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6 de maio de 2018
Com o estilo reconhecível nas primeiras linhas - porquê não no título? - Martha nos brinda com seu segundo romance, na trilha de A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, sua brilhante estréia. Encantei-me de início com a menção ao Castelinho de Ipanema: ah, que histórias ela irá inventar para repovoá-lo? Enquanto em Eurídice ela nos trazia o Rio de Janeiro da Tijuca, bairro da zona norte do Rio de Janeiro, ela agora nos oferece a Ipanema do início do século XX, com a saga de um jovem sueco e a construção de seu castelo na famosa praia do Rio de Janeiro. De novo, já se prenuncia a universalidade do romance, muito bem tecido com a participação de múltiplos personagens, em dois grandes movimentos dramáticos. O seu tom de realismo urbano, um contar de histórias do dia a dia, funde-se com um envolvente e criativo realismo fantástico. É quase impossível distinguir um do outro. Quem conhece bem os personagens do Rio, vai rever tipos pitorescos velhos conhecidos dos cariocas, alguns nomes de ruas, e imaginar - afinal - como eles surgirão na pena (ou teclas) de Martha. Os que não têm o benefício da carioquice terão o prazer de adentrar em nossas lendas urbanas de forma sutil, irônica, às vezes cruel, típica de Martha. Sim, é uma deliciosa viagem através dos olhos vivos de Johan, o jovem diplomata sueco, de Brigitta, talvez a primeira sueca a virar carioca e, mais tarde, de seus descendentes. De Nils, um dos filhos do casal sueco, que virou Nilsinho e celebridade de Ipanema. Depois, de Tavinho Jansson, neto de Johan, e sua esposa Estela Aguiar.
Passando pelos anos 40 e 60 com todas as vicissitudes de nossa vida social e política, Martha nos leva a um passeio real e surreal. Mais que isso é "spoiler". Vale conferir.

Let me put it in English, my review of Martha Batalha's second novel! Although I've just finished reading it in Portuguese, it is so universal that it sounds to me as though I really read it in English, or in any other language.
With her style recognizable in the first lines - why not in the title? - there comes "There Never Was a Castle" (Nunca Houve um Castelo), on the trail of The Invisible Life of Euridice Gusmão, Martha's brilliant debut. It starts with that small Castle at Ipanema beach - oh, which stories will she tell us to bring it out to life again?
While in Eurídice she brought about Tijuca, a Northern zone quarter of Rio, now she offers us Ipanema, Rio's Southern iconic beach in the beginings of the 20th century with the saga of a young Swedish diplomat and the building of his castle in the famous beach.
Once again, one can clearly forsee the universality of the novel, masterly woven with multiple characters within two great dramatic movements. The touch of urban realism, a day-to-day storytelling, mingles with fantastic realism strokes, capturing your attention. Almost impossible to distinguish one from the other.
Those acquainted with Rio's places and popular characters will have the chance to revisit them, meet them in street names and imagine how, in the long run, Martha's pen (or keystrokes) will draw them up.
Those who have not the benefit of being Cariocas will breeze in our urban legends in Martha's subtle, ironic, sometimes cruel company.
Yes, it is a delicious journey through Johan's and Brigitta's eyes, the young Swedish diplomat and his wife, maybe the first Swedish young lady to become a "carioca" beach girl. And also through their descendent's eyes: Nils' , who became Nilsinho - an Ipanema celebrity - and Tavinho's, the grandson, as well as Estela's, his wife. Roaming through the 40's and the 60's, with the ups and downs of our social and political lives, Martha confronts us with real and surreal events. More than this would be a spoiler. Better check it yourself.
7 pessoas acharam isso útil
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