Books Kindle Direct Publishing Dispositivos Kindle eBooks Kindle Cloud Drive Photos Electronics Computers VideoGames Wireless



500 PRINCIPAIS AVALIADORESem 12 de março de 2016
O autor propõe uma abordagem multidisciplinar e pretende aplicar as teorias de John Rawls e Amartya Sen. Eu efetuei uma leitura sob a ótica do Direito, minha área de atuação.
É muito bom o histórico da tributação sobre o patrimônio e heranças no início do século XX na Europa, além de descrever os cadastros de patrimônio o que é fundamental para efetuar a tributação.
O livro não fornece dados sobre o Brasil, mas se revela útil para a leitura que adotei, uma que é notória a desigualdade de renda entre capital e trabalho. Assim fornece subsídios para a instituição do imposto sobre grandes fortunas, previsto no artigo 153, inciso VII da Constituição, bem como do imposto sobre a transmissão causa mortis (herança) e doação, previsto no artigo 155, inciso I da Constituição.
A análise da dinâmica do sistema financeiro na globalização e a proposta de uma tributação mundial revela-se um tanto otimista, em vista do número de países no mundo que não têm uma sistema democrático.
Enfim um livro que merece ser lido com atenção.
0Comentar| 21 pessoas acharam isso útil. Esta avaliação foi útil para você?SimNãoInformar abuso
50 PRINCIPAIS AVALIADORESem 4 de agosto de 2016
O livro cai na armadilha de tentar ser profundo e científico ao extremo e, ao mesmo tempo, um livro para leitores não acadêmicos. Assim, os primeiros 2/3 compilam dados e tabelas e fórmulas que muitas vezes se repetem para dizer o seguinte: 1. Os dados podem ser imprecisos e apontam tendências ou cenários possíveis e não certezas absolutas. 2. A diminuição da concentração da riqueza no século XX foi causada pelos choques nas e entre as duas guerras mundiais, efeito que a partir dos 90 se reverteu para uma concentração de riqueza próxima ao final do século 19. 3. O capital ocioso ( ou não produtivo) voltou a rentabilizar, quando é de grande soma, mais do que o crescimento econômico. No seu terço final o autor aponta algumas reflexões sobre o Estado Social ( e não socialista) e os mecanismos para lidar com a economia numa sociedade globalizada. Algumas são reflexões muito interessantes. Me surpreendeu que ele atribui a desconcentração às ações destrutivas das duas grandes guerras e ignora por completo a influência da revolução comunista na Rússia ( na 1a guerra) e o fortalecimento da mesma após a Segunda Guerra. As classes dominantes nos países ricos entenderam que era melhor aumentar os salários e criar mecanismos de previdência e seguridade social do que encarar o risco de uma revolução. A partir da queda do Império Soviético ( anos 90) a desigualdade voltou a aumentar. Ao contrário do que dizem algumas críticas o autor não faz uma ode ao comunismo e/ou marxismo. Ao contrário, prima pela preocupação com a democracia e mostra que a concentração exacerbada da riqueza ameaça o estado democrático. Por outro lado, não acredita no poder regulatório do mercado o que fica bem comprovado nas grandes crises, a mais recente em 2008. Leitura um tanto maçante no início que se torna interessante no terço final.
0Comentar| 28 pessoas acharam isso útil. Esta avaliação foi útil para você?SimNãoInformar abuso
em 29 de novembro de 2016
Piketty faz uma análise muito interessante do sistema econômico mundial, na medida do possível, dos últimos três séculos. Aponta uma lógica intrínseca ao capitalismo, segundo a qual no longo prazo (com base num crescimento demográfico e de produção baixos), o curso natural levaria a uma acumulação cada vez mais concentrada do capital e por consequência, da renda. Só não gostei muito do remédio que ele propõe, que na minha opinião não visa somente tratar os excessos (o que considero ideal), mas sim mudar a estrutura do sistema.
0Comentar| 3 pessoas acharam isso útil. Esta avaliação foi útil para você?SimNãoInformar abuso
em 24 de junho de 2017
Como ponto positivo, o livro contém uma quantidade de dados substancial e relevante sobre o capital e a renda das nações ao longo da história. É também apresentado alguns argumentos interessantes sobre fatores que o autor acredita que contribuem para o aumento ou diminuição da desigualdade econômica, como o de que choques econômicos e políticos, como os conflitos bélicos das duas grandes guerras mundiais e/ou a grande depressão de 1930, além da maior taxação da renda do capital, levaram a uma diminuição da desigualdade econômica, pelo enfraquecimento do poder do capital, maior fonte de renda dos mais ricos. Ou que um fraco crescimento econômico e uma baixa expansão demográfica levam a um aumento da desigualdade econômica, já que a ascensão econômica das classes mais baixas seria dificultado devido ao baixo crescimento econômico e a concentração de renda dos mais ricos se elevaria, por terem menos herdeiros com quem dividir a riqueza acumulada devido ao baixo crescimento populacional, e também pelo aumento do peso dos rendimentos do capital em relação a renda oriunda do trabalho. A inflação também é apontada como intensificador da desigualdade, já que os mais ricos possuem meios de proteger seu capital da inflação (fazendo investimentos bem direcionados), enquanto os mais pobres não.

Como ponto negativo o autor em alguns momentos omiti ou da pouco espaço e peso a argumentos contrários aos seus, como ao defender que a educação gera riqueza como se fosse uma unanimidade entre os estudiosos, sendo que na verdade é um assunto controverso. Ele também se concentra em sugererir maneiras de diminuir a desigualdade de renda, como o imposto progressivo sobre o capital, alegando que a dinâmica mundial de acumulação e distribuição dos patrimônios se tornará perigosa, provocando uma desigualdade fora de controle e sem qualquer utilidade social. Ele alega também que este imposto é necessário para os governos manterem o Estado de bem estar social (um ideal que não é unanimidade entre os economistas). Logo, a necessidade do combate a desigualdade de renda ao meu ver não fica clara ou convincente o suficiente.
11 comentário| 1 pessoa achou isso útil. Esta avaliação foi útil para você?SimNãoInformar abuso
em 21 de junho de 2017
Uma pesquisa vasta, que nos leva a refletir sobre como se dá o acúmulo de capital, e como é importante tomar medidas para tornar a distribuição de renda menos desigual, o poder exercido por àqueles que possuem o monopólio do capital excluem a maioria da população das benesses que a equatividade da distribuição de renda pode promover à sociedade, a obra não condena o capital, pelo contrário, expõe a sua concentração! Piketty formalizou uma gigantesca pesquisa de forma muito elegante na escrita, por vezes o texto torna-se pedante e repetitivo, mas não apaga o brilho da obra que é reveladora!
0Comentar| 1 pessoa achou isso útil. Esta avaliação foi útil para você?SimNãoInformar abuso
em 22 de junho de 2017
Uma análise impecável sobre o capital na sociedade atual. Indispensável para quem deseja desenvolver uma consciência mais ampla da nossa realidade. Magnifico!
0Comentar| 1 pessoa achou isso útil. Esta avaliação foi útil para você?SimNãoInformar abuso
500 PRINCIPAIS AVALIADORESem 12 de novembro de 2016
O livro é um estudo de como o modelo atual não consegue diminuir a diferença entre o fato dos mais ricos cada vez ficarem mais ricos se apropriando do capital total de uma sociedade, ou seja as desigualdades sociais dificilmente serão diminuídas pelo modelo atual.
Pela tese do autor os detentores do capital tem uma crescimento médio de toda a sua fortuna de 4 % ou 5 % ao ano, enquanto os países crescem no máximo 1 % a 1,5% ao ano, isto faz com que os ricos fiquem cada vez mais ricos, pois a herança faz com que a pessoa administre apenas para nao perder o seu status atual. O único momento que isto nao aconteceu foram nos períodos entre as guerras que geraram uma grande ruptura nos detentores dos capitais, isto faz sugerir que o modelo atual pode gerar rupturas frequentes.
11 comentário| 2 pessoas acharam isso útil. Esta avaliação foi útil para você?SimNãoInformar abuso
1000 PRINCIPAIS AVALIADORESem 2 de março de 2015
é utopia achar que um bilionário capitalista irá pagar 80% de tributos para redistribuir a renda no mundo. mas vale a pena ler o livro para se perceber que o sistema econômico é cheio de falhas
0Comentar| 1 pessoa achou isso útil. Esta avaliação foi útil para você?SimNãoInformar abuso
1000 PRINCIPAIS AVALIADORESem 18 de junho de 2017
O livro trás uma visão inovadora sobre distribuição de renda e igualdade. Baseado em dados históricos e informações atuais o autor traça cenários sobre a riqueza das nações.
0Comentar|Esta avaliação foi útil para você?SimNãoInformar abuso
em 19 de junho de 2017
O livro é uma grande fonte de dados e realmente é tão bom quanto dizem. É ótimo para pesquisas e coisas do gênero
0Comentar| 1 pessoa achou isso útil. Esta avaliação foi útil para você?SimNãoInformar abuso


Precisa do serviços de atendimento ao cliente? Clique aqui