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Avaliação de clientes

4,5 de 5 estrelas
15
Nossa Cultura... Ou o que Restou Dela
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em 24 de março de 2017
Essencial para entender a degradação moral que vivemos hoje na era do ressentimento. Destaque para o texto sobre Princesa Diana e o sentimentalismo exacerbado.
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em 26 de agosto de 2016
Theodore Dalrymple, pseudônimo de Anthony Daniels, é um psiquiatra inglês de 67 anos com larga experiência clínica em prisões e hospitais de diversos países. Suas ideias, consideradas conservadoras, partem da crítica aos círculos intelectuais que minimizam a responsabilidade individual e assim desumanizam as pessoas, contribuindo para a formação, em vários países, de uma subclasse afligida pela violência endêmica, pela criminalidade, pela dependência do Estado e pelo abuso de drogas. Dalrymple publicou alguns livros, todos inéditos no Brasil, que vêm dando o que falar. Mais recentemente li Life at the Bottom (2003). A seguir, um pequeno resumo das principais ideias ali expostas:

Para Dalrymple, o comportamento humano não pode ser explicado se não for correlacionado aos significados e intenções que as pessoas conferem aos seus próprios atos. Para ele, as pessoas podem ser divididas em dois grupos: aquelas que se responsabilizam pelo que fazem e aquelas, os pobres coitados, que externalizam a responsabilidade – e a culpa – por suas ações, transferindo toda a cadeia de causalidade a outras pessoas ou circunstâncias. Todos transitamos pelos dois extremos: a diferença é de grau.

Esse segundo grupo de pessoas coloca-se no lugar de meras vítimas de forças sociológicas e econômicas poderosas e ocultas. Ocultas? Não tanto. Os intelectuais e acadêmicos dos últimos cento e cinquenta anos puseram-se a serviço de desvendar essas forças, criando uma dicotomia sociológica que fortaleceu aquela divisão entre as pessoas e a transmutou, separando aqueles que se encaixam na categoria de homens dos que, bem, não são tão humanos assim.

Tamanha condescendência serviu a seu propósito: muitas pessoas começaram a sentir-se, bem, menos humanas. A racionalização de atitudes tornou-se disseminada. Afinal, justificativas “científicas” de cunho sociológico, econômico e psicológico agora passaram a existir. Livres de constrangimentos que operaram durante séculos, esta casta não-humana agora pode dar-se a realizar abortos via Kung Fu; a espancar esposas e abandonar seus filhos; a cometer todo tipo de violência contra o indivíduo e contra a sociedade; a tornar-se ainda menos humana através de drogas e, assim, tornar ainda mais “justificáveis” seus atos. A explicação, cada vez mais, passou a confundir-se com a justificativa.

O relativismo moral, cultural e intelectual engendrado pela academia permeou toda a sociedade e fez nascer o indivíduo relativo, sem certezas, sem opiniões e sem responsabilidade pelos próprios atos. Mas no momento em que a educação se torna relativizada acontece o pior: o indivíduo se torna prisioneiro das condições sociais em que nasceu. O relativismo educacional e lingüístico transformou uma classe social em uma casta fechada, selada, imobilizável. Mas esta é a intenção de alguns intelectuais, ansiosos por manter suas posições acadêmicas e que não deixam de esforçar-se por deixar transparecer a seus pares sua visão ampla e “democrática” de mundo.

“Vítimas” das diversas externalidades, esta casta pode o que os “humanos” não podem: transgressões normalmente não toleradas aos demais cidadãos são vistas com lentes mais nebulosas e condescendentes do que para com aqueles: pequenos furtos são tolerados, assim como a vandalização de bens públicos e a ocupação dos mesmos. A violência de sua parte é vista como uma válvula de escape perfeitamente aceitável. Afinal, por que vitimizar essas "pessoas" ainda mais? Excluem-se os “não humanos” das regras feitas apenas para os “humanos”, os únicos que as podem compreender e que, ao mesmo tempo, pós-modernamente se contêm ao fazer julgamentos morais sobre aqueles que julgam estarem aquém da condição de humanos.

Para que, diriam os intelectuais da esquerda, abandonar a nossa weltanschauung? Deixem os milhões de pobres coitados, atores e vítimas da violência, sofrerem, desde que nosso senso de superioridade moral permaneça intocado, assim como a visão de mundo predominante, criada por nós. A liberdade, para eles, está no que deveria ser, e não o que é; está na cabeça das pessoas, não nas suas atitudes. Acreditando, como Rousseau, na pureza original da alma humana, esses intelectuais não atribuem a essa mesma alma o que só uma natureza humana não tão pura assim (a real) sempre acaba por deixar transparecer.

Minha nota pessoal: muito duro? Talvez. Mas não demais, nestes tempos. A esquerda, utópica, desconsidera a natureza humana, ou a relativiza. A cada um de nós cabe avaliar as situações, dentro dos parâmetros da ética, e tomar decisões. A virtude como ideal está em transformar em atitudes apenas as decisões certas, o que infelizmente apenas poderá ser verificado a posteriori. No final, a última palavra e a última atitude são sempre nossas. Mas por que com o eventual preço a ser pago por elas deveria ser diferente? No responsibility, no freedom.
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em 22 de janeiro de 2017
Em "Nossa Cultura... ou o que estou dela", temos mais uma coletânea de ensaios de Theodore Dalrymple, pseudônimo do médico psiquiatra britânico Anthony Daniels. Como o título sugere, o foco dos textos é a cultura e a percepção de decadência que o autor possui em relação à ela.
Já havia lido outro título dele, como "Vida na Sarjeta", e alguns textos são muito similares, especialmente quando de alguma maneira mostra parte do cotidiano da população de baixa renda da Inglaterra. No entanto é possível com mais clareza ver algo que já era evidente no outro título, que é a bagagem cultural e literária do autor. Em alguns ensaios, Dalrymple disseca clássicos da literatura, de Shakespeare a Aleksandr Solzhenitsyn, transpondo suas impressões e interpretações diretamente para a realidade à sua volta.
Em muitos aspectos, ler outro livro de coletânea dele é um pouco repetitivo. O desprezo que ele sente pelos intelectuais, sua lamentação pela decadência da cultura na Inglaterra, a persistência em mostrar que a população se deixou ser tutelada por um governo completamente incapaz, tudo está lá. No entanto a riqueza dos relatos, experiências, a qualidade da escrita e as conclusões que o autor nos oferece são extraordinárias.
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em 26 de agosto de 2016
Coletânea de ensaios do autor, sobre o valor da cultura clássica inglesa, sobre as obras de diversos autores ingleses e outros autores relevantes que contaram a história passada e recente. Também expressa os pensamentos do autor sobre o que hoje é considerado cultura e arte, e os descaminhos delas decorrentes. Dalrymple, acima de tudo, nos faz pensar. Podemos discordar de suas idéias e conceitos, mas penso que o devemos respeitar pela autenticidade e experiência de vida. Não passamos incólumes por ele, com certeza. Desde que o descobri, já li outros dois livros dele e já encomendei o quarto.
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em 2 de março de 2016
É ainda mais desconcertante (se é que isto é possível) do que "A Vida na Sarjeta". É tão incrível que arrebata o leitor com uma sensação de libertação e esclarecimento ao mesmo tempo em que te provoca um profundo mal-estar. Recomendo especialmente aos amigos liberais e libertários especialmente aos que tiveram uma formação literária lendo somente os clássicos como Mises, Hayek, Rothbard e afins. Dalrymple convulsiona nosso sistema de crenças apenas com raiz ideológico-doutrinárias. Quanto aos esquerdistas, se lerem Dalrymple terão um colapso mental.
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50 PRINCIPAIS AVALIADORESem 28 de agosto de 2017
O autor é um ensaísta consagrado, dedicado especialmente ao tema da (decadência da) cultura ocidental e aos riscos que isso implica. É, não por acaso - dado meu particular interesse por sua obra -, simplesmente meu tema favorito para leituras aleatórias.

Nesta obra, fala-se sobre a impactante degradação moral provocada pela panaceia do politicamente correto e, em especial, sobre o efeito deletério do 'Welfare State' (o Estado Assistencialista ou de Bem-Estar Social) sobre as personalidades humanas e, portanto, sobre as regras de coesão social que justificaram o florescimento e a pujança de nossa cultura. Há artigos sobre a obstinação de acusação de racismo e o efeito disso nos sensos de moralidade (o medo de ser acusado de racista impede que pessoas denunciem crimes); artigo sobre a islamização da Inglaterra a partir da chegada de imigrantes que não aceitam incorporar-se ao 'ethos' cultural que os recebe, mas, ao revés, buscam a destruição dessa mesma cultura para a instalação, em solo estrangeiro, das precisas condições que justificaram sua saída; a absurda violência nos subúrbios de Paris e a fraqueza moral da sociedade francesa para combatê-la, sobretudo pela sensibilidade excessiva para com o tema dos refugiados africanos; a patologia inerente aos pensadores - engenheiros sociais - que, crendo em sociedades utópicas construídas a partir de ideias abstratas, terminam contribuindo para o estado de distopia vivenciado; entre muitos, muitos outros temas.

É um colírio em tempos de imbecilização coletiva. Imprescindível!

OBS: Li o livro "Our Culture, What's Left of It", em versão Kindle e idioma original.
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500 PRINCIPAIS AVALIADORESem 18 de janeiro de 2017
Reunindo uma vasta experiência como médico psiquiatra com destacada atuação em hospitais localizados nos bairros da underclass inglesa, uma rica trajetória de vida (o autor já peregrinou por diversos países do globo, sujeitos a diversos tipos de regimes políticos e níveis de abertura política e desenvolvimento econômico e sócio-cultural), bem como uma arguta e perspicaz observação do comportamento humano, bem como dos malefícios que a cultura de massas, da vitimização, do politicamente correto e do Estado-Babá provocam na vida de uma sociedade, Theodore Dalrymple se tornou uma importante referência intelectual e do pensamento livre contemporânea, ideal para aqueles que desejam se livrar do jugo do pensamento único, tão sentido no Brasil dos tempos recentes.
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50 PRINCIPAIS AVALIADORESem 16 de julho de 2015
O livro é composto de artigos que variam entre 10 e 20 páginas, de diferentes temas. Trata-se na obra tanto de Shakespeare como Virginia Woolf, o Mal e a corrupção, o sexo e a infância, entre muitos outros assuntos. A variedade de temas é reflexo tanto de uma grande capacidade de análise e reflexão social, como resultado de uma grande erudição. Anthony Daniels (nome verdadeiro do autor) é um médico atuante em periferias tanto da Inglaterra como do chamado terceiro mundo, e arroga para si a posição de observador um tanto privilegiado dos resultados dos experimentos sociais da intelectualidade do século XX. Este é o mote de grande parte do livro. Dalrymple rastreia as causas dos fenômenos sociais bem no foco onde se originam: as academias, as universidades e a intelectualidade em geral. A tese central do autor é que as ideias que se produzem em tais espaços tem consequências diretas na organização social, atingindo em cheio e sem piedade as populações mais expostas. Desta forma, Dalrymple articula a realidade em que convive há mais de quarenta anos nas clínicas que trabalhou, com aquilo que lê da "parte alta" da sociedade. Weaver está certo: as ideias têm, realmente, consequências, e Dalrymple mostra, a partir das últimas, a concepção e difusão das primeiras. Para não deixar de ser repetitivo, digo que este livro é indispensável. As razões são muitas, mas vou ficar em uma só. No Brasil, os cientistas e analistas sociais são (quase) todos mentirosos compulsivos e manipuladores de dados. Eles estão empenhados em executar (veja bem, executar) as ideias (aquelas que tem consequências), e para isso declaram fartamente o sucesso do politicamente correto, das ideologias esquerdistas (ou esquerdopatas?), as desgraças do passado e da glória do presente que luta contra a opressão moralista da religião e a opressão do capitalismo. Desta feita, não são analistas, mas atuam como trabalhadores/executores das ideias geradas em mentes do "primeiro mundo". Em "Nossa cultura..." o autor nos permite ver as transformações desde sua fonte até suas consequências, transformando o livro numa vacina contra os parteiros de um mundo utópico e insensível às consequências desgraçadas que um século de socialismos infantis trouxeram. E mesmo você, que é um mamador de tetas do estado petista, ou acadêmico imbecil de algum CA obscuro e desnecessário (achando que você trará, como um profeta, uma espécie de revolução social cuja origem desconhece), também deveria ler este livro. O "pensamento conservador", que para os esquerdistas em geral não passa de uma mera deformidade gerada por suas mentes deformadas, é composto por autores como o deste livro (v. também Scruton, Carvalho, Chesterton, Smith, entre outros). Para poder criticar, conhecer, xingar, amar, é preciso, primeiro, ler.
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500 PRINCIPAIS AVALIADORESem 5 de janeiro de 2016
Comecei a leitura do novo livro de Dalrymple¹, publicado no Brasil, e, ao que tudo indica, é outra bordoada na sociedade pós-moderna e francamente decadente do libertarianismo e relativismo.

Já no primeiro ensaio, cujo título é "A frivolidade do mal", o autor, com sua costumeira clareza, precisão, e acuidade da realidade, desenrola o novelo que levou a Grã-Bretanha à indigência moral, ética, e ao consequente aumento da criminalidade, da irresponsabilidade, e dos "prazeres" desregrados, sob os auspícios do Estado (o grande pai ou mãe, como queiram), causando o colapso social e o rebaixamento do homem aos níveis mais abissais de infelicidade e delírio, culminando com lares desfeitos, casamentos múltiplos, filhos abandonados, mulheres espancadas, roubos, furtos, assassinatos, drogas, insegurança, e um sem número de tragédias e enfermidades dentro de casa, mas estendidas para as ruas, escolas, e praticamente todos os locais públicos. Todos se tornam reféns do mal, e a solução apontada estaria na volta à alta cultura e aos valores tradicionais (leia-se tradição judaico/cristã). Sem eles, a baderna e o caos apenas se perpetuarão, atingindo níveis inimagináveis e insustentáveis ao convívio social.

A conclusão, não de Dalrymple mas minha, é de que esse ambiente é altamente favorável para a instalação de ditadura ou o totalitarismo de esquerda (comunismo). Pode ser que demore alguns anos ou décadas, mas não vejo outra "saída" diante do enfraquecimento cada vez maior do homem e seu declínio vertiginoso à imoralidade (o caos apenas hiperboliza essa mistura destrutiva).

A Bíblia ressalta uma doutrina verdadeira mas negligenciada e rejeitada pela maioria dos intelectuais, inclusive cristãos: a Depravação Total do Homem. E o que seria esse estado de coisas, presente não somente na atual Grã-Bretanha, mas em toda a Europa, EUA, e América Latina, que não seja algo inerente ao próprio homem, perdido em um mundo sem freios morais, e estimulado insistentemente pela "liberdade" humana de se autodestruir?

E qual seria o antídoto para isto?

Não restam dúvidas de que a observância, pelo indivíduo, dos princípios norteadores da fé cristã são capazes de trazer o homem à naturalidade (entendida não como uma volta ao Éden pré-Queda, mas a um mundo menos caótico e, até mesmo, perfeito dentro de uma perspectiva humana verdadeira, em um estado de pós-Queda), ao invés da artificialidade defendida pela ideologia e por uma falsa igualdade e justiça apregoada pelo iluminismo e da qual não conseguimos nos desvencilhar, mesmo séculos depois, revelando a própria essência do pecado e do mal em nossa insistência em não abandoná-la.

É evidente o homem ser multifacetado, coexistindo em sua natureza o "Imago Dei" (a imagem de Deus, ainda que difusa e debilitada pelo pecado) e a inserção do mal como um componente catalisador do pensamento, ações e desejos do homem natural, pós-Queda. Mas se há algo descortinado é a predisposição e o amor ao mal, e sua aceitação quase "pacifica" pela sociedade moderna, como um reflexo da própria desordem interna provocada pela negação de Deus e sua palavra como ordenadores e pacificadores verdadeiros da convulsão ocasionada pelo pecado. É como se pudéssemos traçar uma reta onde, nas extremidades, teríamos a obediência ao Evangelho, de um lado, e a desobediência a ele, do outro. À medida em que o homem aproxima-se da primeira, os efeitos do mal são minimizados, enquanto, ao dirigir-se para a segunda, os seus efeitos são maximizados. Se de um lado temos o caminhar para ordem, a realidade, e a verdade, do outro lado caminha-se para o caos, a ilusão, e a mentira.

A rejeição dos fundamentos da fé cristã pelo Ocidente, tornando-o em um mundo pós-cristão, está sintetizada na incompreensão do bem e do mal, confundindo-os de maneira tal que um assuma o lugar do outro na mente perturbada e doentia, consequência de um pensamento escravizado pela ideologia, onde os valores morais, tão caros à vida humana, são substituídos e aniquilados em favor de uma imoralidade e perversão práticas, atenuadas pela retórica falaciosa e psicótica de defesa da liberdade, dos direitos, da igualdade e da justiça, quando elas estão em constante ataque pelas ações revolucionárias, pelas rebeliões a suscitarem no homem apenas o ódio, a inveja, a cobiça, o despudor, fazendo-o declaradamente inimigo de Deus, ainda que ele se declare inocente. Como o profeta disse, sabiamente: "Aí dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo" (Isaías 5.20).

Mas nem mesmo a ideia de um mundo guiado pelos princípios cristãos podem erradicar o mal, pois o próprio fato da existência da Lei Divina, como um antídoto, pressupõe a existência do veneno, o pecado. Ter-se-ia um mundo muito melhor, como disse, perfeito dentro da própria composição humana pós-Queda, mas ainda assim distante da perfeição absoluta, um engenho somente possível por aquele que é perfeito, eterna e essencialmente: Deus; revelando-nos que o único governo capaz de atingir a expectativa de uma verdadeira paz é aquele a instalar-se após a Segunda Vinda do Senhor.
Ai daqueles que ao mal chamam bem, e ao bem, mal, que mudam as trevas em luz e a luz em trevas, que tornam doce o que é amargo, e amargo o que é doce!
Isaías 5:20
Ai daqueles que ao mal chamam bem, e ao bem, mal, que mudam as trevas em luz e a luz em trevas, que tornam doce o que é amargo, e amargo o que é doce!
Isaías 5:20
Ai daqueles que ao mal chamam bem, e ao bem, mal, que mudam as trevas em luz e a luz em trevas, que tornam doce o que é amargo, e amargo o que é doce!
Isaías 5:20

E essa é a "solução final", o Reino de Cristo, um reino onde os seus servos, aqueles eleitos antes da fundação do mundo, gozarão de paz, verdade, realidade e amor, posto não haver nada a contaminá-lo levando-o à disputa, à mentira, à utopia e ódio, já que o pecado não exercerá mais influência sobre ele, nem a morte, nem o medo, ou a dúvida, havendo apenas a certeza de que o bem triunfou definitiva, eterna, e exequivelmente.

Porém, voltando ao presente, enquanto a verdade for tratada como algo relativo e não absoluto, e a verdade substituída pelo idealismo mentiroso de um mundo e futuro possíveis pelas mãos e méritos humanos, as soluções aparentes somente serão paliativas, se muito, mas um estímulo poderoso a aumentar ainda mais a degradação e os efeitos maléficos dos dispares ideológicos.

Abaixo, transcreverei dois trechos do primeiro ensaio, uma pequena amostra do que virá nas próximas páginas. E é importante reconhecer o mérito do autor que, mesmo diante da linearidade quase absoluta do pensamento ocidental, através do viés marxista, a compreensão da realidade torna-o quase uma gota de água em meio ao deserto.

"Existe uma aliança ímpia entre a esquerda, que acredita que o homem é dotado de direitos sem deveres, e os libertários da direita, os quais acreditam que a escolha do consumidor é a resposta para todas as questões - uma ideia avidamente adotada pela esquerda, sobretudo naqueles setores nos quais não se aplica. Dessa forma, as pessoas se veem no direito de gerar crianças da forma como bem entenderem, e as crianças, certamente, têm o direito de não serem privadas de nada, ao menos nada no plano material. Já que homens e mulheres se associam e têm filhos, a criação desses últimos torna-se apenas uma questão de direito do consumidor, sem quaisquer grandes implicações morais, semelhante ao ato de escolher entre chocolate branco ou preto, e o Estado não pode discriminar entre formas distintas de associação e da criação dos menores, mesmo quando essa não discriminação é capaz de gerar o mesmo efeito que produziu a neutralidade anglo-francesa durante a Guerra Civil Espanhola".

Faço uma ressalva: penso que o autor ao definir "libertários de direita", quis referir-se àqueles homens cujo pensamento econômico está à direita, o chamado liberalismo, não se podendo, contudo, confundir direita com conservadorismo. O conservadorismo, ao qual o autor está incluído, vai muito além das posições apenas no campo econômico, pois ela trata também da tradição, ordem social, moral, ética, direitos e deveres, religiosidade, etc. Um libertário jamais é e será um conservador pois, para ele, como bem afirmou Dalrymple, tudo se resume à questão econômica e, por isso, no ponto de vista moral, ético e das tradições, ele apenas seja um pouco mais "radical e revolucionário" do que os marxistas ou esquerdistas. Ao meu ver, libertários são os marxistas que se recusam a serem chamados de tais. E para tornarem-se verdadeiramente conservadores precisam abandonar o libertarianismo, o relativismo moral, o materialismo e o ceticismo.

"O pecado original - isso quer dizer, o pecado de ter nascido com a inclinação ao mal, típica da natureza humana - sempre zombará das tentativas de se atingir a perfeição com base na manipulação do meio social. A prevenção ao mal sempre requererá muito mais do que arranjos sociais; exigirá, para sempre, o autocontrole pessoal e uma limitação consciente dos desejos" (pg. 61).

O que Dalrymple percebeu é a impossibilidade do homem de se autocontrolar, limitando os seus desejos, sem haver absolutos morais, éticos e religiosos. Sem os parâmetros divinos, os quais o homem moderno insistentemente nega, a própria existência de autocontrole não tem sentido, nem pode ser buscada efetivamente. Tendo-se, em contrapartida, a concorrência do desregramento, dos desejos incontroláveis, e da permissividade como regra de vida e convivência social.

E assim, em doses homeopáticas, o homem administra-se a si mesmo o veneno da frivolidade do mal.
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em 19 de maio de 2015
Considerei seu livro "A Vida na Sarjeta" fundamental para o entendimento de diversos problemas atuais. Esperava muito mais deste novo título, mas senti que foi uma reedição dos temas tratados e que acrescentou pouco às idéias já discutidas no primeiro.
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