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Avaliação de clientes

5,0 de 5 estrelas
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500 PRINCIPAIS AVALIADORESem 4 de maio de 2018
O autor mostra uma obra como uma tragédia grega, protagonizada por uma mulher que sozinha, sem partidários ou guerreiro, numa sociedade dominada por homens, abala a tirania de um rei.
Narrada em primeira pessoa, mostra a história de Antígona, filha de Édipo e Jocasta, protagoniza um capítulo do livro A Trilogia Tebana, onde Antígona se depara com a morte de seus dois irmãos Etéocles e Polinice pela disputa do Trono de Tebas e, contudo sobre a decisão do Rei Creonte (irmão de sua mãe Jocasta) que decretou logo após do fato ocorrido a ordem de que para Polinice não seria dado o direito ao sepultamento, pois Polinice havia, ao ver do Rei travado uma luta contra os interesses daquele Reino, então Creonte quis deixar o corpo de Polinice ao relento para que os animais se alimentassem dele e para mostrar ao povo Tebano o que aconteceria com as pessoas mesmo depois da morte se tentassem algo contra Tebas, ela apenas queria dar ao irmão, o direito a um túmulo, conforme na lei dos deuses, e contrariando uma ordem do rei.
Antígona agira de todo coração, conforme sua religiosidade, onde acreditava que seu irmão merecia sua sepultura. Participa da narrativa em breve diálogo a irmã Ismênia, que deixa claro que gostaria de agir tal como sua irmã, mas tem medo de ir contra a vontade do que foi decretado pelo rei, e assim sofrer as consequências. Mas Antígona mesmo sozinha pratica sua vontade.
Quando descoberto feito da Antígona pelo rei, fica decretado que ela deveria ser presa em uma caverna e lá deveria ficar até sua morte. Entra na narrativa o filho Hémon, noivo de Antígona. Tem total devoção ao seu pai, mas sem a intenção de contraria-lo faz uma sútil defesa de Antígona, trazendo para seu pai um pouco do pensamento da população do povo de Tebas diante de tal decisão na tentativa não somente de livrar sua noiva da morte, mas também para que seu pai tivesse maior devoção e admiração de todo o povo Tebano. Creonte por sua vez não é convencido a recuar sobre sua decisão, então dá a ordem para os guardas que deixem o morto ao relento novamente e segue com a punição de morte para Antígona. A profecia é dada na narrativa que entra o vidente Tirésias, um adivinho respeitado naquele povo também tenta convencer Creonte que recue na sua decisão, mas o Rei entende que como poder máximo e absoluto daquele povo nenhum mal poderia o atingir.
Ao fim, quando o corifeu conversa com o rei, que alude que tal profecia sim poderia acontecer, o arrependimento lhe cai e assim ele mesmo vai libertar a Antígona e enterrar o Polinice, porém ao chegar á prisão subterrânea vê seu filho amparando o corpo de sua noiva já sem vida, que inconformado com a crueldade de seu pai é tomado pela raiva e tira sua própria vida. Creonte volta ao palácio com seu filho morto nos braços. Eurídice a mãe de Hemón ao escutar de suas e escravas e mensageiro que o filho havia dado fim a própria vida, esta não aguenta e também dá fim a sua vida, porém quem a ouviu antes de tal fato ouviu-a praguejar que Creonte devesse ficar com sua vida desgraçada, por ser culpado pela morte de não um, mas dos dois filhos.
E assim ao rei cai-lhe a desgraça, perde a todos os seus. Eis o que o destino lhe reserva.
Podemos identificar nesse capítulo que o autor teve como ideia mostrar que primeiramente que naquela época que antes das leis dos homens existia a lei divina e que o homem deveria respeitar e que a partir de um descumprimento as leis divinas o homem ficava refém de suas próprias decisões, que poderia haver recuo nas decisões sob pena de evitar mal maior levando também em consideração a opinião e visão de pessoas de fora. Uma história que fala do direito natural, que é a Antígona querendo prestar honra fúnebre ao irmão morto, tal qual sua crença religiosa, e o direito positivo, a criação de leis injustas e não escritas, que é a vontade de Creontes, em ter a obediência para e com os oráculos. Uma época em que mulheres deveriam sempre ser submissas, nunca dar ouvidos a elas, porque a palavra da mulher não tinha valida, o calar e consentir seria o melhor.
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AVALIADOR Nº 1em 15 de novembro de 2015
Essa tragédia encerra o ciclo tebano escrito por Sófocles no século IV antes de Cristo. As duas outras obras, são "Édipo Rei" e "Édipo em Colono", protagonizadas por um incestuoso parricida, enquanto que aqui, é Antígona, sua filha, quem domina a cena.

A narrativa aborda o conflito entre o Direito Natural e Direito Positivo que encaminha a discussão para o que é justo ou injusto mediante a perspectiva de seu autor, um homem respeitoso a sua crença religiosa e obediente aos oráculos.

O enredo gira em torno de Antígona que decide conceder honras fúnebres a Polinice, seu irmão, contrariando as ordens do rei Creonte que havia decidido que o corpo do jovem deveria permanecer insepulto e exposto aos animais, por conta de uma rebelião que ele liderou contra seu irmão Etéocles na disputa pelo poder. Curiosamente, o resultado dessa batalha é um múltiplo fratricídio.

Presa durante a execução do plano, Antígona é condenada a morte, incitando a indignação do povo. Temendo as profecias do cego Tirésias, se a execução seguisse adiante, Creonte decide voltar atrás, mas já é tarde: Antigona foi executada, acarretando trágicas consequências.

O mais surpreendente é que a milenar tragédia apresenta questões ainda relevantes no mundo que vivemos como por exemplo: a desobediência civil, a disputa pelo poder, o conflito entre o velho e o novo, entre o Estado (Creonte) e o indivíduo (Antígona) além da submissão feminina, aliás, o diálogo da protagonista com sua irmã Ismene, que abre a obra, é antológico.

Escolhida pela LL Library, essa edição foi feita em prosa por um tradutor português desconhecido e apresenta notas de J.B. de Melo e Souza.
2 pessoas acharam isso útil
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em 19 de fevereiro de 2018
It is always good to read a classic to understand the history of drama and tragedy. This edition has relevant foot notes and some beautiful images of paintings with portraits of the play.
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em 3 de outubro de 2017
Não tenho capacidade alguma para julgar Sófocles. O autor é conhecido historicamente. Seria muita presunção minha avaliar este trabalho; ele é excelente, é o que posso dizer.
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em 4 de setembro de 2014
Gostei muito do texto!!
Eu que sou estudante iniciante do curso de direito acho que tem tudo a ver com a disciplina.
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