começando um treinamento como diplomata, espião e assassino!

Vamos a nossa análise desse livro incrível…

Os personagens

“Se tudo o que eu tivesse feito na vida fosse ter nascido e ser descoberto, ainda assim teria deixado uma marca em toda aquela terra, para todo o sempre. Cresci sem pai nem mãe, numa corte onde todos me conheciam como um divisor de águas. E um divisor de águas me tornei.”

Nos Seis Ducados, o cenário onde se passa essa aventura, existe a tradição de dar um nome de uma qualidade a alguém no momento em que aquela pessoa nasce, acreditando-se que, de alguma forma, aquilo vai moldar a personalidade dela no futuro.

Entendido isso, vamos falar sobre alguns personagens que marcaram essa história…

Tudo começa com o nosso protagonista, filho bastardo do príncipe Cavalaria, que é o filho mais velho do rei e o que mais possui qualidades para assumir o trono. O aparecimento desse bastardo causa um escândalo na corte, fazendo o príncipe Cavalaria se exilar, indo para longe do seu bastardo e dos jogos da corte.

Nem por isso o jovem bastardo é deixado ao relento. Ele é criado no castelo real por Bronco, o homem do estábulo que costumava ser o homem de confiança de Cavalaria. Ele é um homem bom e, mesmo severo, acaba servindo quase como uma figura paterna para o protagonista.

O garoto acaba não recebendo um nome oficial, e todos o chamam apenas de Fitz (que é uma palavra para bastardo no mundo, e não tinha como ser traduzida) e ele aceita de bom grado esse nome.

O rei Sagaz, ao ver essa criança já deduz que, se ela for deixada à própria sorte, se tornara um potencial perigo ao trono. Logo ele decide fazer de Fitz um homem do rei, mas não um que todos possam ver e sim uma ferramenta oculta, que carrega o peso do sangue real para a diplomacia e, caso as negociações não funcionem, para entrada facilitada a pessoas dormindo ou taças a serem envenenadas. Sobre ordens de Sagaz, Fitz começa seu treinamento como espião e assassino do rei com o atual assassino, Breu.

Outros personagens que chamam a atenção nessa trama são o príncipe Veracidade, segundo filho mais velho de Sagaz e provável futuro rei, mas que tem mais alma de guerreiro do que de aristocrata.

E temos o odioso Majestoso, filho do rei de seu segundo casamento e a criatura mais nojenta e BABACA de todos os tempos. Um excelente personagem que você ama odiar. XD

A construção de personagens da Robin é excelente. Ela se foca totalmente no Fitz e, com o tratamento que ela dá tanto aos acontecimentos quanto as emoções. Ele vai passar por muitas dificuldades e situações de sofrimento e, assim como acontece com o jovem Kvothe do Nome do Vento, você acaba se apegando pelo sofrimento do personagem principal.

Todo o “elenco de apoio” é de outro nível também, com seus próprios defeitos e qualidades sendo trabalhados enquanto acompanhamos seus problemas. Você, como leitor, entra em contato com o pior e o melhor desses personagens de uma maneira super orgânica e fluida. De longe o ponto mais atraente desse livro é esse lado emocional forte. Isso porque eu nem vou falar dos cachorros… 😦

Um mundo sólido, mas com pouco destaque

O cenário que nós conhecemos aqui nesse livro são os Seis Ducados, fundados a muito tempo pela família real, os Visionários.

De uma maneira geral, o mundo lembra a nossa época medieval. Criaturas de lendas, como dragões, são vistas apenas como isso mesmo: lendas. As pessoas comuns não acreditam que possa haver essas coisas.

Politicamente falando a autora está de parabéns. Toda a divisão dos reinos e a as posições de poder tem um motivo histórico por trás. Dá para ver que foi criado todo o passado dos Seis Ducados e por isso suas divisões ficaram bem realistas.

Temos um pouco de tensão política aqui nesse livro, mas a atenção não sai dos personagens.

Magia intensa emocionalmente

Com relação aos sistemas de “magia” criados pela autora, nós temos O Talento e a Manha.

O Talento é basicamente telepatia, onde o usuário pode entrar na mente de alguém e alterar alguma lembrança ou influenciar a pessoa de alguma forma sem que a pessoa perceba que está sendo influenciada. Se forem duas pessoas treinadas para isso, elas podem se comunicar, independente da distância. Era uma habilidade mais comum antigamente, nos tempos em que o reino estava em guerra, mas agora em tempos de paz é reservado apenas a família real, os Visionários, e alguns poucos escolhidos.

A manha é algo parecido com o talento, só que funciona com animais ao invés de pessoas. Quem possui a manha pode criar conexões e usar os sentidos deles, se ligar com os seus sentimentos e se comunicar de maneira geral. A manha é vista como algo grosseiro e animalesco. Dizem que um homem que se entregue a essa comunicação com animais vai lentamente se transformando em um animal ele próprio, se tornando um ser de instintos e não mais um humano.

Mas as minhas descrições são rasas demais frente ao que a autora faz com esses poderes nas páginas…

Robin Hobb dá um show de profundidade e sentimentos com o talento e a manha. O personagem principal consegue criar ligações emocionais com os cães dele e não tem como não se ligar também a amizade deles. As descrições dos sentimentos e instintos caninos são incríveis demais! O que torna as cenas dramáticas envolvendo cães muito mais emocionantes.

E a sutileza com a qual ela trata o talento é linda. Não é uma telepatia super poderosa, e sim algo extremamente sensível. Você apenas pode mudar coisas pequenas na mente da pessoa, o que a autora faz bem é em mostrar que detalhes mínimos podem fazer a diferença entre a vida e a morte.

Eu comecei nesse mundo de uma maneira peculiar…

A minha trajetória para esse universo foi meio… estranha, digamos assim. Em um belo dia eu vi um livro no Audible (o serviço de áudio livros da Amazon gringa), eu olhei o nome da autora e pensei “Olha, esse é aquele livro que saiu aqui pela LeYa, né? Mas que estranho, traduziram Fool’s Assassin como O Aprendiz de Assassino, que escolha mais estranha de palavras…”. Eu, distraidamente, comprei esse livro e comecei minha áudio-leitura. Logo no início eu achei várias coisas curiosas, como o fato do protagonista ser um “herói” aposentado já, e sempre citar suas aventuras do passado. Mas ainda assim eu gostei muito da fluidez da história e me deixei levar…

Não deu outra, fiquei apaixonado por esse mundo! O Fool’s Assassin tinha o problema de ser totalmente focado no desenvolvimento dos personagens, mas ainda assim era maravilhoso de ler e ainda deixa um gancho difícil de não seguir. Não deu outra, acabei de ler e fui procurar outros livros da autora. Foi aí que eu percebi que entrei pela porta errada nessa casa…

Fool’s Assassin, o meu primeiro contato, é o início da quarta trilogia, isso mesmo, A QUARTA trilogia! E além disso existem outros livros soltos, ou seja, tem aí mais de QUINZE livros nesse mundo que eu não tinha lido!

O monte de referências a atos do passado, que eu inicialmente tinha interpretado como um ousado worldbuilding, agora faziam bem mais sentido. XD

Mas pensem bem, mesmo não sabendo nada sobre os outros livros eu ainda fiquei maravilhado por esse mundo e esses personagens. Eu logo fui atrás do primeiro livro que saiu aqui, li e continuei achando incrível. Ter visto o destino desses personagens me deixou ligado emocionalmente a eles e isso se complementou muito bem com essa minha visita as “origens” dos personagens que eu já tinha aprendido a amar.

Obviamente eu tive muuuuitos spoilers, como quem está vivo e quem não está, quem vira rei depois de quem, o destino de muitos personagens… mas nada disso me fez ter menos vontade de ler. 🙂

Ainda assim eu não recomendo que façam isso não, comecem pelo começo e continuem lendo, vocês não vão se arrepender. ^^

Até porque eu tive que ler a última trilogia e a primeira ao mesmo tempo (uma hora eu via o personagem velho e enferrujado, e na outra eu via ele jovem e aprendendo ainda) e isso foi uma experiência bem estranha. XD

Finalizando…

O Aprendiz de Assassino é um livro lindo. Um mundo simpático é recheado de personagens carismáticos. Ela abre mão de uma trama focada em um plot grandiloquente e com isso dá uma aula de construção de personagem! Isso pode desagradar alguns leitores que esperam algo mais “explosivo”, mas, ainda assim, esse é um dos livros que mais me tocou como leitor e uma recomendação máxima a você que quer curtir uma boa fantasia, sem pressa para acabar.
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1000 PRINCIPAIS AVALIADORESem 7 de agosto de 2017
É tudo muito sutil. Você vai sendo apresentado aos personagens e conhecendo mais um pouco sobre o lugar, a vida e as complicação de se rum bastardo na corte real. A autora conseguiu de maneira brilhante, criar um universo fantástico, com personagens que beiram a realidade. Você sente tristeza, raiva, revolta, alegria. Por vezes celebrei com o personagens as conquistas e por vezes fiquei muito revoltado com a grande peça que a vida pregou ao Fitz. Não consegui parar de ler e só o fazia para trabalhar. Um desfecho de tirar o fôlego, nos pega de surpresa próximo ao fim, mas o livro como um todo é maravilhoso! RECOMENDADÍSSIMO!
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