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Avaliação de clientes

4,8 de 5 estrelas
14

Este livro, de maneira bela, nos explica porque o Brasil é o que é; defeitos e qualidades do País são abordados com um estilo de escrita primoroso.

Obra densa mas extremamente recompensadora para o leitor, que sem dúvida, ao terminar a leitura, terá ainda mais razões para amar o Brasil.

Recomendo a todos.
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em 14 de abril de 2015
Trata-se de obra imprescindível a quem pretende conhecer a formação do caráter da nação brasileira. Sugiro apenas um aperfeiçoamento no "software" do leitor digital, a fim de inserir "links" para nevagação entre os diversos capítulos do livro. Isso facilitaria o trabalho do leitor quando, muitas vezes, é compelido a reler capítulos, ou trechos, anteriores do livro, a fim de melhor compreender a narrativa ubaldiana.
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em 15 de junho de 2016
Esta é a obra-prima do João Ubaldo Ribeiro e um dos grandes clássicos da literatura brasileira, não sem razão.
O autor funde ficção com história, ao mesmo tempo em que faz sátira da formação do povo brasileiro, com algumas passagens verdadeiramente hilárias. Nesta última parte, a história do caboco Capiroba, devorador de holandeses, é verdadeiramente imbatível.
Embora ficcional, a narrativa perpassa diversos eventos históricos: desde a chamada Independência da Bahia (início do livro, com o alferes Brandão Galvão como personagem principal), passando pela Independência do Brasil, Império, Revolução Farroupilha, Guerra do Paraguai, República, Guerra de Canudos, até uma parte da ditadura. Interessante que o leitor conheça previamente um pouco da história desses eventos, porque vai aproveitar bem mais a leitura.
Finalmente, interessante notar o vocabulário rico do autor, o que, mais do que assustar, estimula intelectualmente o leitor.
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1000 PRINCIPAIS AVALIADORESem 21 de abril de 2015
Viva o Povo Brasileiro é um romance que realmente nasceu clássico. O estilo inconfundível do baiano João Ubaldo Ribeiro, que se muniu de linguagem erudita e popular (muitas vezes carregada de expressões chulas), teceu uma narrativa muito original para nos contar a formação do povo brasileiro. Munido de grande conhecimento a respeito da história do Brasil, o autor criou personagens ausentes de estereótipos e de grande profundidade. Resumindo toscamente: é a história do Caboclo Capiroba, antropófago por opção e seus netos, bisnetos, trinetos, quadrinetos, pentanetos (e mais), do Barão de Pirapuma, Amleto e descendentes de ambos. O primeiro é o arquétipo do dominado e os dois últimos do dominante.
O triste da leitura é saber que mais de quinhentos anos depois do "Achamento do Brasil", muitos brasileiros ainda cultivam opiniões e preconceitos encontrados em personagens como Amleto, outrora um intelectual fajuto que enriquecera roubando o patrão e que após o ilícito, renegava praticamente tudo que fosse obra e cultura da “gentalha que aqui vive" (mesmo sendo descendente dos povos que tanto abominava). No passado, diversas vezes encontramos a contemporaneidade. Ora nas relações patriarcais mantidas pelo Barão de Pirapuama, pseudo-herói nacional que nunca lutou pela pátria, mas mesmo assim, através de uma farsa, conseguiu as mais altas condecorações do exército brasileiro; ora na criatividade, astúcia, e força dos africanos e descendentes escravizados que não podiam exercer suas crenças livremente.
Os oprimidos perpetuam-se por gerações, em maior número quando comparados aos opressores (claro). Os poderes instituídos se renovam e buscam a equidade, mas será que um dia haverá reparação do tamanho das injustiças praticadas ontem? E NÓS, estamos lutando por uma sociedade justa e alicerçada nas liberdades individuais? Ou apenas reproduzindo com nova roupagem as barbáries de outrora? E VIVA O POVO BRASILEIRO!
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em 28 de setembro de 2015
Este é um livro que te transporta para datas do passado do Brasil, e de uma maneira que talvez nenhuma outra obra possar conseguir, seja da literatura, do cinema ou da tevê.

A narrativa, que podemos entender como uma investigação da formação do caráter e da personalidade do povo brasileiro, é uma monumental homenagem à língua portuguesa. Cada passagem recebe um estilo distinto, a depender das personagens, do local, da época. Pegam-se emprestados a maneira lusitana, a fala dos escravos e até mesmo o portuñol ("esta garrafita, esta botella"). Tudo com um vocabulário tão rico que talvez a leitura no Kindle seja, nesse caso, definitivamente a melhor opção, pois assim ficam mais ágeis as frequentes consultas ao dicionário.

Vários eventos históricos do país estão lá, não somente como pano de fundo, mas de fato permeados às vidas narradas. A Independência, a Proclamação da República, a Guerra de Canudos, a Guerra do Paraguai, dentre outros. Para acompanhar toda essa extensão temporal, as personagens vão se desdobrando em seus filhos e netos, mais ou menos como acontece em "Cem Anos de Solidão". Cada parte dos 20 capítulos é iniciada por uma data precisa, dia, mês e ano, que situa o leitor em acontecimentos dos tempos de colônia até a meados do regime militar.

Estão lá também os elementos que desabonam, que abrilhantam, que caracterizam, enfim, a amálgama que é o povo brasileiro: a burocracia excessiva, a música, a compaixão, a corrupção, o jeitinho, as gírias, o Candomblé, o trabalho, o complexo de vira-lata, o chimarrão, a macumba, o humor, a politicagem, a hipocrisia, a coragem, a opressão, a união, o conformismo e o inconformismo.
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em 3 de setembro de 2016
É inegável dizer que João Ubaldo Ribeiro excedeu todos os limites da genialidade nesse livro. Tenho "Viva o povo brasileiro" como meu livro favorito (até hoje, e dificilmente isso vai mudar), não só por causa da escrita de João Ubaldo, que é maravilhosa, ou pela trama, mas também pelo trabalho criativo que há nesse livro. Recomendadíssimo!
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em 19 de dezembro de 2015
João Ubaldo Ribeiro constrói um delicioso romance que se inicia na época da independência e termina na década de 70. O livro é recheado de personagens que são o retrato da formação do brasileiro, bem como da sua complexidade moral e de suas ações antagônicas. Divertidíssimo, com uma excelente dose de ironia, este livro "explica" de um jeito muito bom a formação do povo brasileiro.
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500 PRINCIPAIS AVALIADORESem 1 de março de 2016
Livro de 1984. Um clássico da Literatura Brasileira. Ubaldo constrói, de forma requintada e perpassada de ironia, a partir da Ilha de Itaparica e seus múltiplos cenários, uma espécie de ante saga da história do Brasil, desde a colonização até a república. Conduz o leitor por épocas diversas, indo o voltando no tempo, de forma anárquica, mas muito bem estruturada, sem perda do fio narrativo e da unidade da obra. Uma ironia ácida, cortante dá o tom da narrativa e leva o leitor a sorrir e a se indignar porque, ao fim e ao cabo, reflete muito do caráter e do modo de ser do brasileiro e da forma como se moldaram os fatos históricos, os heróis e os vilões. Nada é o que parece ser. João Ubaldo não deixa passar em branco. Não importa qual seja o regime ou sistema, nada muda. Ganhadores e perdedores são sempre os mesmos. Quem estava muito bem com a monarquia acabou ficando melhor ainda com a república. Uma simples questão de rótulos.
E também realismo fantástico: “....Ogum desceu sobre o campo de batalha como um vendaval, nada deixando à sua frente, pois ignora qualquer barreira e é conhecido como o que vai primeiro. Na sua frente, sobre um morrote verde, um grupo de soldados combatia em torno do estandarte da Segunda Companhia de Zuavos dos Voluntários da Pátria, da ilha de Itaparica, estandarte mantido no ar pelo sargento Matias Melo Bonfim, feito de Ogum desde os sete anos, um de seus filhos mais valorosos.......” Em Troia foi mais ou menos assim. Deuses desceram do Olimpo tomando partido de gregos ou troianos. Mas aqui a ironia de João Ubaldo revolve a ferida. A intervenção dos orixás muda o destino da batalha, mas no final, negros e mulatos não tiveram vantagem alguma. Escravos continuaram escravos, libertos miseráveis continuaram miseráveis.
Finalmente, uma questão sempre atual. O fato de a escravidão ter deixado de ser economicamente vantajosa, em função do declínio das atividades econômicas, como a da cana de açúcar e do custo dos escravos não teria sido causa primeira da “abolição”? Afinal, libertos, foram atirados às ruas sem qualquer formação ou preparo para a vida. O resultado é sobejamente conhecido. Os senhores já não tinham a obrigação de sustentá-los. Eram homens livres. Mas, livres para quê?.......
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em 16 de maio de 2016
Já havia lido algumas partes deste livro, mas agora reli de cabo a rabo inclusive prestando atenção aos personagens e suas características. É um verdadeiro retrato do nosso povo, com suas qualidades e defeitos. A tranquilidade com que se cometem vários "malfeitos", uns leves, outros graves, nos remetem aos dias de hoje. Desde suas origens o Brasil e o povo brasileiro se acostumou aos pecadilhos do dia-a-dia e os comete naturalmente, sem remorsos ou arrependimentos. João Ubaldo Ribeiro joga na nossa cara tudo isso com uma prosa fluida e gostosa de se ler. E,comparando-se com o imortal "Casa Grande e Senzala", eu diria que este livro consegue explicar com bom humor o que o outro livro o faz com seriedade.
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500 PRINCIPAIS AVALIADORESem 27 de abril de 2016
O livro é muito mais do que qualquer um possa expressar em poucas linhas. Embora no começo pareça uma leitura densa, pesada, logo que ultrapassamos suas primeiras páginas somo conquistados pelo que há de melhor em nossa literatura.É um livro para ser lido e relido, fica maravilhoso lido em voz alta, por exemplo. Mas, cá para nós, esta edição comemorativa deveria ter uma capa mais elaborada, mais bonita. Somente por isso ainda não comprei, nem recomendo esta edição.
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