Books eBooks Kindle Kindle Direct Publishing Dispositivos Kindle Cloud Drive Photos Computers VideoGames Electronics Wireless



10 PRINCIPAIS AVALIADORESem 2 de dezembro de 2014
Virginia Woolf se utiliza do fluxo de pensamento (estilo literário muito popularizado por James Joyce, em Ulisses, que se caracterizado pelo texto que reproduz a trilha de raciocínio, como se o(a) autor(a) transcrevesse no texto o mesmo caminho que o cérebro percorre. Assim, o texto pode parecer desconexo. Mas, na verdade, é assim que pensamos, pulando de um raciocínio para outro sem haver qualquer ligação entre eles).
Toda leitura que segue o fluxo de pensamento, por si só, já é um pouco mais difícil de acompanhar. O que não tira sua atratividade.
Neste livro, toda a história gira em torno da família Ramsey e um malfadado passeio ao farol perto de sua casa no campo. O livro se divide em duas partes principais: A família vivendo em sua casa e planejando (mas não realizando) uma visita ao farol. E, mais de dez anos depois, após a morte de alguns membros dessa mesma família, outros personagens retornando para fazer a visita.
Costumo dizer que grandes livros nos fazem viajar, refletir, filosofar e envolver sem que haja grandes acontecimentos na trama, ou fenomenais reviravoltas.
Nas sutilezas, o autor pega as almas mais sensíveis, mais perceptivas.
E assim Virginia nos ganha.
Todo o livro descreve apenas dois ou três dias.
Assim como "Por quem os sinos dobram" descrevem dois ou três dias e "Ulisses" apenas um dia.
Leitura gostosa, diferente. E que deixa forte impressão.
A casa vazia, sem que a autora precise mencionar, nos passa toda a melancolia nostálgica que a todos machuca.
Impossível ficar indiferente e não sofrer pelo relato pormenorizado do estado de abandono da casa que outrora continha tanta vida.
Aqui, menos é mais.
0Comentar| 18 pessoas acharam isso útil. Esta avaliação foi útil para você?SimNãoInformar abuso
1000 PRINCIPAIS AVALIADORESem 15 de maio de 2017
Ao Farol é sem dúvida a obra prima da escritora Virginia Woolf, obra conhecida e reconhecida como um dos grandes clássicos da literatura mundial. Sobre a obra em si, não há necessidade de comentários extensos pois existem muitas e muitas resenhas e comentários. Quanto a esta edição da Ed. Autêntica em particular, digo foi muito bem feita em capa dura, arte austera mas coerente com o teor da obra, miolo em papel pólen bold 90mg, ou seja, todo o material é de primeiríssima qualidade uma edição feita pra durar. Aquisição recomendadíssima!
review image review image review image review image
0Comentar| 4 pessoas acharam isso útil. Esta avaliação foi útil para você?SimNãoInformar abuso
em 21 de abril de 2017
Obra-prima, dispensa comentários. Finalmente ganhou uma edição à altura, em capa dura, com marcador de página, notas, papel de alta qualidade, bela sobrecapa - a editora Autêntica entregou ao leitor um objeto valioso, como um diamante encontrado na areia.
0Comentar| 1 pessoa achou isso útil. Esta avaliação foi útil para você?SimNãoInformar abuso
em 16 de outubro de 2013
escrever não é fácil, mas alguns têm um dom tão especial que torna-se uma coisa simples...
nunca havia lido virginia, mas me empolguei ao máximo com sua estória, contada ora por uma ora por outra, ambas mulheres espetaculares e tão diferentes.
a cena da janta é um negócio tão bonito que quando terminou o capítulo, eu pensei: o livro deveria acabar aqui, mas continua cheio de citações, cheio de certezas, de incerterzas, mostrando quando o tempo passa, mortes acontecem,sonhos se vão, interesses ficam desinteressantes....
isso tudo bastaria para o livro ser genial, mas tem mais, pois o livro é como uma poesia, que a gente segue ritmadamente, tranquilamente, deglutindo como uma boa refeição, sem nunca querer que acabe....
mas acaba.... e acaba tão brilhantemente que é difícil escolher um outro final ou querer melhorá-lo.....
um livro genial, que conta a estóra de uma família numerosa, em que a matriarca ama, sofre, mas mais que tudo, pensa, o marido que a acha uma idiota e ela tão genial
a mulher que morre, os filhos que morrem, o patriarca que termina o livro do mesmo jeito que começou.....
bem, inesquecível
0Comentar| 11 pessoas acharam isso útil. Esta avaliação foi útil para você?SimNãoInformar abuso
em 3 de julho de 2014
ótimo conteúdo onde transparece o fluxo de consciência.
nao gostei da traducao bilingue que colocou primeiro o texto em portugues, depois em ingles, impedindo assim de cotejar a traducao.
Livro de pouca açao, mas de profunda exposicao da vida humana
0Comentar| 2 pessoas acharam isso útil. Esta avaliação foi útil para você?SimNãoInformar abuso
em 7 de abril de 2014
Estudei literatura comparada e adoro Virginia Woolf. Li outros livros em edição para comparar as traduções de 'Ao Farol' em particular gostei muito. Sylvia Plath tem uma edição bilíngue em papel das poesias de 'Ariel'. A dificuldade de tradução na poesia é muito maior.
0Comentar| 1 pessoa achou isso útil. Esta avaliação foi útil para você?SimNãoInformar abuso
AVALIADOR Nº 1em 14 de novembro de 2013
Virgínia Woolf (1882-1941) foi uma das mais destacadas figuras do modernismo na literatura. Ensaísta, escritora e editora britânica, seu trabalho caracteriza-se pelo emprego do fluxo da consciência.

Essa técnica procura transcrever fielmente o pensamento de uma personagem cujas reações íntimas jorram livres e espontâneas num fluxo desarticulado e descontínuo, levando frequentemente a rupturas na sintaxe e pontuação. Complexo, seu entendimento exige vagar e atenção e "Ao Farol" é um belo passaporte para arriscar-se nessa aventura.

Sua narrativa tem como cenário a casa de veraneio dos Ransay nas Ilhas Hébridas (Escócia) e divide-se em dois momentos,1910 e 1920, antes e depois da Primeira Grande Guerra, quando são apresentados três belos e sensíveis episódios.

A JANELA: Aborda os preparativos da família e seus hóspedes para um passeio a um farol que acaba adiado por conta do mau tempo. Aqui, somos apresentados a uma longa lista de personagens, encabeçada pela mãe, a figura central da história, o pai, oito filhos além de alguns amigos divididos entre intelectuais e artistas.

O TEMPO PASSA: Trata-se de um capítulo curto no qual uma velha faxineira arruma a casa, aguardando o regresso do grupo depois de dez anos. Ela recorda a alegria de outrora em contraste com o abandono do local.

O FAROL: A passagem do tempo é implacável e uma tragédia abalou a família. O elo que antigamente os unia foi rompido e resta um grande vazio, porém, a vida segue e num belo dia de sol, finalmente acontece a visita ao farol.

Fugindo do modelo tradicional, esse é um romance comovente sobre a beleza e a transitoriedade da vida, remetendo também ao amor, a fidelidade e as complexas relações familiares. Ele faz lembrar a música " Como uma Onda" de Lulu Santos e Nelson Motta:

"Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará

A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito..."
0Comentar| 3 pessoas acharam isso útil. Esta avaliação foi útil para você?SimNãoInformar abuso
10 PRINCIPAIS AVALIADORESem 6 de março de 2015
Considerado pela crítica como um dos três melhores romances de Virgina Woolf – os outros são ‘Orlando” e Mrs. Dalloway. No livro, quase todos os personagens são impulsionados por desejos, em geral pelo desejo de conseguir algo, embora isso possa assumir muitas formas. O exemplo mais famoso na narrativa, claro, é o próprio farol. James, o caçula dos filhos dos Ramsay, é consumido pelo desejo de ver o farol do outro lado da baía. Seus pais lhe prometeram uma viagem no dia seguinte, e a Sra. Ramsay, mãe do garoto, se apega a essa promessa ainda que o pai, o Sr. Ramsay, insista que o clima vai forçar o adiamento. James, consequentemente, odeia o pai, e ama a mãe ainda mais. A Sra Ramsay deseja ter seus méritos reconhecidos; o Sr. Ramsay deseja ser “o intelectual”; Lily Briscoe tem sua pintura --, e quer a aprovação da família Ramsay. Só na terceira seção, “O farol”, ela entendeque isso deve vir de dentro, de si mesma. Ela recebe as últimas palavras do romance: “Eu tive a minha visão”. A capacidade de ter uma visão, o espaço para persegui-la, a maturidade para expressá-la a seu próprio modo, livre de influências externas. Isso é desejo? Acredito que é!
0Comentar| 2 pessoas acharam isso útil. Esta avaliação foi útil para você?SimNãoInformar abuso
em 19 de abril de 2017
O farol estava ali, parecia tão perto. Só depois, no fim do livro, percebemos quão longe ele de fato estava.

Esse foi o primeiro livro que li daquela que viria a se tornar minha escritora favorita. Assim como outros livros da autora, esse está mais próximo da poesia do que do romance, não na estrutura mas na essência.

Em "Ao Farol" as sensações são mais importantes que as ações, há uma sinestesia literária, se é que isso existe, enquanto ela relata a preparação de um passeio ao farol. O livro começa como toda preparação de viagem: cheio de promessas felizes, de ansiedade, de planos.

No fim (sem spoilers), o que sobra são as lembranças, memórias afetivas, fantasmas emocionais que parecem ter se congelado em torno do farol do título.

Observação: não foi essa a versão que li, portanto não posso opinar pela parte gráfica, tradução, etc.
0Comentar| 2 pessoas acharam isso útil. Esta avaliação foi útil para você?SimNãoInformar abuso
em 24 de agosto de 2015
Infelizmente, pelo fato das duas línguas não serem calodadas lado a lado (isto é, uma página em inglês + a seguinte em português), ficou muito difícil ler bilíngue, tinha que ficar indo e voltando. Só dá para ler uma língua de cada vez no kindle, o que não é o que eu queria, tanto que dps acabei comprando a versão em papel, para poder ler as duas línguas ao mesmo tempo. Tá faltando as editoras fazerem livros bilíngues alternando a língua página a página!
0Comentar| 2 pessoas acharam isso útil. Esta avaliação foi útil para você?SimNãoInformar abuso


Precisa do serviços de atendimento ao cliente? Clique aqui