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Avaliação de clientes

4,7 de 5 estrelas
13

em 15 de maio de 2014
Li com tanta curiosidade as últimas páginas que me deparei, de repente, com a avaliação do kindle sobre a estória. E pensei: Ah! Não! O autor consegue manter a mesma dinâmica rápida do primeiro volume, com a entrada de novos personagens e a morte de outros. Extremamente sensível em determinadas partes. Pra quem curte fantasia....ótima opção.
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em 2 de dezembro de 2015
Uma ótima continuação para o primeiro livro desta série fantástica! Vale muito a compra. Ideal para quem gosta de Nárnia/Harry Potter e literatura do gênero.
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em 16 de junho de 2017
Enredo prende nossa atenção no inicio ao fim e trama bem interligada sendo possível saber o fim de cada personagem
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em 20 de janeiro de 2017
O livro em si é bem legal 😐
Mas tem partes meio tristes 😢
Mas vale apena ler o livro 👍
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em 7 de março de 2014
Este livro é o melhor da trilogia, apresenta uma nova perspectiva do que se viu no primeiro, é uma leitura agradável e cativante.
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50 PRINCIPAIS AVALIADORESem 18 de janeiro de 2017
É impossível não começar a ler "A Faca Sutil" com um volume de expectativas imensa, dada a beleza e as emoções proporcionadas por "A Bússola de Ouro", estranhamente traduzido do coerente título em inglês, "Northern Lights". O título deve ter sido traduzido pelo mesmo pessoal que faz as versões brasileiras da "Sessão da Tarde", vai saber! O livro é fantástico desde as primeiras linhas, caminhando no sentido de criar uma estória mais madura, complexa e bem estruturada. Depois que Lyra um mundo em tudo novo para ela, encontra o seu personagem-contraponto, o menino Will, de 12 anos, proveniente deste nosso mundo velho e palpável. Se por um lado Lyra teve à sua disposição a possibilidade de crescer em um ambiente absolutamente seguro para ela, em que o cuidado a permitiu ser criança em tudo, para Will a infância, até ali, propiciou vivências perigosas e repletas de responsabilidades com as quais Lyra Belacqua, sobrinha de Lorde Asriel, nunca poderia supor arcar. Isso forjou em Will uma personalidade no mínimo taciturna, embora equilibrada demais para um menino em seus 12 anos, uma tal "esperteza que só tem quem está cansado de apanhar", como naquela música do Paralamas.

Sem entrar diretamente na descrição da estória, cabe dizer que este livro é aquele que oferece mais prazer em sua leitura dentre todos da trilogia do Philip Pullman. A interpretação corrente é de que o conjunto de livros é uma crítica direta ao cristianismo, mas o autor não o faz sem lançar mão de alegorias excepcionalmente bem construídas. A crítica é profunda, como sua análise também o é, mas tudo é amarrado de modo tão inteligente e bonito que em grande parte da leitura esqueci do segundo plano e me ative com todos sentidos à saga dos personagens. Me agrada a forma como Pullman constrói o mundo, dotado de infinitas possibilidades e universos, cujos personagens são altamente complexos e engajados em suas sagas pessoais, importando na construção de um conjunto ativo, com relevantes repercussões estruturais que me fizeram questionar se de fato fora escrito para crianças. Não chega a ser um manifesto ao ateísmo, como argumentavam alguns textos que li sobre a obra, mas é um soco no estômago do modelo de sociedade que pauta seus parâmetros de aceitabilidade de determinado conjunto de comportamentos pelo que rege tal leitura hegemônica do cristianismo. No Brasil isso é observado todos os dias nas questões que dizem respeito à emancipação feminina, aborto, casamento homoafetivo e dezenas de outras.

A leitura é escorreita e consegue prender o leitor de modo muito especial, pois é uma fantasia repleta de suspense e ação. Recomendo fortemente a leitura. Caso julgue a avaliação útil, peço a gentileza de marcar sua opinião abaixo.
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500 PRINCIPAIS AVALIADORESem 11 de junho de 2017
Após ler A Faca Sutil, eu cheguei à seguinte conclusão: Philip Pullman tem o dom de esconder críticas sociais em uma história absolutamente inocente. Poucos autores nos dias de hoje são capazes de criar uma história tão cerebral quanto essa ao mesmo tempo em que faz com que seus protagonistas (duas crianças) despertem a atenção dos leitores.

No segundo volume de Fronteiras do Universo vemos Lyra Belacqua continuando sua jornada após o confronto com o seu pai. Mas, em uma terra similar e ao mesmo tempo diferente da sua, ela se encontra com o menino Will. Este acaba de passar por uma situação traumática: foi responsável pela morte de dois homens que vinham perturbando sua mãe. Como esta sofre de uma condição que a deixa sem memória, Will é responsável por cuidar de todos os aspectos da vida de sua mãe. Quando ele a vê ameaçada, seus instintos falam mais alto e ele reage sem pensar. Após o ocorrido, Will deixa sua mãe na casa de sua professora e foge. É durante sua fuga que Will se encontra com Lyra após esta atravessar uma espécie de janela no espaço. Lyra acabara de viver uma experiência terrível tendo que atravessar uma cidade que fica em uma espécie de limbo entre o mundo de Lyra e o de Will. Agora, ela precisa encontrar alguma maneira de conseguir voltar para casa, ao mesmo tempo em que precisa escapar das garras da Sra. Coulter.

Este segundo volume de Fronteiras do Universo é realmente um volume de transição entre A Bússola Dourada (o primeiro volume) e A Luneta Âmbar (o terceiro volume). Ele possui todos os aspectos de um livro de transição: apresenta mais mistérios, coloca os personagens em situações desesperadoras e seu clímax é um cliffhanger para o próximo volume. Isso me deixou muito chateado. Porque o primeiro volume da série é maravilhoso; a história passa em uma velocidade incrível e as tramas acabam sendo fechadas de uma maneira excelente ao mesmo tempo em que ganchos são deixados para a continuação. Quando eu abri A Faca Sutil eu esperava mais daquilo que vi no primeiro volume. E eu pude perceber que o autor segurou muito a mão e deixou os impactos maiores para o terceiro volume. O enredo acabou repleto de muitas explicações que acabaram tomando tempo e espaço desnecessários.

Os protagonistas são bem desenvolvidos apesar de eu achar a Lyra muito estranha em relação a certas situações. Por exemplo, a relação dela com o Will. Ela logo descobre que ele é um "assassino". A reação dela: dá de ombros e diz que ele é o cara perfeito para o que ela precisa. Eu fiquei abismado... Lyra é uma menina e ela toma certas coisas com muita naturalidade. Achei que a personagem passou a aceitar passivamente muitas coisas. Nem parece a menina espoleta do primeiro volume que desafia a tudo e a todos. Nesse ponto eu acho que o autor acabou não sendo muito coerente com a personagem que ele construiu e desenvolveu no primeiro volume. Entretanto, o leitor vê uma personagem que procura entender a situação de Will e se adaptar às circunstâncias em que se encontra.

Já Will é um personagem bem trabalhado. O autor conseguiu em umas cem páginas, o que ele precisou do dobro para fazer com Lyra: construir um personagem interessante com uma história que se liga completamente ao enredo da outra protagonista. Will é um personagem muito triste que teve sua infância tomada por circunstâncias adversas. Ter que cuidar de sua mãe obrigou o menino a crescer depressa. Seu olhar é sofrido e demonstra o quanto ele está insatisfeito com o rumo que as coisas tomaram. Se tornar o portador da Faca Sutil não o ajudou nem um pouco. Muito pelo contrário: colocou mais um fardo em suas costas.

Cittagaze é uma cidade assustadora. Se o objetivo de Pullman era criar uma aversão àquelas crianças, ele conseguiu sem dúvida alguma. Algumas atitudes que elas tomam lembram algumas que os adultos tomam. Nos imaginemos em situações que não compreendemos e acabamos tomando atitudes violentas e irracionais. Isso é o que aquelas crianças acabam fazendo. Os Espectros funcionam como uma crítica às pessoas que não buscam mais a magia em nosso mundo. Estes se tornam seres tristes que querem sugar a alma de pessoas criativas e felizes. Posso estar delirando em minhas deduções, mas essa foi a minha interpretação do motivo de Pullman tê-los introduzido na história. A aceitação dos Espectros à Sra. Coulter se deve ao fato de que esta já é um "Espectro" por si só.

Outros personagens familiares retornam como Seraphina Pekkala e Lee Scoresby. Ambos tem participações importantes para o andamento da história. Vemos um pouco mais sobre as bruxas nos trechos onde Seraphina aparece. São revelados os motivos de estas terem se mantido um pouco distantes no primeiro volume. Sobre Lee, vale a pena a linda cena entre ele e seu dimon na metade final da história. Pullman deixa um grande elemento de ligação em direção à terceira história. O livro acaba bem rápido, representando uma leitura que não me satisfez completamente. Às vezes os leitores reclamam das gorduras deixadas em um livro ou da falta de objetividade de um autor. Aqui eu achei que o autor foi objetivo demais.

É preciso destacar o aspecto religioso do livro. Recomendo até que aqueles mais religiosos não leiam o livro. Pullman é ateu e tece uma série de comentários entre os diálogos dos personagens na história que podem não soar bem aos mais sensíveis. Basta dizer que o antagonista deseja matar Deus. Pura e simplesmente assim. Não sei se o autor vai conduzir de outra forma no terceiro volume, mas foi isso que ele deixou transparecer nesta história. Basta associarmos a autoridade do Magisterium à Igreja que as conexões aparecem rapidamente. Pullman escreveu a série em um momento quando o ateísmo estava em voga e sob forte discussão. Por esse motivo, os ativistas do ateísmo como Pullman revelavam seu lado mais radical e expunham suas opiniões sem temer a opinião pública negativa. A série As Fronteiras do Universo foram uma das melhores representantes desta discussão no universo da fantasia e da ficção científica.

Enfim, A Faca Sutil é um bom livro continuando e aprofundando uma história que era excelente e conseguiu manter o ritmo apesar de alguns percalços. O novo protagonista é apresentado e desenvolvido de forma muito satisfatória e os outros personagens possuem papeis bem importantes para a história. A ambientação continua fantástica com a cidade de Cittagaze sendo marcante para os leitores.
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50 PRINCIPAIS AVALIADORESem 12 de junho de 2017
É impossível não começar a ler "A Faca Sutil" com um volume de expectativas imensa, dada a beleza e as emoções proporcionadas por "A Bússola de Ouro", estranhamente traduzido do coerente título em inglês, "Northern Lights". O título deve ter sido traduzido pelo mesmo pessoal que faz as versões brasileiras da "Sessão da Tarde", vai saber! O livro é fantástico desde as primeiras linhas, caminhando no sentido de criar uma estória mais madura, complexa e bem estruturada. Depois que Lyra um mundo em tudo novo para ela, encontra o seu personagem-contraponto, o menino Will, de 12 anos, proveniente deste nosso mundo velho e palpável. Se por um lado Lyra teve à sua disposição a possibilidade de crescer em um ambiente absolutamente seguro para ela, em que o cuidado a permitiu ser criança em tudo, para Will a infância, até ali, propiciou vivências perigosas e repletas de responsabilidades com as quais Lyra Belacqua, sobrinha de Lorde Asriel, nunca poderia supor arcar. Isso forjou em Will uma personalidade no mínimo taciturna, embora equilibrada demais para um menino em seus 12 anos, uma tal "esperteza que só tem quem está cansado de apanhar", como naquela música do Paralamas.

Sem entrar diretamente na descrição da estória, cabe dizer que este livro é aquele que oferece mais prazer em sua leitura dentre todos da trilogia do Philip Pullman. A interpretação corrente é de que o conjunto de livros é uma crítica direta ao cristianismo, mas o autor não o faz sem lançar mão de alegorias excepcionalmente bem construídas. A crítica é profunda, como sua análise também o é, mas tudo é amarrado de modo tão inteligente e bonito que em grande parte da leitura esqueci do segundo plano e me ative com todos sentidos à saga dos personagens. Me agrada a forma como Pullman constrói o mundo, dotado de infinitas possibilidades e universos, cujos personagens são altamente complexos e engajados em suas sagas pessoais, importando na construção de um conjunto ativo, com relevantes repercussões estruturais que me fizeram questionar se de fato fora escrito para crianças. Não chega a ser um manifesto ao ateísmo, como argumentavam alguns textos que li sobre a obra, mas é um soco no estômago do modelo de sociedade que pauta seus parâmetros de aceitabilidade de determinado conjunto de comportamentos pelo que rege tal leitura hegemônica do cristianismo. No Brasil isso é observado todos os dias nas questões que dizem respeito à emancipação feminina, aborto, casamento homoafetivo e dezenas de outras.

A leitura é escorreita e consegue prender o leitor de modo muito especial, pois é uma fantasia repleta de suspense e ação. Recomendo fortemente a leitura. [...]
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500 PRINCIPAIS AVALIADORESem 13 de julho de 2017
Após ler A Faca Sutil, eu cheguei à seguinte conclusão: Philip Pullman tem o dom de esconder críticas sociais em uma história absolutamente inocente. Poucos autores nos dias de hoje são capazes de criar uma história tão cerebral quanto essa ao mesmo tempo em que faz com que seus protagonistas (duas crianças) despertem a atenção dos leitores.

No segundo volume de Fronteiras do Universo vemos Lyra Belacqua continuando sua jornada após o confronto com o seu pai. Mas, em uma terra similar e ao mesmo tempo diferente da sua, ela se encontra com o menino Will. Este acaba de passar por uma situação traumática: foi responsável pela morte de dois homens que vinham perturbando sua mãe. Como esta sofre de uma condição que a deixa sem memória, Will é responsável por cuidar de todos os aspectos da vida de sua mãe. Quando ele a vê ameaçada, seus instintos falam mais alto e ele reage sem pensar. Após o ocorrido, Will deixa sua mãe na casa de sua professora e foge. É durante sua fuga que Will se encontra com Lyra após esta atravessar uma espécie de janela no espaço. Lyra acabara de viver uma experiência terrível tendo que atravessar uma cidade que fica em uma espécie de limbo entre o mundo de Lyra e o de Will. Agora, ela precisa encontrar alguma maneira de conseguir voltar para casa, ao mesmo tempo em que precisa escapar das garras da Sra. Coulter.

Este segundo volume de Fronteiras do Universo é realmente um volume de transição entre A Bússola Dourada (o primeiro volume) e A Luneta Âmbar (o terceiro volume). Ele possui todos os aspectos de um livro de transição: apresenta mais mistérios, coloca os personagens em situações desesperadoras e seu clímax é um cliffhanger para o próximo volume. Isso me deixou muito chateado. Porque o primeiro volume da série é maravilhoso; a história passa em uma velocidade incrível e as tramas acabam sendo fechadas de uma maneira excelente ao mesmo tempo em que ganchos são deixados para a continuação. Quando eu abri A Faca Sutil eu esperava mais daquilo que vi no primeiro volume. E eu pude perceber que o autor segurou muito a mão e deixou os impactos maiores para o terceiro volume. O enredo acabou repleto de muitas explicações que acabaram tomando tempo e espaço desnecessários.

Os protagonistas são bem desenvolvidos apesar de eu achar a Lyra muito estranha em relação a certas situações. Por exemplo, a relação dela com o Will. Ela logo descobre que ele é um "assassino". A reação dela: dá de ombros e diz que ele é o cara perfeito para o que ela precisa. Eu fiquei abismado... Lyra é uma menina e ela toma certas coisas com muita naturalidade. Achei que a personagem passou a aceitar passivamente muitas coisas. Nem parece a menina espoleta do primeiro volume que desafia a tudo e a todos. Nesse ponto eu acho que o autor acabou não sendo muito coerente com a personagem que ele construiu e desenvolveu no primeiro volume. Entretanto, o leitor vê uma personagem que procura entender a situação de Will e se adaptar às circunstâncias em que se encontra.

Já Will é um personagem bem trabalhado. O autor conseguiu em umas cem páginas, o que ele precisou do dobro para fazer com Lyra: construir um personagem interessante com uma história que se liga completamente ao enredo da outra protagonista. Will é um personagem muito triste que teve sua infância tomada por circunstâncias adversas. Ter que cuidar de sua mãe obrigou o menino a crescer depressa. Seu olhar é sofrido e demonstra o quanto ele está insatisfeito com o rumo que as coisas tomaram. Se tornar o portador da Faca Sutil não o ajudou nem um pouco. Muito pelo contrário: colocou mais um fardo em suas costas.

Cittagaze é uma cidade assustadora. Se o objetivo de Pullman era criar uma aversão àquelas crianças, ele conseguiu sem dúvida alguma. Algumas atitudes que elas tomam lembram algumas que os adultos tomam. Nos imaginemos em situações que não compreendemos e acabamos tomando atitudes violentas e irracionais. Isso é o que aquelas crianças acabam fazendo. Os Espectros funcionam como uma crítica às pessoas que não buscam mais a magia em nosso mundo. Estes se tornam seres tristes que querem sugar a alma de pessoas criativas e felizes. Posso estar delirando em minhas deduções, mas essa foi a minha interpretação do motivo de Pullman tê-los introduzido na história. A aceitação dos Espectros à Sra. Coulter se deve ao fato de que esta já é um "Espectro" por si só.

Outros personagens familiares retornam como Seraphina Pekkala e Lee Scoresby. Ambos tem participações importantes para o andamento da história. Vemos um pouco mais sobre as bruxas nos trechos onde Seraphina aparece. São revelados os motivos de estas terem se mantido um pouco distantes no primeiro volume. Sobre Lee, vale a pena a linda cena entre ele e seu dimon na metade final da história. Pullman deixa um grande elemento de ligação em direção à terceira história. O livro acaba bem rápido, representando uma leitura que não me satisfez completamente. Às vezes os leitores reclamam das gorduras deixadas em um livro ou da falta de objetividade de um autor. Aqui eu achei que o autor foi objetivo demais.

É preciso destacar o aspecto religioso do livro. Recomendo até que aqueles mais religiosos não leiam o livro. Pullman é ateu e tece uma série de comentários entre os diálogos dos personagens na história que podem não soar bem aos mais sensíveis. Basta dizer que o antagonista deseja matar Deus. Pura e simplesmente assim. Não sei se o autor vai conduzir de outra forma no terceiro volume, mas foi isso que ele deixou transparecer nesta história. Basta associarmos a autoridade do Magisterium à Igreja que as conexões aparecem rapidamente. Pullman escreveu a série em um momento quando o ateísmo estava em voga e sob forte discussão. Por esse motivo, os ativistas do ateísmo como Pullman revelavam seu lado mais radical e expunham suas opiniões sem temer a opinião pública negativa. A série As Fronteiras do Universo foram uma das melhores representantes desta discussão no universo da fantasia e da ficção científica.

Enfim, A Faca Sutil é um bom livro continuando e aprofundando uma história que era excelente e conseguiu manter o ritmo apesar de alguns percalços. O novo protagonista é apresentado e desenvolvido de forma muito satisfatória e os outros personagens possuem papeis bem importantes para a história. A ambientação continua fantástica com a cidade de Cittagaze sendo marcante para os leitores.
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em 9 de setembro de 2017
Após atravessar a ponte criada por Lorde Asriel, Lyra se vê sozinha em Cittàgazze, um mundo em decadência onde adultos são perseguidos por espectros. Nesse mundo ela conhece Will, um garoto do nosso mundo que encontra uma passagem ao acaso para lá enquanto fugia das autoridades por causa de um assassinato. O que eles não sabem é que esse encontro já estava escrito em seus destinos.

O segundo volume da série ‘Fronteiras do Universo’ consegue manter o mesmo ritmo rápido e o clima de mistério do anterior com a adição de novos personagens e conflitos. A narrativa em terceira pessoa nos permite acompanhar outros personagens em diferentes mundos, mas claro, sem perder o foco em Lyra e Will.

Confesso que nesse livro eu esperava um aprofundamento maior nas mitologias criadas pelo autor, mas a apresentação a novos mundos, monstros, objetos mistérios (a faca sutil, que dá nome ao livro) e a descoberto do realmente é o Pó me satisfez. Aliás, uma parte interessante desse livro é descobrir como o nosso mundo e o mundo de Lyra funcionam de maneira parecida, em alguns casos certos fenômenos foram apenas nomeados de maneira diferente.
Certamente muitas respostas foram deixadas para o volume final.
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