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Avaliação de clientes

4,7 de 5 estrelas
17

em 12 de setembro de 2017
[EDIT] Assim que a amazon soube do ocorrido mandou um livro novo pra mim.
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Meu livro chegou bem amassado e até um pouco rasgado em cima. Esse era o livro que eu estava mais ansiosa para receber e faço coleção. Fiquei bem chateada!
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50 PRINCIPAIS AVALIADORESem 5 de junho de 2017
Esse livro é considerado bastante polêmico, por se tratar, hoje, de um clássico da literatura, mas que foi considerado ruim pela crítica. Balzac, um grande escritor, chegou a afirmar que “era um dilúvio de mau gosto”. Mas nessa queda de braços entre Balzac e Vitor Hugo, confesso que fico com Vitor Hugo.
O livro não é tão bom quanto Os Miseráveis, inclusive, há alguns pontos e personagens que parecem ser bem inverossímeis. Acredito que isto ocorre pelo curto tempo em que a obra foi escrita, sem tempo para revisões. Além disso, algumas partes não nos faz emocionar como a cena descrita pede; isso nos faz sentir que falta algo. Mas estes pontos, que são realmente prejudiciais, estão longe de estragar a obra como um todo.
De fato, é difícil definir a obra. Ela vai muito mais longe do que um romance. É um romance histórico; é um ensaio urbanístico. É uma sátira contra o monarquismo, contra a Igreja, contra a Inquisição. E com maestria Vitor Hugo satiriza não apenas o século XV, mas também a sua própria atualidade. Esta obra é, também, um libelo contra a arquitetura da época, que em nome da beleza destruía grandes monumentos históricos. E nessa parte o ensaio social se confunde com o romance; Quasímodo agora personifica a própria Notre Dame. Sua aparência externa confronta com o seu interior.
É um belo livro em que inocência e egoísmo se confundem numa complicada trama que anseia por compaixão; como Quasímodo anseia na primeiras páginas. E como característica do autor a obra é repleta de filosofia. Escritas tão bem que se percorrem dezenas de páginas e nem se percebe que a trama ainda está parada. Um das melhores partes é o capítulo “Isto matará aquilo”, em que o autor descreve como a invenção de Gutemberg (impressão) mataria a igreja.
Por fim, comprei este livro e por um tempo fiquei relutante em ler esta obra por ter na mente a animação da Disney, não que fosse ruim, mas não estava animado para ler um livro com todos aqueles heróis idealizados. Quando li este livro me surpreendi; uma surpresa boa. E o clímax é um dos melhores, daqueles em que se para e reler só para ter certeza de que leu realmente aquilo.
Esta edição apesar de ser de bolso é bastante charmosa. Com capa dura, notas e com boas gravuras, uma boa encadernação e diagramação.
12 pessoas acharam isso útil
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500 PRINCIPAIS AVALIADORESem 11 de fevereiro de 2017
Livro muito bom, cenarios bem descritos, personagens excelentes, e engraçado que ate hoje nem um filme baseado nesse livro, conseguiu ser fiel a ele, ou passar a atmosfera dele para as telas de cinema. Vejamos se esse filme de 2017 consegue. O livro nao leva 5 estrelas, pois tem partes que Victor Hugo, inventa de dar uma de professor de arquitetura, e começa a explicar as arquiteturas de paris, e da igreja de Notre Dame, e isso sinceramente se torna extremamente cansativo. Tirando isso, a historia flui super bem. A ediçao da Zahar esta muito bonita, e com uma traduçao maravilhosa. A fonte usada, apesar de ser de bolso, esta otima para se ter uma leitura agradavel.
Vale muito a pena !
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500 PRINCIPAIS AVALIADORESem 5 de julho de 2017
É uma delicia ler cada página desse livro colossal de Victor Hugo. O Corcunda de Notre Dame é simplesmente perfeito.
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em 10 de março de 2018
O início um pouco chato, mas era a intenção do escritor, passa a realidade, e mais tarde fica interessante. Livro tranquilo de ler.
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em 12 de janeiro de 2017
Não a toa é um dos grandes títulos da literatura mundial. Livro envolvente e comovente. Muito interessante pra quem pretende visitar a catedral em Paris.
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em 1 de setembro de 2016
Tenho o livro fisico, mas não resiste de compra-lo para ter em meu kindle. Victor Hugo é um dos meus autores preferidos!
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AVALIADOR Nº 1em 4 de setembro de 2015
Publicado em 1831, esse romance foi originalmente intitulado "Notre-Dame de Paris" e há um bom motivo para a escolha. Na época, a famosa catedral estava próxima de completar quinhentos anos e precisava de manutenção. Victor Hugo resolveu chamar atenção para o problema, escrevendo uma narrativa onde ela fosse a protagonista.

Dois anos depois, a edição inglesa adotou outro nome, "O Corcunda de Notre Dame", que ganhou a preferência dos editores e gerou uma frequente confusão: Quasímodo, um sineiro surdo e deformado, não é o centro das atenções, ocupando um papel secundário na trama.

Apresentando um magnífico retrato da Paris medieval, o livro prima por uma intrigante galeria de personagens que vão de mendigos e ladrões até o rei e a nobreza. Sua história é bastante conhecida e gira em torno de uma conturbada história de amor envolvendo Esmeralda, uma bela e sedutora cigana, Dom Claude Frollo, um religioso considerado a imagem da virtude, e Phoebus, um soldado da guarda real por quem ela está apaixonada, mas já está comprometido com outra jovem.

Com um clima sombrio e um desfecho trágico, "O Corcunda de Notre-Dame" aborda assuntos complexos como amor, desejo, obsessão e vingança. Por sinal, o livro já virou ópera, filme e até desenho animado numa adaptação edulcorada dos estúdios Disney. Interpretando o corcunda já brilharam grandes atores como Lon Chaney, Charles Laughton, Anthony Quinn e Anthony Hopkins.

Recomendo assim como "Os Miseráveis" do mesmo autor.
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50 PRINCIPAIS AVALIADORESem 7 de julho de 2017
O autor possui um estilo próprio, inconfundível de narrar, nesta obra em especial, há determinados trechos em que se vale de tantos escapismos que inicialmente tomamos por enfadonho, mas que se perseverarmos, veremos que na verdade nos prende à história. A narrativa é chocante, descrevendo verdadeiras atrocidades da época, além de outras fortes emoções.
A narrativa é no formato do gênero novela, e detalha minuciosamente a história e da arquitetura da parisiense de 1482, evidenciando todos os fatos que permeiam a história desde os tempos medievais e todas as épocas, e utiliza de uma notável centralização apelativa que envolve a arquitetura de Notre Dame, dando um ênfase tremendo à história, narra cada rua, cada beco, cada Rei e seus súditos, cada chefe de cavalaria, com seus brasões e fala até da cor que não era permitido em seus uniformes.
Maravilhosa edição em capa dura. Excelente aquisição.
Uma leitura forte e tocante. Recomendadíssima!
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10 PRINCIPAIS AVALIADORESem 18 de novembro de 2015
Antes mesmo de terminar a leitura de Os Miseráveis, eu já sabia que ia querer ler tudo que Victor Hugo escrevera. Então, assim que concluí o que se tornou o melhor livro da minha vida, engatei em O Corcunda de Notre Dame com altas expectativas.

A história se passa na Paris de 1482 e não tem um personagem principal, como pode sugerir o título, mas vários. O Corcunda de Notre Dame nos fala não só do corcunda Quasímodo, mas também da cigana Esmeralda, do poeta pobretão Gringoire, do capitão mau caráter Phoebus e, principalmente, do arquidiácono Claude Frollo.

Assim como em Os Miseráveis, Victor Hugo dá tanta vida a cada personagem e os caracteriza tão incrivelmente bem que ficamos sem saber quem é o protagonista. Talvez a protagonista aqui seja a catedral, ou mesmo Paris e suas ruas. É tudo muito bem fundamentado e ricamente detalhado.

Quasímodo foi abandonado na catedral quando ainda era bebê e foi adotado por Claude Frollo, o arquidiácono, que o criou isolado dentro da Notre Dame e deu-lhe a função de sineiro. Ele, que já era coxo, deformado e caolho, desenvolveu uma surdez devido ao barulho dos sinos.

Esmeralda, muito ingênua, não tinha ideia de sua beleza. Era uma cigana linda, exuberante, que cantava e dançava nas praças com sua cabra, arrancando olhares e suspiros dos homens.

Prefiro não falar no papel de Esmeralda na relação entre Quasímodo e Frollo. Aliás, melhor não contar mais do desenrolar da história, dos amores e desamores, das torturas e crueldades, da miséria e seu contraste com o luxo da realeza.

Victor Hugo é extremamente detalhista, especialmente na primeira metade do livro. Ele fala de arquitetura, de como ela era uma forma de se contar e de se registrar uma história, ou a História. Descreve a catedral, as ruas e os prédios de Paris minuciosamente.

Ele toma capítulos inteiros descrevendo a cidade ou a catedral, e interrompe, aqui e acolá, a história para explicar como funcionava coisa tal na época em questão, o que pode ser cansativo para alguns leitores. O que posso dizer como estímulo é que vale o esforço.

Em um capítulo específico, Victor Hugo nos coloca no alto da catedral, pede que olhemos adiante e começa a descrever tudo, tudo mesmo. Comecei esse capítulo lendo meio rápido, querendo chegar logo ao próximo, querendo voltar aos personagens. Então, parei e pensei “que outra oportunidade de visitar a Paris do século XV eu terei?” Recomecei o capítulo devagar, sem pressa, fechando os olhos e visualizando cada construção à minha frente. Foi um deleite, inebriante. Como arquiteta que sou, talvez tenha sido mais fácil, mas vale tentar.

O Corcunda de Notre Dame fala de amor, de amores, dos vários tipos de amor. Fala do amor de mãe, eterno, único, incondicional, o maior de todos. Fala do amor de um filho renegado para com o pai que o criou. Fala de amor romântico, utópico, sonhador e cego. Fala de amor não correspondido e como cada um reage diferente a ele. Fala do amor obsessivo, cruel, do amor que não é amor. Fala do amor entre irmãos, de compaixão e do amor desprendido, do amor que não quer nada em troca, que deseja a felicidade do outro acima de tudo.

Victor Hugo critica e ironiza a justiça, critica as desigualdades e as penalidades, o autoritarismo e o clero. Fala do perigo das generalizações, fala de preconceitos, de como ele pode afastar de você as coisas boas, de como ele pode afastar de você aquilo que você mais procura.

O livro tem personagens bem marcantes e bem construídos. Quasímodo passa por um conflito interno, uma angústia em relação ao seu pai adotivo e Esmeralda que é quase palpável. Tão real e profundo quanto, é o conflito que Frollo vive durante todo o livro. O que dizer da sachette que tanto mal desejou às ciganas? De partir o coração.

Na verdade, de partir o coração mesmo são as linhas finais dessa história. Emocionante, não há outra palavra.

É preciso que se diga ainda que esse livro não chega perto do que é Os Miseráveis, e não por ser fraco ou algo do tipo, mas simplesmente porque nada chega perto de Os Miseráveis. O Corcunda de Notre Dame é um livro excelente, apenas. rs
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