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Avaliação de clientes

5,0 de 5 estrelas
11
História da riqueza no Brasil
Formato: eBook Kindle|Alterar
Preço:R$47,49

em 26 de novembro de 2017
A história do brasil é recontada através de um novo olhar. Baseado nas últimas descobertas e estudos multidisciplinares, Jorge Caldeira dá voz aos nossos antepassados como nunca antes. Um clássico.
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em 9 de janeiro de 2018
Livro maravilhoso. Leitura obrigatória para qualquer um que deseje compreender o País em que vivemos. Jorge Caldeira sempre nos presenteando com grandes surpresas.
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em 8 de fevereiro de 2018
Ótimo livro! Um resumo dos maiores acontecimentos econômicos no país historicamente. Recomendo a aquisição, pois é um ótimo livro. Recomendo!
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em 11 de fevereiro de 2018
A formação acadêmica, a experiência, determinação e capricho do autor produziram um excelente livro, indispensável para quem se interessa pelo Brasil.
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em 30 de outubro de 2017
Nasce um clássico. E como é gratificante ter contato com um livro como esse de Jorge Caldeira num momento tão chave para a história de nossa jovem democracia. Ainda não concluí a minha leitura, mas estou tão impressionada com a qualidade e robustez do trabalho do autor que me arrisco a recomendá-lo a todos os leitores que estejam dispostos a conhecer mais profundamente as raízes do nosso país.
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100 PRINCIPAIS AVALIADORESem 13 de janeiro de 2018
Genial o livro do Jorge Caldeira, com uma ordem cronológica muito bem montada nos descreve como o Brasil se formou na ordem econômica. Destrói com clareza alguns mitos, como por exemplo que o nosso povo não é empreendedor, e não produziu riqueza antes do Império. O livro comprova, muito bem por sinal, que em todos os momentos que o governo não atrapalhou o País cresceu muito, por isto a economia antes do império também era pujante. E toda a tentativa de dar mais força ao governo desde o império, foram as principais mazelas que o nosso País passou. Leitura obrigatória.
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500 PRINCIPAIS AVALIADORESem 5 de janeiro de 2018
Caldeira nos trás uma revisão da história econômica brasileira e consequentemente de toda a história/sociologia, utilizando-se de ferramentais modernos de análise (modelos estatísticos e interdisciplinares: economia e antropologia) que derruba quase toda a historiografia produzida até hoje. Diria que existe uma história antes de Caldeira e outra pós. O autor, como jornalista que é, oferece um tema complexo de maneira bem didática e para o grande público. Para os estudiosos, creio que ele poderia ter feito um anexo com os dados e como chegou até eles. Obra-prima. Podem comprar e usar como referência.
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500 PRINCIPAIS AVALIADORESem 6 de dezembro de 2017
Em célebre passagem de sua História do Brasil, frei Vicente do Salvador lamentava que a “largura que a terra do Brasil tem para o sertão” não fosse aproveitada pelos portugueses, que se contentavam em “andar arranhando ao longo do mar como caranguejos”.

Não é que as terras além do litoral fossem desabitadas. Era a “política de segredo” dos portugueses que impedia que se falasse delas e que se reconhecesse a intensa vida cultural e comercial que os moradores da colônia haviam construído no vasto território que viria a constituir o Brasil; uma política de isolamento que também obstou à alfabetização, à universidade e à imprensa durante séculos no país em formação. Mas distantes dos caranguejos metropolitanos, os moradores da colônia formaram, de baixo para cima, apoiados nos costumes e nas alianças, uma sociedade economicamente forte e organizada de maneira mais democrática que aquela do Antigo Regime português. Essa sociedade dinâmica, nascida de alianças entre europeus e Tupi-Guarani e caracterizada por empreendedorismo, direito consuetudinário e eleições locais, é o objeto do livro de Jorge Caldeira.

Na antropologia o autor encontra o elemento aglutinador fundamental dessa sociedade: o costume dos Tupi-Guarani de acolher o outro, o diferente, por meio do casamento, prática que se incorporou na cultura brasileira. Essa aliança pelo casamento fundamentava trocas que, argumenta o autor, moviam um mercado interno dinâmico capaz de gerar excedentes. A existência e a relevância de um mercado interno constituído nessas bases explicariam por que a economia da colônia em poucos séculos suplantou a da metrópole, fato que o autor busca demonstrar por meio dos estudos quantitativos ou econométricos. Um aspecto particularmente curioso é que a força desse mercado interno parece ter garantido o crescimento da economia da colônia mesmo nos períodos de declínio dos segmentos mais atrelados à exploração da metrópole, como no final do século XVIII com o declínio da economia do ouro (loc. 2481). E isso apesar de os brasileiros precisarem “pagar muito mais impostos do que aquilo que recebiam como serviços ou investimentos do governo metropolitano” (loc. 2469), que gastava o ouro extraído do Brasil com o Estado corporativo português, na base dos “direitos adquiridos” e do “dando a cada um o que é seu” (loc. 2376-2383).

Nisso está outro ponto de enorme interesse na obra. De fato, não são apenas a antropologia e a econometria que enriquecem a análise de Jorge Caldeira. Outro aspecto fascinante é mais propriamente jurídico ou jurídico-político. O autor distingue essa realidade sertaneja, embasada em costumes e adaptações peculiares de partes das Ordenações do Reino, da sociedade corporativa do Antigo Regime representada pelo governo central. A primeira, mais igualitária, não reconhece a ideia de direitos adquiridos e desenvolve muito cedo o hábito de articular suas diferenças por meio de eleições locais. Já a segunda, centrada na metrópole, organiza-se pelas ordenações do Reino, a lei escrita do caranguejo, com o rei figurando como cabeça de um corpo político em que cada qual tem seu lugar definido e em que os privilégios de diferentes classes são garantidos pela noção de “direito adquirido”.

O traço do corporativismo persiste na esfera central ao longo da história brasileira para além dos períodos da colônia e do império, indo parar até mesmo na chamada Constituição cidadã de 1988, caracterizada pela dualidade entre normas iluministas gerais e particularismos corporativos, como explica o autor: “Criou-se assim uma ambiguidade estrutural. Há normas gerais, segundo a tradição iluminista, mas também enorme quantidade de normas que definem tutelas do governo sobre determinadas atividades, além de um número ainda maior de normas que regulamentam interesses particulares” (loc. 10202). E conclui: “O ideal de legislar para “fazer justiça” – e pensar tal “justiça” caso a caso, em cada parte do corpo – acabou sendo mais presente no texto da nova Constituição do que as instruções de como achar os meios para alcançar esses fins” (loc. 10215). Ainda que a cabeça do rei tenha sido substituída por princípios constitucionais, o corporativismo continuaria a seguir os nossos passos, como um caranguejo teimoso.

Fazendo um contrapeso a esse corporativismo, o dinamismo sertanejo tampouco se extinguiu com o fim da colônia ou, ainda, do império. Um dos pontos mais interessantes da obra para mim é aquele referente à República Velha, abordada de uma maneira bem diferente daquela com que nos acostumamos desde os tempos da escola. O autor argumenta que, na contramão do mundo ocidental que se industrializava, o Brasil ficou com o PIB per capita estagnado ao longo de todo o período do império, desperdiçando as chances de crescimento abertas no século XIX. Entretanto, e esse é o ponto crucial, na República reverte-se essa tendência e se assiste a um crescimento econômico vigoroso e duradouro que, com exceção do período de Campos Sales, persiste ao longo de toda a primeira época republicana (loc. 8969 e 8976). De fato, o autor argumenta que, no período abrangido pela República Velha, o Brasil foi um dos países que mais cresceu e isso no contexto de uma “dinâmica interna ainda mais acelerada que a externa” (loc. 8989). E o que provavelmente será uma surpresa para muitos, alguns dos personagens desse período que ganham destaque positivo na obra passam despercebidos em muitos manuais de História. Um exemplo é Prudente de Morais, o presidente “ensacador de demônios” que “tinha o costume da democracia” (loc. 5829) e que, em vez de concentrar poder, “abriu mão dele” mesmo em um período de enorme tensão. Entre outras coisas, diz-nos Caldeira, ele “suspendeu o estado de sítio em todo o país”, “mandou soltar todos os prisioneiros sem processo”, “trouxe de volta os exilados como Rui Barbosa”, “acabou com a censura à imprensa” e “deu um sinal claro de que as regras do mandato e da eleição valeriam também para os estados” (loc. 5857-5863). Note-se que, para o autor, a expressão “costume da democracia” também se refere àqueles hábitos sertanejos mais democráticos que governaram a vida local desde o século XVI, em contraposição à lógica do Antigo Regime. Os decretos de Rui Barbosa como Ministro da Fazenda de Deodoro da Fonseca também são avaliados positivamente: “cada decreto mudava um mundo”, diz-nos autor, e enfim o “Estado deixava de considerar uma ameaça o detentor de poupança que tinha a intenção de investir” (loc. 5271 e 5277).

O caranguejo centralizador, porém, não se deixa debelar facilmente. O período do regime militar de 1964 aparece possivelmente como o mais negativo entre todos aqueles abordados pelo autor, talvez até pior do que a fase do império. Centralizador, paternalista e estatizante em uma época na qual o mundo se abria para o comércio e disso tirava suas vantagens, o regime não avaliou corretamente a conjuntura econômica mundial e quebrou o país, atirando-o numa espiral de dívida, inflação, desigualdade e atraso com cujas consequências os brasileiros lidam até hoje. Importante observar que o autor não aborda essa questão como um dualismo de “intervencionismo vs. liberalismo”. Atento aos números, ele observa que houve momentos, como no primeiro Vargas, em que a intervenção estatal mais forte parece ter funcionado e, de qualquer modo, ainda era muito tímida perto do que se fez depois. O que transparece na obra é que o tipo de intervenção e o grau e contexto em que ela é feita importam muito.

Em certo sentido, o livro é inesgotável porque está embasado em ideias muito ricas com as quais o autor nos interpreta: é uma "história utilizável", ou seja, uma narrativa de formação passível de apropriação pelos interesses presentes, mas sem deixar de lado o rigor empírico. A obra, que a meu ver recupera alguns temas que remontam a Capistrano de Abreu, é assim um esforço de interpretação do Brasil digno dos clássicos, os quais, aliás, o autor procura emendar com notável originalidade, falando para o nosso tempo e colocando outros problemas. Não se trata de engendrar, no entanto, uma nova personificação do caráter nacional, uma espécie de “homem empreendedor” que possa substituir o “homem cordial”. O que Jorge Caldeira parece revelar são traços - ainda hoje discerníveis - de uma formação social muito peculiar e resistente que se caracteriza por enorme complexidade e ambiguidade.

O autor procura complicar os esquemas de interpretação da nossa história para melhor iluminá-la, e o faz na prosa cristalina e cativante de quem tem o dom de escritor. Sem dúvida, um dos melhores livros que li nos últimos anos.
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em 5 de janeiro de 2018
Creio que é o lançamento mais importante do século no Brasil, a obra de Jorge Caldeira impressiona pela contundência e inteligência e capacidade de formulação e pesquisa.
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em 10 de dezembro de 2017
Uma análise atual e revisada conforme os últimos estudos econométricos, uma visão melhorada em relação a clássicos da metade do século 20, os quais já tinha lido. Excelente explanação em uma linguagem leve e cativante. Recomendo.
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