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em 30 de junho de 2017
O livro derruba uma velha teoria de que a sociedade brasileira é de tradição pacífica. Ao contrário disso, prova que somos uma sociedade muito violenta. Mostra, com isso, uma urgente necessidade de repensar a forma como os sentimentos em relação ao outro estão sendo propagados de maneira equivocada de geração em geração. Mais amor, por favor.
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em 11 de agosto de 2017
Gostei muito do livro do professor Leandro Karnal e destaco a seguir os pontos que achei mais relevantes.

Ao longo de nove capítulos o autor procura desmontar o mito do “homem  cordial”, passado de geração a geração como parte da história oficial do Brasil, analisar a questão do ódio que sempre permeou a relação entre os homens, e questionar os efeitos e os perigos da intensa polarização que se pode observar na política brasileira atualmente. Por exemplo, segundo a história oficial nunca houve guerra civil nestas terras, ignorando as inúmeras revoltas e convulsões internas que ocorreram durante o Império e a República. Para lembrar algumas destas lutas internas: Cabanada (1835-1840, Pará), Sabinada (1837-1838, Bahia), Balaiada (1838-1841, Maranhão), Revolução Farroupilha (1835-1845, Rio Grande do Sul), a revolta de Canudos(1896-1897, Bahia), a revolta do Contestado (1912-1916, Paraná / Santa Catarina), a Revolução de 32, etc. Ou seja, temos uma história pontuada por lutas internas. A ideia do brasileiro como “homem cordial” foi difundida   e incorporou-se ao imaginário popular com um sentido bem diferente daquele que Sergio Buarque de Hollanda lhe emprestava em “Raízes do Brasil”. Aquele autor queria dizer que o homem cordial age guiado pelas emoções, que tanto podem ser positivas como negativas.

De forma semelhante, Karnal questiona o mito de  que não somos racistas, mostrando que o racismo no Brasil existe e  assume a forma insidiosa de uma prática social que faz com que suas vítimas se sintam elas mesmas inferiores e, portanto, aceitem as praticas racistas como naturais, ou seja, “conheçam o seu lugar”. Após deixar claro que somos, ao contrário da imagem que fazemos de nós mesmos, um povo  violento, racista, preconceituoso e que sente ódio. Karnal faz uma longa análise sobre a questão do sentimento de ódio, suas bases psicológicas e seu uso político. A questão do preconceito contra mulheres, negros, homossexuais é apresentada.

Na conclusão do livro Karnal analisa a influência das redes sociais, a atual polarização da discussão política e explica os fenômenos que diferenciam  a consciência política e a vontade de participação manifestada pelos eleitores atualmente em relação ao passado.
Algumas citações do autor: “Desde a última eleição presidencial, em 2014, passando pelo processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff até as crises do governo Michel Temer, somos invadidos, via internet, por textos duros, ataques de lado a lado, análises corrosivas, escárnio e agressão verbal. O Brasil descobriu-se raivoso na política, exibindo uma inquietante carga de ódio que fluiu pela rede.” [Karnal, Leandro. Todos contra todos: O ódio nosso de cada dia (Locais do Kindle 1244-1247). Leya Brasil. Edição do Kindle.] Qualquer pessoa que acompanha os posts sobre política percebe isso. O ódio escorre pelas telas das redes sociais; não há mais adversários políticos, apenas inimigos em um confronto cósmico entre o Bem e o Mal. Cada um dos lados se considera a encarnação de tudo o que é bom, limpo, decente, democrático, enquanto o outro lado é demonizado. Os comentários não raro se desviam para a grosseria pura e simples.

Conforme bem assinala Karnal, retornamos ao clima que antecedeu a intervenção militar de 1964: ”A partir daquele momento, houve uma regra ressuscitada na Era Dilma: “Não apenas me oponho a você, mas você é o obstáculo para o progresso brasileiro.” Ou: “O Brasil seria um bom lugar se você não existisse.” Daí cresce o ódio diante das mazelas políticas, porque interpreto que tudo de ruim que ocorre no Brasil nasce do outro.” [Karnal, Leandro. Todos contra todos: O ódio nosso de cada dia (Locais do Kindle 1266-1269). Leya Brasil. Edição do Kindle.]

Um momento delicado, mas o que se vê no debate político, tanto no Congresso como nos partidos, tanto nas organizações patronais como nos sindicatos, nas universidades e na sociedade como um todo é uma troca de acusações mútuas e ofensas. O debate tornou-se completamente polarizado. E Karnal aponta com muita propriedade: “O problema da polarização é que ela não pensa. A polarização adjetiva. No momento que eu digo que você é petralha ou coxinha, deixo de pensá-lo como um ser humano dialético, contraditório, orgânico, em evolução, e paro de discutir as suas ideias e apenas o rotulo.” [Karnal, Leandro. Todos contra todos: O ódio nosso de cada dia (Locais do Kindle 1288-1290). Leya Brasil. Edição do Kindle.]

Por outro lado, os acontecimentos dos últimos anos demonstraram de forma cabal a verdadeira natureza da política. Aqui, como em qualquer outro lugar do mundo, o exercício da política não tem como determinante exclusivo ou mesmo principal a busca do bem comum. Passado o discurso eleitoral, política é o controle do estado para o benefício de determinados grupos. Mas no Brasil este processo atingiu um grau de exacerbação e imeddiatismo que leva o autor a afirmar: “Mas a corrupção é institucional e endêmica. Portanto, não seria a solução a queda de uma pessoa para resolver o problema da corrupção.” [Karnal, Leandro. Todos contra todos: O ódio nosso de cada dia (Locais do Kindle 1275-1276). Leya Brasil. Edição do Kindle.]

Então há hoje uma percepção clara por parte da sociedade de que é preciso tornar o estado mais eficiente e mais voltado para o bem comum. Segundo Karnal: “Então, em parte, todo esse debate é sobre uma tentativa de criar o que não existe: que é a política coletiva, do bem comum, administradora da maioria, um projeto de Estado, e não um projeto de governo. Esse é um desejo coletivo neste momento.” [Karnal, Leandro. Todos contra todos: O ódio nosso de cada dia (Locais do Kindle 1318-1320). Leya Brasil. Edição do Kindle.]

O livro de Karnal é um alerta nestes tempos de crise política, moral, econômica e social; suas palavras deveriam ser analisadas por todos os brasileiros interessados no futuro deste país.
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em 12 de setembro de 2017
Todos contra todos is very good book by Leandro Karnal.
Unfortunately available only in Portuguese, this book is provocative and thoughtful.
The author tries to demonstrate the Brazilian violence, undoing the myth of the cordial man.
Leandro Karnal questions the myth that Brazilians are not racist, showing that racism in Brazil exists and takes the insidious form of a social practice that makes its victims feel themselves inferior and therefore accept racist practices as natural, that is, "know your place". After making clear that we are, unlike the image we make of ourselves, a violent, racist, prejudiced and hateful people. The author makes a lengthy analysis on the issue of the feeling of hatred, its psychological underpinnings and its political use. The issue of prejudice against women, blacks, homosexuals is also presented in this book.
Leandro Karnal is a Brazilian philosopher, historian, and university professor. He became famous in Brazil for his work on popularizing philosophy for the masses and is constantly invited to give lectures around the country.
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1000 PRINCIPAIS AVALIADORESem 19 de novembro de 2017
Os textos do Karnal, no sentido de buscarem a popularização e as vendas, têm se tornado cada vez mais pedestres. Este é um exemplo bem claro, em que se faz tábula rasa de discussões que seriam dignas de aprofundamento e verdadeira reflexão. Bom apenas para quem tem um conhecimento mais rarefeito e anseia por julgar-se informado. Para uma efetiva verticalização, entrementes, há opções bem melhores para o diagnóstico dos males da Modernidade, como Roger Scruton e Theodore Dalrymple. Mas o nosso mundo quer tudo rápido, tudo fácil... Então aí está o Leandro Karnal.
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em 6 de julho de 2017
Karnal escreve com uma facilidade ímpar, mostrando as raízes e problemas do nosso ódio de cada dia, tentando assim, colocar uma luz nesta polarização atual em que vivemos.
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em 11 de setembro de 2017
Leandro Karnal sempre me surpreende na sua incrível habilidade com as palavras, motivo pelo qual é o 3º livro dele que adquiro e, francamente, esperava mais. Grosso modo, o título "Todos contra Todos" deveria ser substituído por "Direita sempre malvada e opressora contra a Esquerda sempre santa e vítima". Não que eu não tenha tirado boas lições e reflexões do livro, pelo contrário, mas a sensação de imparcialidade que o título da obra nos provoca realmente deixa a desejar no decorrer desta. No mais, é um bom livro.
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em 5 de outubro de 2017
Leandro Karnal escreve de um jeito fácil e de forma bem inteligente sobre um tema tão polêmico e complexo. É um tapa na cara da sociedade brasileira e nos instiga a mudar e combater as intolerâncias e o ódio. Apesar de bem interessante, o livro não esgota todo o assunto e abre muitas possibilidades para o aprofundamento.
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em 19 de junho de 2017
A Constituição Federal de 1988 inaugurou novos direitos e elegeu novos titulares.
A sociedade brasileira não estava preparada para aceitar que, aqueles antes despossuídos de direitos, passassem a desfrutá-los, com ampla modificação do "stato quo" coletivo, obrigando os membros da coletividade a se comportarem de forma distinta.Ex
O professor Leandro Karnal, o melhor professor da Unicamp analisa os atritos sociais, de forma inteligente e bem humorada.
Excelente obra.
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50 PRINCIPAIS AVALIADORESem 13 de setembro de 2017
Karnal tem um jeito simples e direto de falar sobre temas que nos afeta a todos. Neste livro, ele desfaz o mito do "povo caloroso e receptivo" de forma inteligente, contundente e bem-humorada.

Leitura fácil e obrigatória. Recomendo a todos os brasileiros que se sentem frustrados por não serem capazes de mudar o país, mas que podem começar, agora, a mudar o (seu pedacinho de) mundo.
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em 20 de julho de 2017
Este livro é muito bom com relação ao conteúdo, posto que Leandro Karnal faz um a análise profunda da causas da divisão ideológica e intolerância que atinge nossa população. O livro peca pela falta de uma revisão acurada, posto haver alguns parágrafos ininteligíveis, demonstrando que faltou revisão antes da publicação.
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