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Avaliação de clientes

4,9 de 5 estrelas
12
Romeu e Julieta
Formato: eBook Kindle|Alterar
Preço:R$1,99

10 PRINCIPAIS AVALIADORESem 14 de maio de 2017
Traduções: Qual é a melhor versão de “Romeu e Julieta” em português? Abaixo, separei um trecho vital da peça – a fala de Julieta sobre seu voto de amor a Romeu – em quatro versões diferentes, para que o leitor julgue qual é a mais adequada a seu gosto.

Décio Pignatari (poeta)
Para ser franca, para dar de novo/ Mas nada quero além do que já tenho/ Generosidade sem fim, um mar/sem fundo, assim é o meu amor; mais dera/mais ganhara – até o fim do mundo!

Carlos Alberto Nunes (tradutor também de Homero)
Porque. Mais generosa/de novo to ofertasse. No entretanto/não quero nada, afora o que possuo/ Minha bondade é como o mar: sem fim/ e tão funda quanto ele. Posso dar-te/ sem medida, que muito mais me sobra:/ambos são infinitos.

Barbara Heliodora (tradutora – especialista em Shakespeare)
Só para ser franca e dá-lo novamente/Eu só anseio pelo que já tenho/ Minha afeição é como um mar sem fim/Meu amor tão profundo: mas eu dou/Mais tenho, pois são ambos infinitos.

José Francisco Botelho (Edição mais recente do mercado, lançada pela Penguin)
Apenas para dá-lo novamente/Porém, desejo aquilo que já tenho/Meu espírito é vasto como o mar/E o meu amor, ainda mais profundo/Quanto mais eu te der, mais eu terei/Pois espírito e amor são infinitos.

Sobre a cena acima, Hazlitt escreve: “Shakespeare não fundamenta a paixão dos dois amantes em prazeres já consumados, mas nos prazeres “ainda” por consumar. “Romeu e Julieta” é a primeira tragédia, no sentido estrito do termo, de Shakespeare. Na tragédia o indivíduo não está reconciliado com o universo, e o seu símbolo de oposição é a morte. A Morte é desde logo rival de Romeu e, finalmente, conquista Julieta, desfecho digno para amantes que correm ao encontro do próprio fim. Os gregos diziam que pessoas em situações extraordinárias são extraordinárias. Existem, no entanto, poucas indicações na peça que Romeu e Julieta querem a morte. Nas tragédias antigas o universo recusa-se a fazer a reconciliação, e vem-nos à mente a prece concisa de Julieta: “Sê volúvel, fortuna”. Shakespeare abstém-se de atribuir culpa, seja à geração dos pais dos amantes, seja aos próprios amantes, seja ao destino, ao tempo, à sorte, aos astros. A chance de o amor triunfar é muito pequena, conforme percebe Romeu na canção da madrugada: “A luz? A escuridão apavorante”. Tudo está contra o casal, incluindo a natureza. O sexual se torna erótico na peça ao ser invadido pela sombra da morte, e Shakespeare tinha plena consciência disso. Na tradição literária há sempre obstáculos para o amor. Para um “intoxicante” amor romântico permanecer efetivo é essencial que o relacionamento não se transforme em alguma outra coisa, não decline para uma amizade ou casamento, e não tenha laços estreitos com a comunidade. Alguma coisa deve existir entre os amantes que impeça a união; por exemplo, um deles seja casado (Anna Karenina e Madame Bovary), um feudo familiar (Conto do Cavaleiro, Chaucer), barreira de raça (Otelo), ou religião (A Letra Escarlate), e caso não haja barreira, os amantes devem arrumar uma. O propósito do obstáculo é claro: o desejo é intensificado ao impedir sua realização, conforme Freud e Schopenhauer revelaram em seus ensaios. Assim, quando o obstáculo que os amantes enfrentam for insuperável, a união só é possível por meio da morte. Este é o segredo, o mistério “religioso” do Amor Romântico, o mistério que é aqui representado pelo suicídio do casal. Romeu e Julieta declaram em seus suicídios: “Não há nenhum motivo para viver”, que é diferente de um mártir que diz – “Há um motivo para eu morrer”. Romeu e Julieta se divinizaram. Caso eles tivessem se tornado um casal não haveria mais discursos maravilhosos - e outras coisas mais. As tarefas reais da vida começariam, algo que a arte parece ter pouco a dizer, conforme escreve o filósofo Kierkegaard em seu livro “Ou-Ou, Um Fragmento de Vida”. Romeu e Julieta por serem idólatras um do outro, acabam cometendo o suicídio. Enfim, a popularidade da peça, que, nos dias de hoje, alcança uma intensidade mítica, é perfeitamente justificável, pois a peça constitui a maior e mais convincente celebração do amor romântico da literatura ocidental. Encerro a resenha com uma pérola: “O que há num nome? O que chamamos rosa não cheiraria tão doce em outro nome?”. Boa leitura!
23 pessoas acharam isso útil
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500 PRINCIPAIS AVALIADORESem 18 de maio de 2017
A tragédia se passa em Verona, Itália. Há motivos para para acreditar que Shakespeare criava suas estórias com o intuito de retratar os problemas dos nobres feudos, e centrais a Inglaterra Elisabetana. Por tal motivo, Shakespeare enquadrava as tragédias em lugares muito longínquos, no caso, em Verona, ou em um passado distante. Oras, se for falar de valores ou moralidade, seja para consigo mesmo ou para com o governo, é melhor retratá-los de forma distante, não acham?

Romeu e Julieta, por incrível que pareça, é um retrato sobre desejo, moralidade, valor, juventude e principalmente, amor. Moralidade e valores quando Romeu e Julieta subjulgam-se às próprias vontades de viverem um amor, proibído pela família e pelo Príncipe; escolhem não ceder aos valores familiares, mas sim aos individuais, em livre arbítrio enfrentam as consequências mortais. Juventude e amor, pela grandeza dos elogios, nobres metáforas da relação do amor com mares infinitos, da alma que se oferece em prol desta grandeza, da juventude irrefreada pelo desejo do desconhecido.

A obra também fala sobre desejo, e refere-se principalmente ao desejo proibído. Freud já nos advertiu sobre esta situação, o desejo reprimido(ou proibído) é intensificado, sendo causa de sintomas somáticos. Ambos, Romeu e Julieta, tiveram seus desejos reprimidos, seja pelo Príncipe, ou pela família. Felizmente, ou infelizmente, ambos não cederam aos caprichos, valores e moralidade daquilo que era externo, pagando o preço pelas escolhas de suas próprias visões.

A estória, apesar de final triste, deixa uma linda mensagem, o livre arbítrio, aquele que se opõe aos valores sociais, é perigoso e nem sempre guia ao caminho com flores campestres, mas sim a perigosa selva que a alma o devora. A audácia de viver tal amor proibído é, ao final, vista não obstante uma afronta aos valores e costumes, como também coragem, fortes convicções, intenso amor que nos aponta um caminho nunca antes explorado, onde a moralidade, valores e bons costumes não só podem, como devem ser revisitados e modificados.
2 pessoas acharam isso útil
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1000 PRINCIPAIS AVALIADORESem 11 de março de 2017
O livro possui um excelente ensaio introdutório, além de vastas informações em notas que não poluem o texto (ficam ao final do livro), e nova tradução é absolutamente impecável.
5 pessoas acharam isso útil
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em 18 de maio de 2017
Confesso que achei p livro um tanto chato no começo mas a partir do segundo ato a história ficou mais célere. É um clássica e apesar das palavras mais difíceis e do formato de peça foi rápido. Me fez pensar sobre as consequências dos rompantes de amor e ódio. Recomendo a aqueles que gostam ou tem interesse em Clássicos, historias de amor adolescentes e fins trágicos.
2 pessoas acharam isso útil
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em 22 de março de 2018
Somente lendo pode-se entender que não é sobre aquele amor hollywoodiano que se trata a peça, tem mais coisa envolvida que irá depender da idade do leitor e sua maturidade para captar.
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em 11 de janeiro de 2018
Meu xará Will era mesmo um mestre da escrita.

A edição está confortável de ler, embora possua alguns problemas de pontuação.

História marcante.
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em 27 de maio de 2017
Super recomendo!
A morte foi necessária para que houvesse a união entre duas famílias rivais. Muito admirável todo contexto criado shakespear.
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em 5 de setembro de 2017
"Romeu e Julieta" é tudo, menos uma história de amor. É uma história sobre como o ódio cego tende a gerar tragédias que poderiam ser evitadas; é sobre adolescentes, que sentem tudo de forma mais intensa e, assim, acabam por ser movidos por seus impulsos e vontades. Há ainda alguns problemas que, na época da peça, não eram considerados problemas e eram comuns, mas que hoje já fará alguns leitores torcerem o nariz e se indignarem, como eu mesma fiz. Também há falas cheias de firulas e, embora interessantes em sua essência (e que venham a confirmar o talento do autor), são um tanto estranhas quando dita por personagens de catorze anos. Ainda assim, é um clássico e vale ser lido, para que se tire suas próprias conclusões. Não é minha peça favorita do autor, mas não deixa de ter pontos que ainda são bastante interessantes de serem debatidos nos dias atuais. E, afinal, é William Shakespeare. Quem sou eu para questionar os méritos? Afinal, como eu disse no título, clássicos são clássicos por algum motivo.
2 pessoas acharam isso útil
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em 13 de outubro de 2016
Romeu e Julieta é a prova viva de que um classico nunca se torna velho. Texto em forma de peça de teatro deixa a leitura mais confortavel.
3 pessoas acharam isso útil
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em 4 de fevereiro de 2017
O livro é muito bom, só não fiquei muito contente porque o estilo dele não me agrada, mas Shakespeare é Shakespeare.
1 pessoa achou isso útil
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