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Avaliação de clientes

5,0 de 5 estrelas
7

1000 PRINCIPAIS AVALIADORESem 28 de setembro de 2017
antes do mundo ser dividido entre coxinhas x petralhas - ok, ok, exagero em relação ao mundo, talvez aqui no Brasil -, o mundo era divido entre burke x paine.

spoiler: era bem melhor.

que livro bom.

e quem imaginaria yuval levin publicado no Brasil? ainda bem que existe a Record.
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500 PRINCIPAIS AVALIADORESem 21 de outubro de 2017
Que livro fantástico!
O autor trabalha a partir da biografia dos personagens centrais para construir o caminho e as concepções políticas da esquerda e da direita. Imprescindível para compreender a ideologia contemporânea, além de ajudar a pensar sobre as duas posições.
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em 31 de dezembro de 2017
O grande debate entre Thomas Paine e Edmund Burke na era das revoluções é muito mais profundo, mas ao mesmo tempo conciso e bem estruturado do que a maioria dos debates que vemos hoje.

O livro mostra as concepções bastante distintas entre eles sobre a natureza e a justiça, passando pela liberdade de escolhas, até chegar a velocidade de mudança política e mudança de gerações.

Material amplo e de altíssima qualidade para refletir e ajudar a moldar melhor o pensamento político. Indispensável.
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500 PRINCIPAIS AVALIADORESem 13 de novembro de 2017
Yuval Levin explora as raízes das polêmicas discussões que envolvem os dois polos da política. É, de fato, sabendo as origens deste conflito que você pode tomar uma posição neste Grande Debate; se todos lessem a respeito - não necessariamente neste livro -, as tão reinantes mesmices deixariam de existir, e retomaríamos o Grande Debate que se originou no século XVIII com Paine e Burke. Espero que todos tenham prazer nesta leitura!
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em 13 de dezembro de 2017
Top livro para entender o embate direita esquerda que até hoje domina o cenário político mundial. Merece a leitura detalhada.
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em 3 de outubro de 2017
Em seu livro “O Grande Debate: Edmund Burke, Thomas Paine e o Nascimento da Esquerda e da Direita”, recentemente traduzido para o português, Yuval Levin busca um elemento essencial do pensamento político contemporâneo, remexendo na história de um acalorado debate entre dois grandes políticos e pensadores: Burke e Paine.

Burke, um dos precursores do que hoje se denomina pensamento de direita, defendia a história de erros e acertos do passado contra o impulso revolucionário e destrutivo do presente. Posicionava-se ao lado de uma política de prudência, como Russel Kirk posteriormente a denominou, observando na história uma prescrição de lições contínuas e deveres necessários para a manutenção de uma sociedade adequada.

Paine, por outro lado, defendia a aplicação de princípios atemporais da razão à sociedade, buscando um regresso aos elementos que promoveriam a existência de um povo mais igualitário e justo, mesmo que ao custo da destruição do atual estado de coisas, evitando a inércia e o reacionarismo, para moldar uma nova sociedade capaz de encarnar melhor os ideais de justiça.

Embora ambos concordassem com os intuitos da Revolução Americana, de independência, o ponto de discórdia se deu na Revolução Francesa. Paine viu uma fantástica oportunidade para aplicar os ideais de igualdade, liberdade e fraternidade, poderosas abstrações que poderiam reformular uma sociedade inteira e acabar com um estado corrompido prévio. Burke via com desgosto e preocupação essa reformulação racionalista do mundo, alertando contra o ato de desprezar as lições prudenciais do passado. Temia, o derramamento de sangue, que de fato ocorreu, parindo a modernidade.

Segundo Paine, “Temos o poder de reiniciar o mundo” e “ver o governo começar como se vivêssemos no início dos tempos”. Burke afirmava que um retorno ao início sem o devido cuidado seria um retorno ao barbarismo. A visão conservadora da natureza humana era muito pessimista – ou realista, conforme a origem de quem falava – para acreditar nesse paraíso primitivo defendido por Paine e outros pensadores iluministas como Rousseau.

Alinhado ao atual pensamento de viés liberal e socialista predominante, Paine afirmava que “Meu país é o mundo e minha religião é fazer o bem.” Já Burke prenunciava o conservadorismo atual defendendo uma posição mais local e menos universal, embora diversa, assim como Roger Scruton prescreve. “Para que amemos nosso país, ele deve ser digno de amor”, e “Nosso país não é meramente uma localidade. Ele consiste, em grande medida, na antiga ordem em que nascemos.” Concordem com Burke ou não, o Brasil tiraria preciosas lições para o sentimento geográfico e desmemoriado que temos de patriotismo.

Paine, otimista com a natureza humana, afirmava ao contrário de Hobbes que “O homem só é inimigo do homem por meio de um falso sistema de governo”. Paine declarava que “A humanidade teve muito pouco propósito se, neste período do mundo, precisa voltar 2 ou 3 mil anos em busca de lições e exemplos.” Com base em um novo entendimento da natureza e dos princípios da justiça e da sociedade, o mundo veria um renascimento. Ao estilo da new Left revolucionária de hoje, Paine revela dificuldade em distinguir entre destruição e construção durante a revolução.

Burke comentaria, escandalizado pelos frutos do pensamento racionalista aplicado à sociedade, que “Nunca antes um conjunto de homens literários se converteu em uma gangue de ladrões e assassinos; nunca antes um antro de vilões e bandidos assumiu o garbo e o tom de uma academia de filósofos”.

A visão de Paine era “assertiva, confiante, racionalista, tecnocrática e progressista”, defendendo que por meio do uso de sua razão, o homem poderia remodelar o mundo em busca de justiça. Um anseio muito contemporâneo presente entre socialistas e transumanistas de forma geral.

A visão de Burke, por outro lado, se mostrava “grata, protetora, cautelosa, moralista, gradualista e reformista”, compreendendo que o mundo só pode ser melhorado caso compreendamos nossas limitações e construamos sobre as fundações previamente estabelecidas.
Em suas conclusões, Levin resume:

“O objetivo utópico fundamental no âmago do pensamento de Paine – o objetivo de liberar o indivíduo das obrigações impostas a ele por seu tempo, seu lugar e suas relações com os outros – permanece essencial para a esquerda americana.” “Com o tempo, o objetivo utópico ganhou preferência, e uma visão do Estado como provedor direto das necessidades básicas e amplamente livre de restrições do liberalismo iluminista de Paine surgiu para defende-lo.”
A esquerda atual, segundo Levin, exibe coletivismo material ao lado de individualismo moral. Já o conservadorismo exibiria um certo coletivismo moral, no respeito às tradições e à história, ao lado do individualismo material.

Levin afirma que a esquerda atual começa a se desviar para a fria lógica do utilitarismo, e que faria bem em relembrar dos avisos de Thomas Paine em relação aos limites do podere e do papel do governo. Já a direita, tem se mostrado aberta demais ao “canto de sereia” do hiperindividualismo material e da falta de uma teorização adequada, podendo aproveitar o foco burkeano no caráter social do homem.

Num país como o Brasil, no qual multidões usam palavras como porretes sem ao menos conhecer o real significado daquilo que buscam expressar, faz bem ler Yuval Levin, e compreender que Direita e Esquerda são polos de como nos relacionamos com nossos semelhantes, do passado, do presente e do futuro. Como lembra muito bem Edmund Burke, não respeitaremos os nossos descendentes se não respeitarmos nossos antepassados, mas, no ideal de Paine, não podemos desmerecer a urgência do presente.

Hélio Angotti Neto.
03 de outubro de 2017, Colatina – ES.
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50 PRINCIPAIS AVALIADORESem 13 de fevereiro de 2018
Livro espetacular. O livro argumenta que todo o debate entre esquerda e direita pode ser explicado a partir do debate (por meio de cartas abertas e livros) entre Edmund Burke (político conservador inglês do século XVIII) e Thomas Paine (escritor inglês radicado nos Estados Unidos e revolucionário) sobre os acontecimentos iniciais da Revolução Francesa.

Enquanto Paine era um árduo defensor da revolução como forma de conseguir uma sociedade mais justa, Burke defendia que não se deve jogar fora todo conhecimento acumulado em sistema de governo e sim reforma-lo de acordo com as necessidades.

Essa divergência criou um profundo debate que dá as bases do que chamamos até hoje de direita e esquerda, principalmente em como isso se dá na política americana.

O livro é muito bem escrito, tornando tópicos complicados de filosofia política acessíveis a qualquer leitor de jornal.

Se você gosta de discutir política, é uma leitura fundamental. Entenda o que seu oponente está dizendo e de onde vêm o que ele defende até melhor do que ele mesmo!

Muito recomendadado!
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