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Avaliação de clientes

4,7 de 5 estrelas
4
Zero K: Romance
Formato: eBook Kindle|Alterar
Preço:R$26,18

em 14 de outubro de 2017
Este é o primeiro livro de Don Delillo que leio. É intrigante e instigante. Faz pensarmos sobre o sentido da vida e sobre a imortalidade.
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em 28 de outubro de 2017
Para quem já conhece Delillo e admira seu trabalho, o livro é obrigatório. Todavia, faltou cuidado na distribuição. Livro chegou danificado na lombada.
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50 PRINCIPAIS AVALIADORESem 21 de setembro de 2017
Nada mais importante para Don DeLillo do que vivermos na era da Pós-Modernidade. O esvaziamento da História enquanto narrativa (Libra, Mao II, White Noise, Underworld, Falling Man), colapso financeiro (Cosmopolis), políticas de identidade (The Body Artist) etc. Em seu mais novo romance, ZERO K, o nosso presente é investigado tendo a morte (e a luta contra sua inevitabilidade) como o mediador.

Em um prédio no meio do nada, no Oriente Médio, onde pacientes terminais são congelados a zero Kelvin para no futuro, quando descoberta a cura para sua doença, serem descongelados, uma espécie de guru diz ao protagonista-narrador: “Aqueles de nós que estão aqui não pertencem a nenhum outro lugar. Nós caímos fora da história. Abandonamos quem somos e onde estávamos para estar aqui”. O que seria o “cair fora da história” nesse mundo de gente rica que pode pagar o congelamento?

Ross Lockhart, pai do personagem central, pagará o congelamento de sua jovem segunda esposa, a arqueóloga Artis Martineau. Mas o que ele mesmo fará sem ela ao seu lado?, pergunta ao filho, Jeffrey. É nesse mundo incompleto que vivem os personagens desse romance.

Não é um mundo totalmente descabido, nem exagerado. No deserto do Arizona, existe a Alcor Life Extension Foundation, uma espécie de ONG, que mantém, no momento, quase 200 corpos – entre humanos e animais – em criopreservação, a espera de uma cura para a causa mortis, e assim os despertar e resolver o problema, por assim dizer. A questão central, então, que DeLillo coloca aqui é qual o preço de trapacear na ordem natural das coisas.

Num segmento central no romance, Jeffrey está em Nova York com sua namorada e o filho adolescente ucraniano que ela adotou. Aqui temos mais um momento tipicamente DeLilliano quando o garoto trava, em sua língua, um diálogo tenso com o motorista do táxi que os leva. E nessa parte da narrativa, dentro do veículo, está um resumo brilhante de tudo que pauta o nosso mundo: dinheiro, globalização, relações familiares, segurança em aeroporto e excesso de informação.

Mais do que medo da morte, os personagens aqui têm medo da vida. O apocalipse, então, seria um alívio, pois morrendo todo mundo junto é menos penoso do que um de cada vez. ZERO K, um dos maiores romances do autor, explora as conexões entre vida e morte, e aquilo que faz de nós humanos no momento em que estamos – especialmente a linguagem, que nos define, aproxima e repele.
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50 PRINCIPAIS AVALIADORESem 1 de outubro de 2017
Aparentemente esse seria um livro de ficção científica. A trama se passa num centro de criogenia, localizado numa região remota da Ásia Central chamada Chelyabinsk, local da queda de um meteoro em 2013.
“Construída na terra, afundada na terra. Acesso restrito. Definido pelo silêncio, humano e ambiental. Também é uma espécie de túmulo”
No entanto, a ficção futurística não é o mais importante na história. Trata-se basicamente de uma reflexão sobre a morte, o tempo, a eternidade, a imortalidade.
Jeffrey tem 30 anos, está desempregado, tem um caso com uma mulher separada do marido.
Seu pai, Ross, de 64 anos, abandonou a mãe de Jeffrey quando ele tinha 13 anos.
“Por que meu pai se separou de minha mãe? Nenhum dos dois jamais me disse”
Ross casou-se de novo com Artis, uma antropóloga.
No início da história, Ross é um homem muito rico.
“Meu pai era um homem moldado pelo dinheiro”
Aplicou parte da sua fortuna num empreendimento chamado Convergência. A sede do grupo era uma enorme construção no Quirguistão, onde funcionava o centro de criogenia.
Ross chama Artis e pede que ele o acompanhe à sede da Convergência, onde Artis terá seu corpo congelado. Ela sofria com a esclerose múltipla e decidiu que preferia se submeter à criogenia a continuar sofrendo com as complicações da doença.
O que Jeffrey não esperava é que seu pai também decidira passar pelo mesmo processo, embora ainda tivesse boa saúde e uma fortuna considerável. Ele simplesmente não conseguiria continuar vivendo sem Artis.
A segunda parte do livro se passa dois anos após a suspensão criogênica de Artis.
Os personagens Jeffrey, Ross e Artis, cada um faz suas próprias reflexões sobre as incertezas da vida após a morte.
“Quem eu vou ser ao redespertar? Minha alma vai sair do corpo e migrar para um outro corpo em algum lugar? ”
O autor não faz elogios ou críticas a nenhuma crença ou religião. Apenas faz com que seus personagens transmitam a angústia que, em algum momento, atinge a todos nós.
“Estar pronto para morrer não implica estar disposto a desaparecer”
A leitura não corre de maneira simples, ao contrário, é um pouco difícil e com um toque de filosofia.
Conclusão: Muito bom para se ler sem pressa.
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