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Avaliação de clientes

3,8 de 5 estrelas
4

500 PRINCIPAIS AVALIADORESem 8 de janeiro de 2016
A Zahar foi super cuidadosa na hora de lançar esta edição de luxo deste livro inédito em português. A capa, aliás, remete a uma "mesa girante", um local onde os espiritas recebem comunicação dos mortos através de um médium. E, claro, por ser um momento de dor esta trama para os personagens, ela está em tons de preto e branco, duas cores que remetem ao luto (sim, branco também é uma forma de luto em alguns países).

Antes da Zahar adquirir os direitos da trama e traduzi-la, nós nunca tivemos a oportunidade de ler essa aventura do excêntrico professor em português. Afinal, muita gente torceu o nariz só pelo fato de Arthur usar o tema "espiritismo", mas não parou para ler e avaliar que ele usou disso com seu personagem mais "irreal". Diferente de Sherlock ou do pirata Sharkey, o professor Challenger passa por aventuras que não podem ser reais, pois são totalmente ficcionais e este livro não foge a isso. Mesmo sendo espirita, por essa obra podemos ver que Arthur tinha muito medo de ser enganado por conta de sua fé e sempre foi cauteloso quanto a isso.

Na trama descobrimos que aquela simpática senhora dos livros anteriores, a pequena e bondosa senhora Challenger faleceu. Acompanhamos a dor do luto do turrão professor, que não parecem ter mais forças para nada a não ser fechar-se em sua atmosfera de dor e sofrimento.

Misteriosamente descobrimos que o professor e sua esposa tem uma filha, Enid, e o mais incrível de tudo é que a moça tem a idade do jornalista Edward Malone (ou algo bem próximo disso). Quem acompanha meu blog sabe que sou fã do autor, mas que isso não me faz cega ao fato de ele cometer muitas gafes em suas obras (é bem o oposto, eu aponto elas sem problema, não vou arrumar desculpas esfarrapadas para justificá-las só por admirar suas obras). Afinal, quando o mundo iria "acabar" na trama anterior, por onde andava esta moça? A resposta é clara:ela não existia e Arthur cometeu mais uma gafe (e você ainda preocupado com a Mary indo visitar a mãe, hein? Que coisa).

Enid, diferente do pai, tem paixão pelas letras e a investigação, isso a faz seguir a carreira de jornalista e (olha só) trabalhar ao lado de Edward Malone, o único jornalista (até a trama anterior) que conseguiu ganhar o respeito do famoso professor.

Juntos, eles começam a trabalhar em algumas matérias para um especial do jornal sobre religiões e eles querem desmascarar todas as falcatruas que elas possam estar aplicando em seus seguidores, usando um toque de humor satírico. Mas a coisa acaba desandando um pouco, e logo eles se veem conhecendo os dois lados do espiritismo. Ou seja, o lado dos charlatões (que se dizem espiritas, usando a religião como uma palavra de fachada, apenas para para arrancar dinheiro das pessoas com faltas promessas de contatos com os mortos) e dos verdadeiros espiritas (pessoas que realmente seguem a religião de forma séria e que não tiram dinheiro de ninguém em troca de contatos com o além).

Fora isso, a edição conta com dois contos extras de Challenger que também nunca foram traduzidos para o português até então.
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em 19 de fevereiro de 2015
Ótima leitura e linda edição comentada da Zahar.
Recomendo a leitura tanto para aqueles que já conhecem a obra de Conan Doyle, e para quem ainda não conhece.
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1000 PRINCIPAIS AVALIADORESem 15 de janeiro de 2016
O enredo é ótimo, e acho muito bom a Zahar ter começado a publicar a série do Professor Challenger por um título nunca antes publicado.
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em 30 de novembro de 2014
Sou grande fã de Sherlock Holmes e meu interesse em outra obra do Conan Doyle foi automático. Li alguns reviews sobre a Terra da Bruma e, mesmo sabendo da temática relacionada a espiritismo, resolvi apostar.

Mas a experiência não foi bacana. O professor Challenger que, em teoria é o personagem principal, tem papel mais do que secundário. O livro gira em torno de sua filha e o namorado jornalista passando por experiências espíritas e mediúnicas.

A história não tem graça, não flui direito. Até os dois contos do final do livro (sem nenhuma relação com médiuns ou espíritos) não chegam aos pés do que Conan Doyle escreveu sobre o detetive Holmes.
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