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Avaliação de clientes

5,0 de 5 estrelas
5
Édipo rei: Uma tragédia grega
Formato: eBook Kindle|Alterar
Preço:R$6,90

AVALIADOR Nº 1em 2 de novembro de 2015
Tanto em "Odisseia" como em "Ilíada", Édipo é mencionado, no entanto, sua história trágica só ganhou forma numa série de poemas, "Edipodia", da qual só restam fragmentos . Foi realmente através da dramaturgia, especialmente graças a Sófocles, que esse mito chegou até nossa época e são três as peças escritas a seu respeito pelo autor:

- "Édipo Rei": Um rei tebano, amado pelos seus súbditos, descobre sua verdadeira origem e o que é mais grave, ele não só matou Laio, seu pai, como desposou a mãe, cumprindo uma funesta profecia. A peça culmina com o suicídio de Jocasta e a cegueira que ele imputa a si mesmo.
- "Édipo em Colono": Ele reaparece velho e cego no exílio, conduzido por Antígona, sua filha. Finalmente, redimido de seus pecados, é recebido pelos deuses após sua morte.
- "Antígona": Exibe a tragédia que se abate sobre seus filhos com Jocasta: Antígona, Ismene, Polinice e Etéocles, provocada pela disputa pelo trono de Tebas.

Curiosamente, a origem da profecia que causou tantas desgraças é pouco conhecida. Remonta a Laio e sua paixão de mocidade por Crisipo, filho mais novo do rei Pélope. O príncipe acaba se suicidando, temendo o castigo do pai que amaldiçoa Laio e seus descendentes, sendo seu pedido atendido pelo Olimpo.

Nas religiões politeístas, a vida humana é comandada pelos caprichos dos deuses; já entre os monoteístas, existe o livre árbitro e cabe a cada um ser responsabilizado pelos seus atos. De acordo com os estudiosos de dramaturgia grega, o mito de Édipo reúne ambas hipóteses, pois ele assume a culpa de ter ignorado as marcas de nascença e os boatos sobre sua adoção, mas, inocentemente, também acaba lançando uma maldição sobre seus filhos assim como Adão ao ser trouxe a morte para seus descendentes, ao ser expulso do Jardim do Éden.

Enfim, abordando a diferença entre quem não vê e aquele que não quer ver, você acredita que homem seja um mero marionete no palco da vida?
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10 PRINCIPAIS AVALIADORESem 8 de julho de 2016
Li Édipo Rei pela primeira vez ainda criança, em uma daquelas edições adaptadas, em prosa, que as escolas adotam. Não me lembrava dos detalhes, mas como gostara da leitura, sempre tive vontade de ler o texto na íntegra. Então, quando me deparei com essa edição caprichada - e comentada! - de O Melhor do Teatro Grego, que inclui Prometeu acorrentado, Édipo Rei, Medéia e As Nuvens, não pensei duas vezes em comprá-la.

O livro traz uma breve apresentação sobre o teatro grego, um pequeno glossário e, para cada peça, uma introdução, a peça comentada e o perfil dos personagens. Uma mão na roda para leitores não habituados a poemas trágicos.

A peça, escrita por Sófocles por volta do ano 427 a.C, começa na frente do palácio real de Tebas, onde um grupo de suplicantes, liderados pelo Sacerdote de Zeus, pede a Édipo que intervenha para que eles se livrem da peste que assola a cidade. Para isso, Édipo precisa encontrar o assassino de Laio, o antigo rei. Ao longo do livro, na busca de tal assassino, acompanhamos muitas descobertas e reviravoltas.

Apesar de ser uma história conhecida, prefiro não detalhar os acontecimentos, pois a maneira pela qual a verdade vai vindo à tona foi me empolgando ao longo do texto, embora eu conhecesse o destino de Édipo.

É inevitável pensar em quantos autores foram influenciados pela ironia trágica de Sófocles, e em quantos outros tantos sofreram influência dos já influenciados por ele, uma espécie de influência “por tabela”, sem, muitas vezes, nem se dar conta disso. O que me leva a pensar também sobre originalidade, se podemos chamar de original um autor contemporâneo ou se ele vai estar sempre à sombra dos mestres da antiguidade.

O texto não é nenhum bicho de sete cabeças, apesar de também não ser uma leitura tão simples. Com um pouco de boa vontade e concentração dá para ler com tranquilidade. A edição comentada valeu a pena e certamente me ajudou bastante.

Sempre que leio livros de outras épocas me pego pensando que o ser humano não muda, não evolui, como costumamos achar (sem parar para pensar). Sim, avançamos em ciência, tecnologia e afins, os costumes mudam, mas na essência somos os mesmos. Ainda se sente inveja, rancor, dor, alegria, compaixão… as pessoas ainda sofrem por amor, ainda traem umas às outras, ainda se vingam… Para uns, isso é óbvio, para outros, pode ser chocante.

Édipo Rei, com sua trágica ironia, nos toca e nos enternece. Fala de culpa, de erros, de autopunição e, desde então, nos faz refletir sobre destino e se podemos fugir dele. Dificilmente vai ser o seu livro preferido, mas nem por isso é menos fantástico. Vale a leitura e gostinho de saber um pouco mais sobre literatura.
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em 31 de dezembro de 2016
Não há nada de que não tenha gostado. Trata-se de um livro curto, porém intenso e muito bem escrito. A tradução é perfeita e plenamente complementada pelas notas de rodapé que podem ser acessadas com um toque no Kindle. Me deparei com essas tragédias gregas pensando que seriam de difícil compreensão e acabei descobrindo um universo literário riquíssimo. Certamente lerei as outras obras de Sófocles e de outros autores gregos.
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10 PRINCIPAIS AVALIADORESem 27 de abril de 2015
Marcas nos personagens podem representar indicadores de males que a vida inflige. Além disso, há outro elemento: Diferenciação de personagens. No final de Édipo Rei, o rei se cega, o que é definitivamente um tipo de marcação – de reparação, culpa e contrição – que ele vai levar ao longo da peça subsequente, Édipo em Colono. Mas ele fora marcado muito, muito antes. De fato, os bons gregos, sabiam disso antes de chegar ao teatro, só pelo significado do nome, Édipo – pés inchados. A peculiaridade do nome, o modo como chama atenção para um problema físico, sugere que esse aspecto de sua identidade estará em jogo. De fato, os pés de Édipo são feridos pela tira de couro que é atravessado nos tendões de aquiles na infância, quando foi abandonado para morrer solitário. Isso porque os pais, temendo a terrível profecia de que mataria o pai e se casaria com a mãe, ordenam que ele seja levado para fora do país para ser morto. Sabendo quão difícil será para o seu servo ser o agente da morte, planejam que a criança seja deixada numa montanha, onde pereceria exposta aos elementos da natureza. Só para ter certeza, fazem com que seus pés sejam atados de modo que não consiga se levantar e se arrastar dali. Mais adiante, os pés se tornarão a evidencia que comprova que é de fato a criança condenada. Você poderia pensar que a mãe, Jocasta, teria dois bons conselhos para seguir: a) nunca se casar de novo; b) evitar se casar com alguém com tornozelos machucados. Mas ela faz outra escolha e assim nos fornece um enredo. Muita sorte para Sófocles, ainda que catastrófico para o pobre Édipo. As cicatrizes falam de sua história pessoal, que, é claro, está escondida dele até se revelar no decorrer da peça. Além disso, elas apontam a personalidade dos pais, em particular Jocasta, que tentou enganar a maldição, e do próprio Édipo, que parece nunca ter inquirido sobre como veio a obter as cicatrizes. Esta falta de interesse é diagnóstica, já que a base de sua ruína é a inabilidade de se conhecer.
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1000 PRINCIPAIS AVALIADORESem 9 de junho de 2016
Com certeza uma das dez maiores obras da literatura ocidental. Enredo e trama perfeitos. Até Freud foi buscar nessa obra matéria para suas teorias.
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