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em 5 de março de 2017
Uma síntese histórica primorosamente organizada e com base científica impecável. Em nenhum momento ultrapassa os limites da realidade e do conhecimento atual, mas aguça a curiosidade criativa. Dissolve mitos inúteis e aponta com clareza os riscos de ideologias pós modernas dissimuladas na sociedade. É uma obra nobre, merecedora de premiação e agradecimento por ter sido realizada.
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50 PRINCIPAIS AVALIADORESem 11 de agosto de 2017
Sapiens é um livro bem instigante, com várias ideias que provocam – e podem até incomodar – o leitor. Não se trata de mais um – de uma área já bem povoada – livro de história geral, apesar de parecer. Trata-se de um longo ensaio sobre a história de nossa própria espécie – o homo sapiens – e sua historicidade (palavra feia), ou seja, como tem sido a dinâmica da espécie no tempo em que habita o planeta Terra. É lógico que quanto mais se volta no tempo, mais se aumenta a especulação, mas nem por isso, o Harari deixa de ter as suas teses. Para ele, houve três grandes viradas – ou revoluções, como ele – na história do h. sapiens. A primeira, há uns 70 mil anos, foi a revolução cognitiva. A segunda, há uns 11 mil anos, foi a revolução agrícola. A terceira, e última, há uns 500 anos foi a revolução científica. Cada revolução implicou em uma mudança de patamar da espécie. Se até uns 70 mil anos nós éramos mais uma das espécies de humanos que habitava o planeta, a partir de então, foi dado um salto de qualidade mental que nos colocou à frente dos nossos primos humanos. Não se sabe por que isso aconteceu, mas o fato é que a partir de então foi possível a construção daquilo que Harari chama de ‘ordens imaginadas’, ou seja, uma capacidade de abstração ausente nas demais espécies de humanos, que nos levou a elaborar uma ordem acima dos homens e que é capaz de criar normas, regras, preceitos, cultura, que otimizam (outra palavra feia) a capacidade de cooperação. Isso foi uma vantagem decisiva. A partir daí, foi possível criar organizações que estavam ausentes no velho mundo do caçador-coletor, caso de comunidades com divisão do trabalho, religiões e justificativas que levam essas comunidades a se tornarem cada vez mais complexas e capazes de cooperar (para ele um conceito que não é necessariamente positivo porque incluí também a ‘cooperação’ forçada) em uma escala cada vez maior e mais sofisticada. Cooperação, para ele, significa, ação humana coletiva.
A revolução agrícola se assentou a partir dessa primeira revolução e implicou – não necessária em benefício de indivíduos e animais – em uma sociedade capaz de alimentar mais pessoas, mas também que exigiu um nível de cooperação ainda maior. Ele observa, que maneira provocativa, que a revolução agrícola foi um pacto faustiano porque significou piora na condição de vida para a imensa maioria das pessoas porque implicou em estratificação social, fragilização da fonte de alimentos disponíveis, aumento da possibilidade de doenças em razão da convivência próxima com animais e da convivência em grupos maiores, adoção de hábitos sociais e alimentares contrários a toda a nossa história pregressa e por aí vai.
Além disso, a terceira e mais recente revolução, a científica, trouxe outras implicações para nós. Há coisa de 500 anos passamos a controlar a natureza e a nós mesmos em um grande inimaginável. Tornamo-nos deuses. Como ele próprio afirma, “Existe algo mais perigoso do que deuses insatisfeitos e irresponsáveis que não sabem o que querem?”, afinal “estamos destruindo os outros animais e o ecossistema à nossa volta, visando a não muito mais do que nosso próprio conforto e divertimento, mas jamais encontrando satisfação”.
Ele observa, ainda, que “ Até onde sabemos, de um ponto de vista puramente científico, a vida humana não tem sentido algum. Os humanos são o resultado de processos evolutivos cegos que atuam sem propósito ou objetivo. Nossas ações não são parte de um plano cósmico divino, e se o planeta Terra explodisse amanhã, o universo provavelmente seguiria em frente como de costume. Até onde podemos afirmar no presente momento, a subjetividade humana não faria falta. Portanto qualquer significado que as pessoas atribuem à própria vida é apenas ilusão”.
Parece-me que, ao contrário do niilismo, uma proposição como essa nos coloca enormes peso para sustentar. Afinal de contas, a responsabilidade sobre o mundo e o nosso futuro, dos animais e de nossos semelhantes, é nossa. Mas estamos preparados para uma tarefa desse tamanho? Deixamos há muito de ser caçadores-coletores. Há tempos também estamos substituindo, como ele observa, a família e a comunidade pelo Estado e pelo mercado. Tornamo-nos indivíduos que buscam em primeiro lugar a sua autossatisfação, em detrimento de tudo o mais e em busca de uma felicidade fugidia. Seremos capazes de dar conta das demandas que o futuro nos apresenta?
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em 8 de maio de 2017
Sou aficcionado por historia por acreditar que olhar para momentos da nossa vida isoladamente não fazem sentido sem saber todo o contexto. Imagine quando aumentamos o escopo disso para a humanidade.

O escritor explora muito bem essas relações causais e o que as motivou, tentando trazer inclusive os motivos para existência de rompimentos na trajetória do homo sapiens.
Achei o livro muito completo e de fácil leitura. Inclusive ja vou iniciar o Homo Deus.
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em 23 de maio de 2017
Este é um dos melhores livros já escritos sobre a Humanidade. Em uma linguagem simples mas recheada de conteúdo relevante o autor fascina o leitor com fatos informações e avaliações inteligentes. Analogias e humor tornam a narrativa agradável e cativante. Destaque para a primorosa tradução para o português - fato raro que merece os maiores elogios.
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500 PRINCIPAIS AVALIADORESem 19 de julho de 2017
Esse livro é um nocaute em nosso cérebro, já li, reli, pesquisei os dados em científicos nele contidos em outras fontes, comprovei que são verdadeiros, e, levei outro nocaute. Descobrir a realidade da questão humana nesse planeta é depressivo, o livro é muito profundo, age como uma bomba destruindo todos os mitos que eu cresci aprendendo. Já tive raiva dele, já amei o que ele disse, já tive raiva novamente, mas agora eu finalmente me coloquei para refletir, pois é pesado, muito pesado. Mas por mais triste que seja entender a realidade de nossa espécie, as ideias nele contidas nos fazem pensar e planejar um mundo melhor ou pelo menos mais confortável para nossa espécie dominante e para todas as outras dominadas por nós, um mundo mais inteligente, menos odiento, que entende mais e ajuda mais. Fantástico, um livro pra ler e reler no restante da vida de de cada um.
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500 PRINCIPAIS AVALIADORESem 3 de outubro de 2017
Este livro foi para mim o que nós chamamos em inglês de groundbreaking, o que pode ser traduzido simplesmente como abrindo o chão. E foi o que fez para mim, pois colocou em perspectiva direta e simples e objetiva, os milhares de anos da espécie homo sapiens e os milhões de anos de evolução da vida no planeta. Se não responde a todas as perguntas, ao menos tenta, e consegue esclarecer muita coisa, muita coisa mesmo. Para os dogmáticos não será uma obra fácil, mas até mesmo por isso se torna obrigatória; descobrimos dogmas em nós que nem tínhamos notado ao longo da leitura e que nos faz rever toda nossa postura diante da vida e de nossa identidade como espécie, cidadão da humanidade, indivíduo que nasce e vive neste planeta tão humanizado. A experiência só não se torna mais traumática por que o autor às vezes usa um ou outro primeiro pronome pessoal, o que nos lembra que é outro sapiens que escreveu, e que, de certa forma, estamos todos sob o mesmo céu. Harari é o professor de história por excelência, como aquele professor que todos tivemos e que definiu nossa visão de mundo seja com suas aulas empolgantes, seja com sua postura digna. O melhor é que ele está no nesse livro e você pode ter o professor e suas aulas com você para consulta a qualquer momento.
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em 30 de maio de 2017
Uma obra que deveria ser obrigatória para os pensantes, questionadores, quebra preconceito de uma forma direta ao mesmo tempo sutil, sem duvida uma obra prima muito bem escrita, para alguns a leitora pode ser muito perturbadora, pois as indagações e informações com base cientificas podem confrontar valores do leitor o que torna a leitura ainda mais especial e também muito agradável, sempre com uma surpresa a te desafiar, em fim, sensacional.
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em 8 de julho de 2017
Sempre desconfiei de best-seller, mais ainda sobre obras de não-ficção. "Sapiens" é um caso raro, pois o livro traz perguntas que merecem ser refletidas. O autor separa o campo biológico das ficções criadas por nossa espécie para poder conviver e sobreviver desde a Revolução Cognitiva. Trata-se do retorno da teleologia na história depois de Spengler, Toynbee e Fukuyama. Mas este não é o único traço interessante do livro, Harari busca constantemente avaliar a felicidade - ou a busca dela. A expectativa de nossas revoluções nunca são concretizadas como desejamos, sempre novas necessidades nos deixam tristonhos. A fabricação de comprimidos de endorfinas, serotonina, dopamina e oxitocina para trazer prazer constante é a concretização do que chamamos de felicidade, mas como seria um governo onde todos são felizes, o que faríamos para sobreviver perante o prazer constante? Após a ejaculação ou prazer termina e temos que ir atrás de alimentos. A leitura que Harari fez do Budismo possui boas respostas em relação a felicidade - leiam. O israelense além de tratar da ausência de justiça na História - pois milhões de pessoas morrem para que outros milhões sobrevivam e os direitos humanos não passa de uma ficção - desconstrói conceitos pseudocientíficos que defendem a segregação racial, a homofobia e o machismo. Referente as religiões, do politeísmo ao capitalismo, vivemos a partir de crenças e não há como voltar atrás, particularmente fiquei perplexo com sua conclusões, e algumas delas foram úteis para o trabalho que venho elaborando. Sobre o futuro, Harari faz diversos prognósticos que "podem" se realizar, já que o futuro como falava meu professor de História Moderna - Carlos André - é uma grande interrogação. Recomendo sua leitura para o público em geral, pois o livro traz questões que merecem boas reflexões.
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500 PRINCIPAIS AVALIADORESem 3 de fevereiro de 2018
O livro traz um relato da gênese do homo sapiens, que vai desde o desenvolvimento primordial do cérebro humano, como o grande motor da vitória do homo sapiens sobre as outras espécies do gênero homo, como o neanderthal.
Esta abordagem, traz conceitos pitorescos como o da linguagem ter evoluído como uma forma de fofoca, o que potencializaria a cooperação social, essencial para a sobrevivência e a reprodução.
O texto passa pela história da humanidade trazendo uma visão darwinista, econômica e psicossocial da evolução mas sem se tornar um livro padrão de história, com enfoques que às vezes chocam pela crueza dos fatos mas que também se acompanham de uma visão otimista do Homo Sapiens.
Uma boa leitura que aumenta nossos conhecimentos!!
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AVALIADOR Nº 1em 12 de julho de 2016
Yuval Harari é um judeu, descendente de libaneses, que leciona História na Universidade de Jerusalém. Ele também é autor do best-seller "Sapiens. Uma Breve História da Humanidade", protagonizado pela mais letal e fascinante criatura que já habitou nosso planeta.

Em pouco mais de quatrocentos páginas, Harari não só resume não só nossa presença como o impacto que causamos nessa singular aventura, desmistificando a maioria das ideias preconcebidas que temos acerca do Universo. Para tanto, seu relato se consorcia distintas disciplinas (como a física, a química e a economia) para apresentar e discutir teorias com total isenção, cabendo ao leitor tirar suas próprias conclusões.

Essa aventura tem como linha mestra três grandes revoluções sofridas pela nossa espécie que moldaram não só o mundo ao nosso redor como a nós mesmos:
- A primeira, a Revolução Cognitiva, ocorreu há 70 mil anos e marca o momento em que uma mutação genética fez com que passássemos a pensar de forma diferente de outros animais, criando códigos de comunicação complexos como a linguagem e a imaginação.

- A segunda, a Revolução Agrícola, data de 12 mil anos e teve início quando o homem deixou de ser unicamente coletor e caçador, para criar e cultivar seu alimento. Esse foi o primeiro grande passo para a unificação da humanidade e colonização de todo o planeta.

- Finalmente, a Revolução Científica que remonta há apenas 500 anos, quando o o homem assumiu sua ignorância e passou a questionar até mesmo a religião. Ao investigar o mundo a sua volta, ela inicia as Grandes Navegações e marca a ascensão do Capitalismo.

Chegando ao presente, o livro também especula sobre nosso futuro, visto que estamos começando a violar as leis da seleção natural, substituindo-as pelo design inteligente. Enfim, Yuval aponta para perturbadores e fascinantes itinerários que poderemos seguir e também trata de temas intrigantes, por exemplo, a História prima pela justiça? Ela aponta para uma direção? Será que somos mais mais felizes do que nossos ancestrais?

Nota: O escritor dispõe de um curso on-line gratuito (em inglês) sobre o livro no YouTube como também vídeos em hebraico a respeito da História do Mundo.
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