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Avaliação de clientes

4,3 de 5 estrelas
7
O som e a fúria
Formato: eBook Kindle|Alterar
Preço:R$39,90


10 PRINCIPAIS AVALIADORESem 19 de setembro de 2017
Tradução: Essa (re)edição de “ O Som e a Fúria”, agora com o selo da Companhia da letras, tem a mão de Paulo Henrique Britto, tradutor experiente, com mais de 100 títulos publicados, e reconhecidamente um dos nossos melhores tradutores.

Ainda que estivesse sujeito a influências tais como Joseph Conrad e James Joyce (leia a crítica de Sartre no final do livro), Faulkner possuía um gênio considerável para inovação narrativa. Entre os 19 romances que escreveu se incluem “O Som e a Fúria”, “Enquanto Agonizo”, “Santuário”, “Luz de Agosto” e “Absalão, Absalão!” (veja resenhas). Ele jamais voltaria a escrever à altura dessas cinco obras. O romance “Enquanto Agonizo” é para mim o seu melhor livro porque tem o melhor início de toda a literatura, e “Luz de Agosto”, o meu segundo favorito. Porque ambos estão mais próximos do pensamento estoico com relação à piedade natural é outro fator contribuidor para minha preferência.

“O Som e a Fúria” foi o primeiro romance de Faulkner aclamado pela crítica, e imediatamente lançou o jovem autor do Mississipi para a ribalta literária, claramente ultrapassando Hemingway e Fitzgerald, e colocando-o no mesmo nível de Hawthorne, Melville, Mark Twain e Henry James. Não foi um fogo de palha qualquer, setenta anos depois, a obra continua sendo lida e discutida.

Poder-se-á dizer que a novela moveu Faulkner em direção à ternura, muito mais do que em outros romances. A obra era para ele um tipo de artefato “Keatsiano”, vaso ou urna investidos com uma dignidade estética permanente. O romance traça os valores decadentes da sociedade do Sul dos Estados Unidos, no qual se baseia e, ao mesmo tempo, acompanha o desespero e desesperança de alguns indivíduos – os três irmãos da família Compson --, e como cada um deles tenta lidar com a "perda" da irmã Caddy. A sexualidade dela, sua gravidez precoce, seu casamento rápido e infeliz, constitui o coração obscurecido deste romance. Tudo o mais acontece após e, como resposta, as ações de Caddy. Ironicamente Caddy é um Compson que não é dada a chance de explorar sua própria história na narrativa. Em vez disso Faulkner permite que exista um buraco no centro do romance, onde muitos narradores preenchem com suas próprias memórias do passado. Este jogo de linguagem permite ao escritor explorar a profundidade psicológica de seus personagens. Por exemplo, há algo reprimido quase em toda a obra, uma ligação autobiográfica entre a paixão de Quentin por sua irmã Caddy e, talvez, uma paixão sem nome de Faulkner por uma irmã que nunca teve; talvez seu desejo por Estelle Oldham, que mais tarde se tornou sua esposa, mas só depois de ter se casado com outro. Medo, intimamente associado à morte, é outro elemento central da trama.

Enfim, o que salva a saga Compson é que é uma saga; e encontra um contexto redentor no sentido de o leitor encontrar um significado maior que sempre parece permear as grandes obras de Faulkner. Somos muito bem persuadidos que vimos o começo e o fim de uma história que transcende as quatro crianças Compson e a sordidez de seu romance familiar. Boa leitura.

# Nota lateral: Para quem deseja se aprofundar nos romances de Faulkner, sugiro que leia "The Portable Faulkner", de Malcolm Cowley.
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500 PRINCIPAIS AVALIADORESem 12 de outubro de 2017
Um livro difícil, bem difícil, pelo experimentalismo e pelas técnicas utilizadas pelo Faulkner. Ganhador do Prêmio Nobel de 1949, é um autor que exige muito do leitor. Havia lido dele o Enquanto agonizo, que também não é simples, mas vamos lá. Esse “O som e a fúria” tira o seu título de um trecho de Hamlet, peça de Shakespeare, em sua cena V, do seu ato V: “A vida é uma história contada por um idiota, cheia de som e fúria, sem sentido algum”.
É difícil até estabelecer um enredo, mas - grosso modo - o livro trata da decadência da família Compson, no sul americano no início do século XX. As três primeiras partes têm como narradores cada um dos filhos homens da família (Existe ainda uma filha). Na primeira parte Benjamin (nome de batismo Maury), o caçula da família narra a estória. O personagem é deficiente mental e a estória vai e vem em momentos diferentes do tempo, o que exige uma leitura muito atenta. Na segunda parte, o narrador é Quentin, o filho mais inteligente e que fora enviado para Harvard. A medida que o capítulo avança, a deterioração da sanidade mental do personagem se torna mais nítida. A terceira parte é narrada por Jason, o filho que toma conta dos restos dos negócios da família. É a parte mais fácil de leitura. A quarta parte, por sua vez, tem um leitor onisciente e tem, em boa parte, como foco a empregada negra da família – Dilsey. Por fim, Faulkner, em edições posteriores, acrescentou um apêndice que traz informações sobre a família Compson. Além desses personagens-narradores, a família tem uma filha – Caddy – em torno da qual giram as obsessões dos irmãos e é a única que tem filhos, no caso uma única filha, que também se chama Quentin.
Vale a pena por conhecer um autor importante da literatura americana do século XX, mas é algo que não é para todos os leitores. Exige muito em termos de atenção e de tempo. É preciso 'comprar' o estilo do autor, o que nem sempre parece ser uma tarefa fácil.
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em 10 de outubro de 2017
Meu primeiro Faulkner. O livro é interessante de várias formas. A escolha por diversos narradores, com destaque para a perspectiva do personagem com deficiência, são, para mim, o ponto brilhante da obra. Claro que a tormenta do texto é muito maior, vale a leitura desse e de outros títulos do autor.
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AVALIADOR Nº 1em 28 de dezembro de 2014
Em 1929, após ter um livro rejeitado pelas editoras, William Faulkner resolveu dar uma guinada na carreira. Isolou-se e começou a escrever um romance exclusivamente para sua satisfação, sem pretensão de agradar leitores, críticos ou editores. Assim nasceu "O Som e a Fúria", responsável por sua ascensão profissional que culminou, vinte anos depois, com o Prêmio Nobel de Literatura.

A narrativa tem como palco a fictícia Yoknapatawpha County e aborda a decadência de uma tradicional família do Sul dos Estados Unidos, descendente de um herói da Guerra da Secessão, o General Compson. Aliás, tanto as personagens como seus ascendentes aparecem em outros textos do escritor.

Empregando o fluxo de consciência, ruptura de sintaxe e um enredo não linear, sua leitura requer redobrada atenção. Assemelha-se a um intrincado quebra-cabeças cujas peças vão pacientemente sendo encaixadas até chegar à última. De fato, nem sempre é possível entender o que está acontecendo, mas, pouco a pouco, a história vai tomando forma e o esforço vai sendo recompensado. Uma boa maneira para não desanimar (e que me ajudou) é conhecer de antemão os quatro narradores, cada qual responsável por um capítulo do livro. São eles:

- Benjamin ou Benjy Compson: Mudo e deficiente mental, é o filho caçula e motivo de vergonha da família. Descreve seu mundo com baixa compreensão e um raro sexto-sentido. Seu relato soa desarticulado, com pontos obscuros e para não se perder com os frequentes saltos temporais, verifique se é Versh (infância), T.P. (adolescência) ou Luster (vida adulta) quem cuida da personagem.

- Quentin Compson: Trata-se do primogênito, o escolhido pelos pais para estudar em Harvard. Neurótico e instável, defensor da honra e da moralidade, é um suicida cujo desabafo desesperado e fantasioso, conforme avança, vai se fragmentando. Essa é a parte mais difícil e estudada do livro.

- Jason Compson: Irmão mais novo de Quentin, é cínico, desprezível e manipulador. Trata-se do vilão da história que, indigno de confiança, tenta passar a imagem de filho injustiçado a quem coube sustentar a família após a morte do pai. Seu relato não oferece maiores dificuldades de entendimento.

- Na quarta parte, Faulkner faz uso de um narrador onisciente, sugerindo pensamentos e ações das personagens, mas quem monopoliza a atenção é Dilsey, uma negra que trabalha para os Compsons há muitos anos e surge como a voz da razão.

No entanto, o papel de protagonista pertence a Caddance ou Caddy, a única filha do casal. Ela jamais adquire uma voz, mas permite que os sentimentos dos irmãos revelem seu caráter, aliás, é o objeto da obsessão dos três e a única que consegue escapar da relação doentia que os une, indo viver a própria vida.

Finalmente, Faulkner se inspirou num trecho de "Macbeth" de Shakespeate para dar titulo e desenvolver a história:

"Apaga-te... apaga-te breve vela!
A vida nada mais é do que uma sombra que anda...
um pobre ator que se pavoneia e se agita durante sua hora no palco e depois não é mais ouvido.
É uma história contada por um idiota
cheia de som e fúria que nada significa!"

Nota: Um apêndice foi inserido pelo autor após dezesseis anos da primeira edição. Não só traça o esboço de algumas personagens, como dá detalhes sobre o futuro.
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em 29 de outubro de 2017
Impressiona a técnica do autor. Aderindo às ideias da relatividade, o tempo deixa de ser absoluto e juntamente com os "fluxos de consciência", produz um efeito bem original na história.
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10 PRINCIPAIS AVALIADORESem 16 de setembro de 2014
Assim como em Sartoris, Faulkner consegue dar ares de drama a eventos corriqueiros com a mesma facilidade que dá ares de cotidiano a dramas. O tom não muda ao tratar de um café da manhã tranquilo a um estupro incestuoso.
A história não tem um fim propriamente dito. Não da forma como estamos acostumados. Simplesmente se interrompe. Mas não nos sentimos órfãos. Muito pelo contrário, saciados. O epílogo termina de clarear pontos da leitura e trazer alguns novos à tona.
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500 PRINCIPAIS AVALIADORESem 9 de março de 2017
"O Som e a Fúria" é um livro fenomenal que desafia o leitor desde o primeiro parágrafo até o último. É diferente de tudo que já li antes no tocante aos clássicos da literatura universal. Me senti extremamente recompensado ao concluir a leitura desta intrigante obra, a qual exige uma atenção redobrada em cada detalhe da trama. Indiscutivelmente, Faulkner era um gênio! Pretendo ler outros livros do autor sempre que possível.
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