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50 PRINCIPAIS AVALIADORESem 6 de março de 2018
Fazer uma análise ou resenha de Moby Dick é muito complicado, devido, obviamente, à complexidade da própria obra. Sim, pois esta não é apenas uma estória sobre vingança - apesar de poder ser lida assim. É uma história sobre a natureza humana encerrada sob as mais diversas facetas.
A obstinação do capitão Ahab em destruir Moby Dick, pode ser vista como uma alegoria da tentativa do homem de se libertar da sua condição humana: frágil e mortal. Trata-se de forjar seu próprio destino e se debelar contra um Deus que o abandonou. Seria uma tentativa de se libertar de Deus e nesse ponto o leviatã assume o simbolismo de divindade; nadando nas profundezas desconhecidas do oceano, ignorando os anseios da humanidade. Além disso, Melville faz inúmeras descrições acerca da baleia, cientifica, filosófica e artisticamente. Mas toda sua explanação, indiretamente, mostra que o conhecimento humano é limitado, incompleto, e se assumirmos que o leviatã é o Deus, então por mais que nos esforcemos, muito pouco conhecemos a seu respeito.
Com relação às descrições, essa é uma parte que merece destaque. As primeiras páginas do livro mostra Ishmael, o narrador, em busca de um navio para embarcar, sendo uma leitura muito dinâmica e prazerosa. Após o Pequod (navio) zarpar a narrativa começa a ficar entremeada por capítulos inteiros sobre descrições; descrições a respeito dos mais diversos tópicos relacionados às baleias e aos baleeiros. Esses capítulos descritivos quebram muito o ritmo da narrativa, e no início achei-os entediantes, tinha vontade de ver como a história ia prosseguir e não saber sobre o tamanho da cauda de cada tipo de baleia. Foi então que percebi que esses capítulos eram partes fundamentais do texto, não só, como já explanei acima, por limitar o conhecimento do leviatã e alegoricamente o de Deus, como pelo seu conteúdo metafísico. Em várias partes destes capítulos, Melville interrompe a descrição para fazer analogias, bastante filosóficas a respeito da natureza humana:
“... julgo que esta elevação das barbatanas do cachalote oferece provavelmente o mais grandioso espetáculo que se pode contemplar na natureza animada... Da mesma maneira, em sonhos, vi o majestoso Satanás estender para frente, do Báltico chamejante inferno, a sua colossal garra atormentada. Porém, para a contemplação de tais cenas, tudo depende do estado do espírito em quem se encontra a pessoa; em estado dantesco, avistará o demônio, mas se se encontra no humor de Isaías, verá arcanjos.”
Outro ponto que merece destaque é o nome do narrador Ishmael (Ismael) que foi o primogênito de Abraão com uma escrava egípcia, mas que foi abandonado por seu pai, após Sara, sua esposa, ficar grávida de Jacó. Logo, em Moby Dick, podemos usar o simbolismo bíblico e dizer que Ishamel é um filho abandonado pelo pai que erra pelo mundo, tentando talvez compreendê-lo ou ao menos conhecê-lo.
Contudo, tudo isso é apenas uma pequena parte da obra, apenas o que vi, como uma obra imortal, as interpretações possíveis são as mais variadas: é possível observar um romance que crítica o expansionismo americano e suas diversas questões sociais; ou ver na baleia uma forte referência à natureza, que o homem ao tentar destruí-la, será, implacavelmente, destruído por ela. Ou ver na obstinação de Ahab aliada ao seu totalitarismo a sua derrocada, sucumbindo e carregando tudo consigo, e nisso é possível traçar um paralelo com os regimes totalitários do século XX.
Por fim, queria fazer uma crítica à edição. A capa é maravilhosa, o papel e material de primeira qualidade, contudo, há inúmeros erros de grafias e pontuação no texto, o que compromete muito sua qualidade, aparentando que nem sequer houve uma revisão adequada.
“Ora, o comandante de Jonas... era um desses homens dotados de grande discernimento para descobrir um crime, mas cuja avareza os levam a acusar apenas os pobres. Neste mundo, companheiros, o pecado que paga pode viajar livremente e sem passaporte, ao passo que a virtude, se é pobre, será detida em todas as fronteiras.”
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em 21 de março de 2018
A amazon entregou antes do prazo previsto e essas novas publicações de clássicos pela Nova Fronteira editora parece muito promissora. Edições bonitas e bem acabadas, boas traduções e titulos bem escolhidos.
Nesta edição de Moby Dick só ficou faltando um prefácio de algum professor de literatura contextualizando a obra para auxiliar a leitura de um livro que é bastante complexo.
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em 17 de fevereiro de 2018
A qualidade do produto é boa, é o original de Moby Dick na língua inglesa. Acontece que ainda que seja um clássico, o livro possui algumas falhas, como a monotonia da primeira parte e a incoerência permeada em considerável quantidade de partes.
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em 10 de janeiro de 2018
Não imaginei que me surpreenderia tanto com a história das baleias, forma de extração do óleo e muitas outras informações que me foram e são úteis para ampliação de conhecimentos.
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em 10 de abril de 2018
O livro em si e a história me agradaram muito. Lindo acabamento e chegou no dia certo, sem nenhum problema. Vale a pena.
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50 PRINCIPAIS AVALIADORESem 10 de setembro de 2017
Esta magnífica obra de Melville nos relega variada gama de emoções, através de personagens incrivelmente construídos, “os soldados da guerra contra a baleia” e principalmente do impiedoso Capitão Aheb na volta ao mundo em perseguição ao seu algoz.
Em análise mais reflexiva, podemos traçar, com este livro, um paralelo com o que queremos, o que buscamos em nossas próprias vidas, além de dar margens para diversas outas interpretações como muitos outras pessoas já o fizeram.
No entanto, sobre a história em si, não é realmente possível distinguir quem é o vilão e quem é o herói. A conclusão deste livro é coisa épica, creio que o melhor final que já li. A poética na descrição de sentimentos denota a imensa habilidade do autor desta obra.
Linda edição, valeu cada centavo, excelente aquisição e leitura.
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em 8 de janeiro de 2018
Embora o conteúdo seja FANTÁSTICO, o livro veio com defeito em algumas paginas, uma quase ilegível.
Infelizmente já fiz anotações em varias paginas só fui ver essa que estava no final do livro.
Mas o livro em si é lindo.
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em 30 de julho de 2017
Nunca li o livro oroginal, porém essa graphic novel me deixou doida para conhecê-lo! Os desenhos do Chabouté são maravilhosos, trabalho primordial em P&B.
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em 17 de julho de 2017
Encadernação perfeita para uma obra formidável, uma obra que podemos sem sombra de dúvida considerar como justa sua posição entre as mais importantes da literatura mundial. Com um texto intrigante cheio de informações que para muitos pode ser enfadonho, uma vez que o escritor trata de deixar seu leitor informado sobre técnicas e termos marítimos, mas para leitores como eu que não fazem a menor ideia de como funcionava os baleiros da época torna a estori mais plausível e a interessante.
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em 12 de janeiro de 2018
This edition is unreadable. Don't waste your time. Missing letters and words all over the place. I don't really know why this is still allowed on Amazon.
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