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em 18 de março de 2018
Achei o livro pouco dinâmico. É bom o livro mas poderia falar mais fatos e detalhes da vida dele e da família.
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em 26 de dezembro de 2017
No fim de dezembro, terminei de ler “Trotski: uma Biografia” (Ed. Record, 2017), de Robert Service. Excelente leitura. Service é historiador e professor de Oxford. Seu livro foi criticado por ter cometido alguns erros factuais que desabonariam o líder russo. Não sei se as críticas procedem. É bem provável, porém, que a motivação delas provenha do fato de Service não ser um trotskista e de não nutrir simpatias pela Revolução Russa. Não acho que a narrativa de Service seja mais enviesada do que o retrato do “Profeta” feito por Isaac Deutscher, cujo primeiro tomo li há muito tempo.
Service reconhece uma série de qualidades excepcionais em Trotski:

“Ele era um extraordinário orador, organizador e líder. Poderia facilmente ter construído uma grande carreira como jornalista ou ensaísta, se a política não se houvesse tornado sua preocupação. Tinha sensibilidade, ainda que intermitente, para a literatura. Escrevia tão bem sobre a vida cotidiana e o progresso cultural quanto sobre os temas marxistas mais costumeiros de sua época. Tinha um entusiasmo e um compromisso ilimitados com os objetivos revolucionários. Inspirava proezas de sacrifício em seu círculo. Mais do que qualquer outro bolchevique eminente, conservou na cabeça a visão de um mundo futuro em que cada homem e cada mulher teriam a oportunidade de autorrealização a serviço do bem coletivo, e a proclamou de forma apaixonada até seu último dia de vida.” (p. 28)

Lev Davidovich Bronstein (o verdadeiro nome de Trostki) foi um homem de grande intelecto e talento literário. Tinha uma espantosa capacidade oratória. Foi, também, um eficiente líder militar à frente do Exército Vermelho. Porém, não parece ter sido um político hábil. Tinha uma personalidade difícil e autoritária. Não fazia concessões e não sabia negociar. Irritava-se com as pessoas de intelecto inferior. No que se refere à sua vida íntima, não parece exatamente um modelo de virtudes. Abandonou a primeira mulher e suas duas filhas na Rússia para se juntar a Lenin. Foi negligente e inepto no relacionamento com sua filha Zina, o que provavelmente contribuiu para o suicídio dela. Trotski não era um mulherengo, mas traiu Natalia Sedova, sua segunda mulher, com Frida Kahlo (há rumores sobre outros casos, mas o de Frida foi o único comprovado).
É provável que Trotski considerasse os equívocos que cometeu em sua vida familiar como pequenos deslizes diante de sua missão revolucionária. A ideia de que a luta pela emancipação humana seja antagônica à busca por ser um pai de família bom e virtuoso me parece difícil de aceitar. Infelizmente, é uma visão bastante comum. Porém, negligências familiares não são o único problema aqui. A julgar por seu papel como líder revolucionário, é espantoso que Trotski seja visto como um modelo a ser seguido. As diferenças entre Trotski e Stalin eram muito menores do que parte da esquerda supõe. A narrativa de Service dá tantos exemplos disso que é difícil escolher os mais significativos. Por isso, cito apenas alguns. Em 1917, ao discursar para a guarnição naval de Krondstadt, Trotski defendeu a adoção de um regime ditatorial e violento: “Eu lhes digo que cabeças devem rolar e o sangue deve fluir” (p. 235), disse ele. Frustrados por não obterem a maioria dos votos na eleição para a assembleia constituinte em novembro de 1917, a coalizão de bolcheviques e socialistas revolucionários dissolveu à força a assembleia em janeiro de 1918 (p. 281). Desde antes disso, Stalin já fazia parte da liderança bolchevique, e foi eleito para a primeira diretoria do Comitê Central, junto com Lenin, Sverdlov, Sokolnikov e Trotski (p. 283).
Em 6 de junho de 1918, narra Service, Trotski “[a]nunciou a necessidade de uma luta violenta contra os camponeses mais ricos que vinham estocando seus cereais, e conclamou que eles fossem condenados a dez anos de trabalhos forçados” (p. 296). Como líder do Exército Vermelho, Trotski ordenou a execução sumária de desertores (p. 297). Trotski endossou o Terror Vermelho e a criação da Cheka, a polícia política soviética, que fez milhares de prisioneiros das classes média e alta, sendo alguns fuzilados e outros conservados como reféns (p. 298). Em 1919, na luta contra os Exércitos Brancos, a liderança do partido despachou Stalin para investigar a situação dos Urais. Trotski foi totalmente favorável, dizendo que houvera “brandura” demais na frente oriental da guerra contra os inimigos da revolução. Trotski “[i]mplementou uma política de dizimar os regimentos que desertavam ou demonstravam covardia sob fogo inimigo, e as vítimas incluíam os comandantes” (p. 310). Defendeu que “os sabotadores soviéticos dev[iam] ser punidos com a mesma severidade que os burgueses” (p. 311). Trotski não fez objeções à política de “execucões exemplares em massa” levadas a cabo por Stalin na luta contra os Brancos.
Em 1920, Trotski publicou Terrorismo e Comunismo, trabalho no qual defendia a necessidade da violência política:

“o homem que repudia por princípio o terrorismo – isto é, repudia as medidas de repressão e intimidação contra uma contrarrevolução decidida e armada – tem que rejeitar qualquer ideia da supremacia política da classe trabalhadora e sua ditadura revolucionária. O homem que repudia a ditadura do proletariado também está repudiando a revolução socialista e cavando a sepultura do socialismo” (p. 351)

O problema, diz Service, é que tais palavras não significavam meramente defender a violência contra exércitos contrarrevolucionários em campanha. Ele e os líderes bolcheviques haviam fuzilado reféns inocentes, privado grandes grupos sociais de seus direitos civis e até tratado operários e camponeses oposicionistas com selvageria.
As ideias e práticas de Trotski “lançaram diversas bases para a construção do edifício político, econômico, social e até cultural de Stalin. Este, Trotski e Lenin tinham mais coisas em comum do que discordâncias entre si” (p. 27). De fato, a obra de Service deixa claro que, ao contrário do que parte da esquerda costuma crer, as diferenças entre Trotski e Stalin eram muito menores do que se pode supor. Bronstein nunca defendeu a democracia e os direitos humanos básicos. Defendeu a repressão a dissidentes políticos, a execução de insubordinados e a violência contra quem se opusesse à “causa proletária”.
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em 5 de dezembro de 2017
Embora não seja um conhecedor profundo da Revolução Bolchevique, me parece uma abordagem imparcial de um dos protagonistas do movimento.
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em 25 de julho de 2017
um resenhista conhecido do estadão/fsp etc., escreveu um texto ridículo sobre a biografia escrita pelo Service. motivo? ele é ocidental e segundo ele conservador. ocidental ele o é. conservador? talvez só na cabeça do resenhista que acha que a bibliografia sobre a revolução mais sangrenta e com os piores resultados possíveis está muito ocidentalizada. imaginem os anos de pesquisa, dedicação, renuncia que os principais escritores sobre 1917 tiveram que passar e chega um cidadão e apela pro ad hominem. é mole ou quer mais?

quanto ao livro, talvez deva ter sido uma das minhas leituras que mais mexeram comigo. trotski era tão canalha quanto lênin ou stálin. e aquela história de que se trotski tivesse vencido stálin a história seria outra é conversa pra boi dormir ou pra meninada classe média acreditar e sonhar com a revolução.

aguardando com ansiedade a biografia do lênin que a Record provavelmente reeditará. assim como deveria reeditar o monumental livro do orlando figes sobre a revolução russa.
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em 20 de maio de 2018
Pretendo ler o livro assim que puder, mas pelas opiniões me parece que o autor segue uma lógica maniqueísta , pois algumas colocações são questionáveis , era um crime os camponeses mais ricos estocarem alimentos ,pois,os mais pobres morriam de fome. Os brancos combatiam os Vermelhos e pretendiam matá-los, houve relatos de um Branco que matou o proprio filho por desertar. Isso está em um livro sobre Revolução Russa de Jean Marie ,se não me engano. Há de se entender todo o contexto de uma guerra e da Revolucão Russa para julgar. Não se pode ler um livro de um único autor e achar que se sabe tudo sobre um momento histórico e de um personagem.
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em 19 de julho de 2017
Gostei de tudo. Desde o momento da compra até a entrega. Vocês são muito bons!!
Informo que ainda não comecei a ler o livro.
Cordialmente.
Franklin
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